<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208</id><updated>2012-02-16T06:22:32.615-08:00</updated><title type='text'>Resenhando aqui!</title><subtitle type='html'>Há cerca de três anos surgia um desafio: fazer, semanalmente, uma resenha de livro. Aceitei-o. Depois de um tempo isso não me pareceu mais o suficiente. Passei, então, a não apenas comentar o livro e apresentá-lo como dica, mas sim estabelecer uma forma de "comentário" das obras. Enfim, a definição exata do que é isso não sei. Convido apenas para que acompanhem esse trabalho.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>90</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8057108482881108818</id><published>2010-10-26T05:01:00.001-07:00</published><updated>2010-10-26T05:01:34.549-07:00</updated><title type='text'>O gerente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Passeava pela livraria e buscava entre os autores já conhecidos algum título que, no momento, despertasse a minha atenção. Na segunda olhadela desisti e optei por este livro que vos segue: “O gerente”, de Carlos Drumond de Andrade. Com a primeira versão publicada ainda em 1945, com ilustrações de J. Moraes, “O gerente” de agora vem revisado, de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, e apresenta ilustrações do argentino Alfredo Benavidez Bedoya.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Trata-se de um conto. O conto que traz um Rio de Janeiro modesto, tranquilo e seguro. É nesta cidade que conhecemos Samuel, o gerente em questão, que a exemplo de muitos outros brasileiros conquista seu espaço profissional com trabalho sério e dedicado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um homem que tinha tudo para ser um bom marido, mas que se descobre incapaz de tal ato. Reclusa-se a viver sozinho, numa rotina de galanteios, coquetéis, jantares, bailes e comemorações. Samuel revela-se uma figura amorosa, respeitável e coerente. No entanto, como coerência não garante estabilidade, casos estranhos passam a acontecer e, de repente, este mesmo homem passa a ser julgado pelo crime das dentadas. Um tanto antropofágico, o conto revela um caso de pequeno mistério. Nem raiva, nem rancor, nem desprezo. Apenas mistério, incredulidade e alguma desconfiança. Seria, Samuel, capaz de tal audácia? Para que tamanha ousadia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nem o conto, nem Samuel, nem Carlos Drumond de Andrade respondem tais perguntas. E talvez seja esta uma das intenções da obra: deixar a bola picando. É o pensamento que ora é isso, ora é aquilo; os devaneios; a ideia que não chega a ter um fim e se perde no meio de outra que surge; é o conto; a literatura; o hábito de não por um ponto final em tudo. É a vida sob outra perspectiva: sem exatidões, respostas ou resultado final. É a vida inconstante, surpreendente e inquietante. É o Samuel, é você é cada um ao mesmo tempo fazendo tudo diferente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E sobre o causo, ficou assim. Samuel partir para São Paulo. Fazia muito calor no Rio e o gim já não bastava mais. Mas as dentadas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8057108482881108818?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8057108482881108818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8057108482881108818' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8057108482881108818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8057108482881108818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/10/o-gerente.html' title='O gerente'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4527253590742339942</id><published>2010-10-26T04:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T04:59:03.606-07:00</updated><title type='text'>Esquisita como Eu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sabe aquele dia em que você acorda e tudo parece meio devagar? O telefone não toca, o e-mail não chega, nem sol, nem chuva, nem nada. Nada além do que já estamos acostumados a receber e esperar. Dias assim têm mais características em comum: demoram para passar, geralmente caem na segunda-feira e, a melhor de todas, parecem não acontecer com os outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Essa última, suponho, acontece porque insistimos em pensar que tudo (quando é ruim) só acontece conosco. Dessa forma supomos que os outros (felizes e sorridentes) nunca tenham tido tamanha experiência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É assim quando olhamos para nós... e quando olhamos para os outros: sempre traçamos comparações. E, comparando esta obra (“Esquisita como Eu”) com as demais da autora (Martha Medeiros) impossível não sentir a diferença. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em sua estreia na literatura infantil, a cronista gaúcha lança palavras que, de letra em letra, se constituem numa breve explanação sobre um pouco disso que falávamos: ser igual, ser diferente. Marta apresenta as esquisitices de sua personagem e ao falar dela, fala das esquisitices de todos os outros também, ora por serem iguais, ora por serem diferentes. Ou um, ou outro. Talvez nenhum ou todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ilustrado por Laura Castilhos, o livro apresenta o colorido, o inexato e o inesperado de cada sujeito frente a esquisitice dos outros, sejam eles crianças, adultos ou adultos que desejam ser para sempre pequenos (ou pequenos que quando crescerem querem pensar menos, ter problemas pequenos, apenas com tempo para seu gato e cachorro). A parte isso, as comparações servem apenas para evidenciar algo que já estamos fartos de saber: que somos diferentes e que pela diferença vivemos. Do contrário, seria uma baita monotonia. Certa está a personagem de Martha Medeiros em ver suas próprias esquisitices frente a “igualdade” dos outros. O exercício mostra que assim parecemos mais autênticos, como as crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4527253590742339942?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4527253590742339942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4527253590742339942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4527253590742339942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4527253590742339942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/10/esquisita-como-eu.html' title='Esquisita como Eu'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1237734204933377249</id><published>2010-10-26T04:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T04:55:11.449-07:00</updated><title type='text'>A doce revolucionária!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quando se trabalha com arte, música, literatura e suas diversas possibilidades de produção de conteúdo, a citação “nasceu mais um filho” é comumente utilizada. Isso porque a cada resultado de trabalho, a cada exposição, a cada disco gravado, livro publicado, música composta, entre outros, é empregada muita energia, mas muita mesmo. Noites em claro, viagens adiadas, lazer protelado, tudo por um “gran finale”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É com a expressão de quem tem o dever cumprido que Torres Pereira chega à redação onde trabalho e me entrega o seu mais recente “filho”. Um filho querido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um filho que, justamente, se espelha em uma criança para apresentar a sua ideia; que vê na pequena Naiê um bom exemplo de boas ações e atitudes; e que, principalmente, crê num futuro melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O livro apresentado pelo escritor português se chama “A doce revolucionária” e se passa no interior de uma escola. Neste ambiente conhecemos a adolescente (já apresentada como Naiê) que dá luz à história. E, como não poderia ser diferente, a protagonista o é por desempenhar um papel de destaque nos episódios que constroem a narrativa. Naiê o consegue porque resolve não ficar de braços cruzados frente a questões simples, que fazem da vida mais tranquila e que competem a qualquer cidadão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um exemplo? Cuidar para que não se jogue lixo pelo chão. Pode parecer repetitivo, taxativo e, até, “conversa para boi dormir”. Mas Naiê não pensa assim e resolve lutar por ambientes onde cada pessoa jogue o seu lixo no devido lugar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Esta é apenas uma dentre as tantas situações apresentadas na obra de Torres. Questões que vão além do simples ato de saber “aonde jogar o lixo”, mas que falam sobre educação, respeito, noção de cidadania e humanismo. Coisas que fazem falta a qualquer um durante toda a vida, não importa se adulto, criança ou adolescente. Coisas que, muitas vezes, só as crianças são capazes de perceber (e fazer) e das quais não viveríamos sem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1237734204933377249?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1237734204933377249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1237734204933377249' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1237734204933377249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1237734204933377249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/10/doce-revolucionaria.html' title='A doce revolucionária!'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3238935091794131335</id><published>2010-10-26T04:47:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T04:47:27.179-07:00</updated><title type='text'>O menino no espelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Já escrevi neste espaço o quão agradável é a surpresa de pegar um livro (com ou sem referências) e com ele passar algumas boas horas. Não há palavra que resuma a sensação de se perceber sorrindo sozinho com alguma façanha de determinado personagem, chorando com a realidade de outros ou mesmo voltando ao passado para relembrar um momento por nós vivido e que é mencionado na obra. A proeza que conseguem os escritores quando chegam a este ponto deve, portanto, ser reverenciada. Então, nesta semana, o “salve” vai para Fernando Sabino e “O menino no espelho”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O livro que é, em boa parte, a história do próprio autor, aliada à narrativa das peripécias vividas por Fernando (o menino protagonista), conduzem a boas risadas. Pelo menos a mim o efeito foi esse. Não resisti quando Fernando ao chegar em casa se deparou com uma galinha no quintal, deu a ela o nome de Fernanda, ensinou-a a falar e, depois, passou a pensar num plano infalível para evitar que ela se transformasse no cardápio de sábado (frango ao molho pardo). Fernando precisou contar com a sorte e a astúcia que só as crianças têm e, claro, com o “jogo de cintura” da galinha, digo, da Fernanda. Também não resisti quando Fernando (também chamado de agente Odnanref), a agente Anairam, o agente Pastoff e o agente Hindemburgo (totalizando: um casal de brasileiros, um russo e um alemão), formavam o Departamento Especial de Investigações e Espionagem Olho de Gato e através dela descobriam tramas horripilantes com muita coragem e perspicácia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Seja na espionagem, na educação da galinha, desculpem, Fernanda, quanto no dia que Fernando voou, Fernando Sabino deixa rastros de uma boa memória e uma ótima imaginação. Impossível, também, não protelar o término do livro. Eu, confesso, adiei o que pude. Até o meu prazo de “trabalho” estourar. Mas, chega um momento que não adianta, você cresce, já não cultiva sociedades secretas, não brinca mais na chuva, nem vê o reflexo saindo do espelho para tomar aquele remédio com gosto horrível. Chega uma hora em que é preciso dizer apenas que o livro é muito bom e que nada supera a infância. Como disse, muito bem, o autor: “quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: - O que você vai ser quando crescer? Hoje não me perguntam mais. Se perguntasse, eu diria que quero ser menino”. Essa é a ideia de todo o livro: simples como são as crianças! E por isso mesmo, encantadora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3238935091794131335?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3238935091794131335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3238935091794131335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3238935091794131335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3238935091794131335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/10/o-menino-no-espelho.html' title='O menino no espelho'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-798500331748991988</id><published>2010-09-09T14:28:00.001-07:00</published><updated>2010-09-09T14:33:30.352-07:00</updated><title type='text'>Saramago, biografia!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Antes de qualquer palavra é preciso que eu peça desculpas, pois de maneira alguma conseguirei, nesta coluna, dar conta do papel a que me propus já faz algum tempo: resenhar sobre um livro. Impossível porque escolho, de maneira egoísta, uma obra da qual retiro imensa satisfação e que trata de um dos melhores autores de todos os tempos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A biografia de José Saramago, escrita por João Marques Lopes, me chamou a atenção, em primeiro, pela capa. Nela, um homem velho segura seus óculos e escora, pensativo, o queixo em uma das mãos. Um homem que nasceu numa época de guerra, miséria e analfabetismo. O homem da capa carrega um olhar triste e, talvez, cansado. Um olhar de Saramago. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Criador de um estilo único de linguagem (o saramaguiano), autor de livros célebres, prêmio Nobel em 1998, comunista e inconformado desde sempre, José Saramago desafiou seu destino e, como diz o dito popular, “mostrou a que veio”. E como mostrou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sua primeira obra, de 1947, chama-se Terra do pecado e rendeu pouquíssimas edições. Depois dela vieram Poemas possíveis, A bagagem do viajante, O ano de 1993, Levantado do chão (obra que marca o início do estilo saramaguiano de contar história – com parágrafos longuíssimos, pontuação escassa, detalhismo e criatividade em abundância), Que farei com este livro?, Viagem a Portugal, Memorial do convento, O ano da morte de Ricardo Reis (o “Pessoa” que Saramago demorou a descobrir), A jangada de pedra (que surgiu após uma conversa despropositada com a jornalista brasileira Cremilda Medina), A segunda vida de Francisco de Assis (sobre o seu irmão que morreu aos dois anos de idade com broncopneumonia), História do Cerco de Lisboa, O evangelho segundo Jesus Cristo (polêmica obra que fez o governo português e igreja católica refutarem a posição do autor. Após este período Saramago se “auto exila” na ilha de Lanzarote), Ensaio sobre a cegueira (livro que o próprio autor pensou não ser capaz de sobreviver), Todos os nomes, A caverna, O homem duplicado, Ensaio sobre a lucidez, As intermitências da morte, A viagem do elefante, Caim (último romance do autor), Cadernos de Lanzarote (com cinco publicações), O Caderno (publicação dos textos disponíveis no blog do autor), para citar apenas alguns. A lista de livros só não é maior que o legado por ele deixado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por fim (e eu havia avisado que seria pouco o espaço), um dos maiores autores de todos os tempos, é oriundo de uma família analfabeta, em que o único curso que fez foi o de cerrilheiro mecânico e que nem Saramago deveria se chamar. O erro, do funcionário que o registrara, foi um dos tantos que o autor aprendeu a enfrentar. Assim como aprendeu sobre a desigualdade social, o preconceito, a violência e a pobreza. Assim como aprendeu sobre os cegos que mesmo vendo, não veem. Destes, Saramago já nos avisou, da maneira mais original possível. De uma forma que só um grande homem, mesmo com olhar pensativo e cansado, consegue. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-798500331748991988?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/798500331748991988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=798500331748991988' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/798500331748991988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/798500331748991988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/09/saramago-biografia.html' title='Saramago, biografia!'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4434838110548995790</id><published>2010-09-09T14:27:00.000-07:00</published><updated>2010-09-09T14:27:36.778-07:00</updated><title type='text'>De repente, nas profundezas do bosque</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ler histórias infantis sempre nos faz refletir um pouco mais sobre a maneira como conduzimos nossas atividades, seja no trabalho ou em casa, com a família. Nos faz parar para pensar sobre o que elencamos como vital em nosso cotidiano e, por estas características, se tornam histórias encantadoras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O livro (infantil) desta semana, em primeiro lugar, me despertou três perguntinhas, são elas: quem nunca quis fugir? Sair pela porta da frente e nunca mais voltar. Deixar os problemas financeiros de lado; a conversa inacabada de outro e seguir, sem rumo, pensando apenas no próximo caminho? Quantas vezes nos deixamos abater por opiniões de terceiros e passamos a ser influenciados por pessoas que se julgam melhores e superiores? E, por fim, quantas vezes desejamos voltar a ser crianças para deixar de lado os compromissos, obrigações, negociatas e decisões?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O mundo das crianças, referenciado por muitos adultos como algo quase utópico, revela um universo onde só coisas boas acontecem. No entanto, como contentar-se não é um verbo muito em uso pelo ser humano, quando crianças desejamos logo sermos adultos para, então, fazermos nossas próprias escolhas, decidirmos a roupa e o brinquedo que queremos comprar, escolhermos o canal de TV, sem ninguém reclamar, etcétera. No entanto, apesar desta divergência de vontades e anseios, algumas pessoas (adultas e crianças) parecem sempre conter um segredo que lhes fazem ser mais feliz. Segredo como o de Maia e Mati, duas crianças de um pequeno vilarejo criado por Amós Oz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O pequeno vilarejo onde vivem passou, há algum tempo, por uma espécie de maldição. Maia e Mati só ouviram falar deste período (onde existiam animais de todas as espécies, desde aves, répteis, peixes) e, aos poucos, vão entendendo que segredo é esse. Mas, como cita o autor, “acontecem aqueles momentos em que todos nós sem exceção, nos assustamos e ficamos apavorados, às vezes ficamos cansados, ou com fome; momentos em que nos empenhamos muito para que fique tudo bem, não muito quente nem frio” e, nesses momentos, nos igualamos a qualquer outra espécie, nos igualamos a qualquer coisa, indiferente do que fazemos, da nossa idade ou da nossa condição social. Pois “todos nós, sem exceção, tentamos a maior parte do tempo nos preservar e nos guardar de tudo o que corta, morde e fura”. Ou seja, todos nós temos apenas um interesse: se preservar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Porém, esta é só uma história infantil e você, provavelmente, esteja abarrotado de trabalho, sem tempo para este tipo de conversa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4434838110548995790?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4434838110548995790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4434838110548995790' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4434838110548995790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4434838110548995790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/09/ler-historias-infantis-sempre-nos-faz.html' title='De repente, nas profundezas do bosque'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-898329241668370940</id><published>2010-08-12T06:31:00.001-07:00</published><updated>2010-08-12T06:31:02.080-07:00</updated><title type='text'>Chapatis e dosas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na semana passada trazíamos à tona o livro “O que é etnocentrismo”, de Everardo Rocha, e com ele a definição do que esta terminologia significa nas atividades que desenvolvemos cotidianamente. Sabendo, então, que ser etnocêntrico é assumir uma visão do mundo “onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos e nossas definições do que é existência”, podemos imaginar (ou entender) o quão é difícil para alguns aceitarem a existência de culturas e modos de vida diferentes; e também, como é difícil viver na diferença. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É com olhos na harmonia entre estes dois extremos que, nesta edição do Folha do Alto Irani, apresentamos o livro “Chapatis e dosas - meus dias na Índia”, de Stefânia Forner (2006). A obra, da autora chapecoense, não trata sobre conceituações do que é etnocentrismo, mas aborda a dificuldade em conviver com uma cultura tão diferente (pelo menos aos nossos olhos), como a indiana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O livro é, em suma, um diário. Um diário da farmacêutica que foi à Índia com a intenção de estudar e desenvolver projetos na área de HIV/Aids com crianças e adolescentes sem teto ou que vivem na rua. No entanto, suas atividades foram além destas intenções e como resultado temos a obra em questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Embora a Índia possua uma próspera indústria farmacêutica e seja a maior produtora dos medicamentos genéricos para o tratamento de HIV/Aids vendidos no mundo, a terapia antirretroviral não é fornecida gratuitamente a todos os cidadãos diagnosticados com o vírus. Nos grupos estudados pela autora/pesquisadora (36 meninos de 12 a 19 anos e 30 meninas de nove a 18 anos), a maioria tem pouco ou nenhum conhecimento sobre uma doença quer pode ser fatal, se não for tratada adequadamente. E, num país com cerca de dois milhões de infectados esta não-informação é vital para a proliferação do vírus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tendo como ponto de partida estes números, podemos conhecer uma “outra” Índia que não aquela das iguarias e especiarias. Conhecemos uma realidade de escravidão, pobreza, prostituição, tráfico de drogas e de órgãos. Um país em que poderemos, como cita a própria autora, odiar e amar no mesmo instante, mas que devemos, sobretudo, respeitar. Um respeito que tenha, em primeiro lugar, noção de humanidade e qualidade de vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-898329241668370940?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/898329241668370940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=898329241668370940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/898329241668370940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/898329241668370940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/08/chapatis-e-dosas.html' title='Chapatis e dosas'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5535576185018930164</id><published>2010-08-12T06:29:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:29:48.677-07:00</updated><title type='text'>O que é étnocentrismo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“É uma visão do mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é existência”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A resposta para a pergunta que intitula o livro “O que é etnocentrismo” é de Everardo Rocha. Formado em Comunicação Social, com mestrado e doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ, Everardo apresenta a definição para o termo “etnocentrismo”. Que, de acordo com o autor, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença, reagirmos com estranheza, medo e hostilidade ao que é diferente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sob a perspectiva etnocêntrica existem grupos: o “meu” e o “outro”. O meu é o conhecido, que compreendo, interajo e me relaciono. O “outro” é, por sua vez, é o diferente e, por isso, assusta e gera incompreensão. Um exemplo elucidado pelo autor e que deixa ainda mais clara estas definições é a estória dos de um pastor que, após longo tempo de preparação, foi pregar junto a povos selvagens. Na chegada, este pastor entregou inúmeros presentes que havia comprado. Mesmo após distribuí-lo um índio pediu incansavelmente pelo seu relógio. O pastor, meio a contragosto, deu então o relógio. Dias depois, o índio chamou-o exultante para mostrar o que havia feito: no galho mais alto de uma grande árvore, estava o relógio entre os ornamentos preparados pelo índio. O padre tentou disfarçar o sorriso amarelo ao ver o seu relógio, agora sem função alguma, pendurado naquela árvore. Tempos depois, pouco antes de voltar ao seu povo, o padre precisava entregar aos seus superiores um relatório. E, pensando em como iria construí-lo, contemplou as paredes do seu escritório. Nelas, arcos, flechas, cocares e uma flauta. O pastor riu e lembrou do episódio anterior: “engraçado o que o índio havia feito com meu relógio”, finaliza a estória o autor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Este exemplo mostra como age o etnocentrismo: o outro é que é diferente, e possivelmente errado, pois não combina com o meu grupo. Ou seja, o etnocentrismo passa exatamente por um julgamento do valor da cultura do “outro” nos termos da cultura do grupo “eu”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por isso a leitura vale a pena. Para repensarmos na construção social/cultural que estamos sempre dispostos a julgar. Lembrando que atitudes etnocêntricas podem, quando extremistas, levarem ao preconceito e este, já sabemos, é melhor evitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5535576185018930164?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5535576185018930164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5535576185018930164' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5535576185018930164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5535576185018930164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/08/o-que-e-etnocentrismo.html' title='O que é étnocentrismo?'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4117317291085807582</id><published>2010-08-12T06:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:28:26.472-07:00</updated><title type='text'>A norma oculta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Já ouviu falar de “variedades linguísticas tipicamente estigmatizadas”? Se a tua resposta foi não, tenho quase certeza que posso te convencer do contrário. Achou petulante? Então, calma. Vou me explicar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Este é o termo utilizado para caracterizar as falas consideradas inferiores à norma gramatical correta, também conhecida como “variante de prestígio da língua”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Geralmente são usadas por pessoas socialmente discriminadas (por isso a palavra “estigmatizadas”). Ou seja, pessoas que usam termos como “prástico”, “crube” e “bicicreta”. Pessoas que adquiriram estas ferramentas linguísticas durante toda a sua vida. E não é porque não sabem falar, mas sim porque não tiveram acesso aos conhecimentos da variante de prestígio da língua, que exige os usos de ‘plástico’, ‘clube’ e ‘bicicleta’. Não é por incompetência, mas por impedimento pelas condições sociais, econômicas, geográficas etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É sobre o termo acima apresentado e, principalmente, sobre o preconceito às pessoas que apresentam estas características que Marcos Bagno (doutor em língua portuguesa) apresenta livro “A norma oculta”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De acordo com o próprio autor, o livro procura, por meio de um exame sobre as relações entre língua e poder, reagir às profecias derrotistas que discriminam e negam as pessoas que falam desta forma, mostrando o porquê estas profecias não devem ser levadas a sério. Como cita o autor, “quem tiver um mínimo entendimento da história do Brasil e de sua realidade sociolinguística não afirmará que falar de acordo com sua constituição história/social/educacional é um erro”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A propósito, a partir da leitura de Bagno a concepção do que é certo e o que é errado faz parte de uma linha muito tênue na significação da própria palavra erro. Afinal, acreditar que falamos errado é crer que somos todos errados. É desconsiderar as características de um povo, é desmerecer sua história. É fazer de conta que o preconceito linguístico não acontece no ônibus que nos leva ao trabalho; que não ocorre nas piadas de deboche sobre a “region”. Então, para fechar, nada melhor que o esclarecimento de que “o preconceito linguístico não existe. O que existe, de fato, é um profundo e entranhado preconceito social”. E isso, você já ouviu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4117317291085807582?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4117317291085807582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4117317291085807582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4117317291085807582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4117317291085807582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/08/norma-oculta.html' title='A norma oculta'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-990913216368178854</id><published>2010-08-12T06:26:00.001-07:00</published><updated>2010-08-12T06:27:27.818-07:00</updated><title type='text'>A maior flor do mundo</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Existem sentimentos que nos acompanham sem pedir permissão. E a ansiedade é um deles. É através da presença dela que muitas pessoas roem unhas, fumam, comem exageradamente e falam a quem passar na frente. Mas nem sempre a ansiedade é tão má assim. Às vezes, apenas nos faz desejar mais e criar uma grande expectativa sobre algum acontecimento. Confesso, sinto mais ansiedade do que gostaria. Não rôo unha, mas crio uma expectativa descomunal sobre as mais diferentes situações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por um bom tempo desejei ler um livro que parecia ser diferente, de um autor que já conheço e do qual admiro a virtude de bem escrever. O fato é que por um motivo e outro o livro foi ficando, surgiam outros e a ansiedade aguentou por longos dois anos. Se rebelou há alguns dias e, como resultado, tenho em mãos “A maior flor do mundo”, de José Saramago, o único livro infantil escrito pelo autor português que há um mês deixou-nos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“A maior flor do mundo” é, como todo Saramago, esplêndido e o consegue por ser simples. Começa com um relato do próprio autor sobre a dificuldade em escrever para crianças que, “sendo pequenas, sabem poucas palavras, e não gostam de complicá-las”. Após a ressalva de suas “limitações”, somos, então, apresentados ao menino que encontrou e fez nascer a maior flor do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Com a simplicidade natural de toda a criança, o menino se dedicou a cuidá-la. Para isso, empregou algum esforço sobre o qual foi reconhecido posteriormente. O menino, que no momento só queria cuidar de uma flor quase morta, foi tomado como aquele que saiu da aldeia para fazer uma coisa que era muito maior do que o seu tamanho e de todos os outros. “E essa é a moral da história”, encerra Saramago. Ele que chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a ideia no papel, ela seria verdadeiramente extraordinária, podendo chegar a ser a “a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas...”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Saramago alega não ter conseguido tal fato, mas deixou o desafio a outros, avisando como é difícil escrever a melhor história de todos os tempos, principalmente se for para criança. A quem quiser tentar contar esta história preciosa inventada pelo português, nada de muita ansiedade e lembre-se: use palavras simples. A narrativa também pode ser acompanhada em www.youtube.com/watch?v=HcDaT03y2no. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-990913216368178854?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/990913216368178854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=990913216368178854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/990913216368178854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/990913216368178854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/08/maior-flor-do-mundo.html' title='A maior flor do mundo'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1284471153623842172</id><published>2010-08-12T06:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:12:59.586-07:00</updated><title type='text'>Os caminhos de Nelson Mandela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Cite um exemplo de um bom líder. Alguém com “pulso firme” na tomada de decisões; que não desaponta seus seguidores e que, obrigatoriamente, não tenha como objetivo central “se dar bem”. Alguém que tenha desejos em comum com um grande grupo; que respeite e valorize a vida e, principalmente, lute por ela.Eu acabo de conhecer, entrar na casa e fazer uma retrospectiva sobre um destes “caras”. Mas não é qualquer líder não, é Nelson Mandela. Representante político de um dos países mais pobres do mundo, que viveu massacrado pela imposição do apartheid, Mandela tem um longo caminho de liderança. Começou com a Liga Jovem do CNA, coordenou a campanha do Desafio, em 1952, comandou a decisão de abraçar a luta armada e desafiou o governo a enforcá-lo no Julgamento de Rivonia, em 1963-64. “No julgamento que o enviou para a prisão perpétua, declarou-se inocente – mas acrescentou que era culpado por lutar pelos direitos humanos e pela liberdade, culpado por combater leis injustas, culpado por lutar pelo seu próprio povo oprimido. Sabia que se arriscava a receber a pena de morte e não recuou”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;i&gt;Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer&lt;/i&gt;”, Nelson Mandela, em1963-64.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mandela não foi condenado à morte. Em troca, obteve quase três décadas de prisão. E é sobre esta história, é com trechos como o citado acima que é construído o livro “Os caminhos de Mandela – lições de vida, amor e coragem”, de Richard Steven.Mais do que um diário, a obra apresenta um belo retrato da postura de um dos maiores líderes mundiais; apresenta suas estratégias táticas para conciliar interesses e, ainda assim, garantir melhor condições de vida à população.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mandela, mesmo indo contra muitos precedentes, conquistava, seduzia e, ao final, garantia o que havia planejado. Dentre uma destas conquistas, a liberdade da África do Sul. A mesma África que vimos nos jogos da Copa do Mundo: colorida e cheia de magia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!  &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1284471153623842172?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1284471153623842172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1284471153623842172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1284471153623842172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1284471153623842172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/08/os-caminhos-de-nelson-mandela.html' title='Os caminhos de Nelson Mandela'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6811692775636412122</id><published>2010-07-13T12:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:07:09.933-07:00</updated><title type='text'>Capitães da areia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Há dias em que o mais irredutível dos homens pode render-se a um encantamento. Esquece-se, ele, do sofrimento, da falta de oportunidades e do preconceito que sofre. Um dia me disse um amigo: “Viver na diferença é ir contra a maré todos os dias. A cada amanhecer é um novo embate”. Meu amigo, na condição de diferente por ser homossexual, teve muitas portas fechadas, no entanto precisou encontrar novas janelas, buracos, qualquer forma para que visse a claridade do sol. “Não é fácil”, reforça ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O preconceito de que sofre este amigo é semelhante ao de muitas outras pessoas que, por algum motivo, são colocadas como “diferentes” e, por isso, taxadas com as mais inadmissíveis barbaridades. São pessoas como os “Capitães da Areia”, grupo de meninos que “infestavam” Bahia de 1937 e que tem no cais o seu quartel general. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A obra de Jorge Amado narra a história de meninos que vivem nas ruas, sem família, casa ou qualquer conforto. Meninos que, pela necessidade, descobriram o valor da amizade e da parceria. Com o grupo, organizavam furtos e destes tiravam o sustento e algum prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A narrativa se desenrola no Trapiche (hoje Solar do Unhão e o Museu de Arte Moderna); no Terreiro de Jesus (na época era lugar de destaque comercial de Salvador); onde os meninos conseguiam dinheiro e comida devido ao grande movimento de pessoas; e no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador, também conhecida como “cidade alta”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas não é apenas destes meninos que vemos falar na história contada por Jorge Amado. Ali conhecemos crianças. Destas que nunca brincaram num carrossel, que desconhecem o sentido da palavra carinho, que não fazem planos para o futuro. Ao se deitar, os Capitães da Areia não sonham; apenas sofrem com antigas lembranças das surras, esporos e covardia de que eram vítimas ao serem conduzidas ao reformatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ao ler essa história é simplesmente impossível não sentir medo e angústia. É impossível não ter esperança de que, como nos filmes, no fim tudo pode dar certo. Jorge Amado é mais realista. Tanto, que ainda hoje a sua história não precisa muito para ter exemplos cotidianos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os “Capitães” às vezes cansavam da liberdade da rua; queriam mais. Procuravam carinho, atenção, “qualquer coisa fora daquela vida”. No entanto, poucos percebiam que, “vestidos de farrapos, sujos, semiesfomeados, agressivos, soltando palavrões e fumando pontas de cigarro, eram, em verdade, os donos da cidade, os que a conheciam totalmente, os que totalmente a amavam, os seus poetas”. Poetas que morreram de fome, de “bexiga” e, até, de saudade do que não tinham. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6811692775636412122?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6811692775636412122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6811692775636412122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6811692775636412122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6811692775636412122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/07/capitaes-da-areia.html' title='Capitães da areia'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8869056635598244572</id><published>2010-07-12T15:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T15:03:28.147-07:00</updated><title type='text'>O Velho e o Mar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dizem, por aí, que cada sujeito é livre e que, sendo livre, decide sozinho os rumos que deseja dar à sua vida. Se acredito nisso não importa. O que vale mesmo é pensarmos sobre até que ponto somos capazes de estabelecer nossos próprios desafios, e, é claro, vencê-los. Até que ponto podemos arriscar a nossa vida para conseguirmos o tão obstinado reconhecimento, admiração e, quiçá, alguns elogios? E, principalmente, quanto isso nos faz feliz?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A busca pelo sucesso (aqui entendido como reconhecimento) é constante e incansavelmente persistente. Seu Santiago que o diga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O velho pescador, centro da história de Ernest Hemingway, não é como possa parecer, tão obstinado pelo sucesso. Pelo menos não o sucesso reconhecido externamente, com aplausos e plumas. Santiago quer mesmo é saber que ainda é capaz de pescar os seus peixes, trabalhar sozinho e esquecer alguns fardos trazidos pela idade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Após 84 dias sem angariar nenhum pequeno animal que seja, Santiago deposita sua esperança e vai à luta. Não, Santiago não é brasileiro. Mas, até que parece! É daqueles que não desiste, que, com sabedoria popular, sonha e é feliz. Ele sabe que não é fácil vencer uma maré de azar, mas também sabe até aonde vai a própria experiência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É assim que Santiago, protagonista do livro “O Velho e o Mar”, escrito em 1952, constrói a sua busca. E, além de nomes de peixes e manobras de pescarias, com a obra aprendemos o que de mais importante existe para aqueles que sonham e que costumam correr atrás de seus objetivos: a esperança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não apenas ela, mas a esperança que carrega junto a garra e a vontade de fazer diferente. Se você é um desses, a dica foi feita. Procure e descubra o que mais Santiago pode nos ensinar. A sorte pode vir na próxima rajada de vento. É preciso estar atento às mudanças!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8869056635598244572?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8869056635598244572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8869056635598244572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8869056635598244572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8869056635598244572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/07/o-velho-e-o-mar.html' title='O Velho e o Mar'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7279206416144630125</id><published>2010-06-09T20:21:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:48:50.095-07:00</updated><title type='text'>Morangos Mofados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quantas vezes você vai ao mercado e compra algo mofado? Isso mesmo, um “bolorzinho”, pequeno que seja, interfere no seu poder de escolha? Pois não interfere no texto de Caio Fernando Abreu, do qual, afinal, é a base.&lt;br /&gt;O livro “Morangos Mofados”, de C. F. A, é dividido em três partes (o mofo, morangos e morangos mofados), e constitui-se de histórias que vão da ditadura militar, à repressão à liberdade e ao direito de opinião, a sentimentos rejeitados pela sociedade e reprimidos nos indivíduos e, também, a esperança oferecida aos personagens, que encontram um sentido para viver. A luta, a reclusa e o medo, integrantes da primeira parte do livro, dão espaço à aceitação e realização de desejos na segunda, que encontra a sua felicidade numa terceira parte.&lt;br /&gt;Como se fosse um romance, os contos de C.F.A. enlaçam dor, esperança, medo, insatisfação, prazer e amor. Por vezes, tudo parece fazer parte de uma história só, mas não. Cada conto, uma história; cada história, o retrato de uma gente que sente, que imagina e que sofre. A sensibilidade para fazer aflorar uma imensidão de “coisas” numa pessoa só, faz de Caio Fernando Abreu referência quando o assunto é texto bem escrito, inteligência e perspicácia.&lt;br /&gt;Mas é mais que isso. E, talvez por isso, eu peque (assim como devo ter pecado em outros textos) por não apresentar a grandeza do material que te espera caso você aceite essa dica e se debruce sobre a obra. “Morangos Mofados” é maior do que isso; é melhor do que se pode descrever em algumas poucas linhas, e é, antes de mais nada, um convite ao deleite.&lt;br /&gt;Caso você não tenha medo do gosto de mofo que pode içar em sua boca, se arrisque; engula, deguste e aprecie umas das melhores obras brasileiras. Até porque, o mofo não está apenas na boca; é mais presente do que gostaríamos, ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7279206416144630125?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7279206416144630125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7279206416144630125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7279206416144630125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7279206416144630125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/06/morangos-mofados.html' title='Morangos Mofados'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7072239018248167383</id><published>2010-06-09T20:20:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:49:19.097-07:00</updated><title type='text'>Uma vida inventada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Estereótipos, sejam eles quais forem, em pouco nos ajudam nas tarefas do dia a dia. Andam lado a lado com o preconceito: ideia sobre algo ou alguém estabelecida, muitas vezes, sem sequer conhecer o que ou quem é este “desconhecido”.&lt;br /&gt;Na maioria das vezes, o estereótipo e o preconceito fazem com que não aproveitemos algo que seria bom. E, travados, ficamos na mesma. Às vezes é preciso ousar, pois na ousadia despropositada está a nova experiência. Mas, quantas vezes nos permitimos experimentar o novo? Quantas vezes nos deixamos levar pela incerteza? Quantas vezes agimos mediante um conteúdo incerto?&lt;br /&gt;Trabalhamos com o certo, o objetivo, o categórico. E nesta lista não cabem sentimentos como incerteza, a menos que este exista apenas na nossa imaginação. Ali, onde ninguém pode alcançar, nos permitimos elaborar outros enredos que não o nosso (verídico); com a imaginação criamos cenas, cúmplices, amantes e até uma pessoa que concorde com tudo o que fazemos. A isso podíamos chamar de “inventação”. Simples assim!&lt;br /&gt;Você poderá me dizer: nem tão simples! Afinal, criar ou reinventar situações requer cuidado e a tal audácia que falávamos anteriormente. Audácia que Maitê Proença teve ao construir o livro “Uma vida inventada”, uma mistura entre biografia e literatura.&lt;br /&gt;São duzentas páginas, cerca de quatro horas e meias de dedicação e, então, você estará à par da história de uma atriz e autora que, pelo menos a mim, parecia tão como as outras. Maitê agora surge diferente. Vem mais crua, mais humana, mais eu e você. E vem inventando passados e planos futuros. Maitê se aproveita dos personagens que interpreta para viver várias vidas; para em cada uma delas expressar o sentimento que queira, sem remorso, sem vergonha e sem medo. Maitê é artista e encontrou na arte a sua forma de viver pela verdade, sem esconder qualquer que seja o sentimento que a abrasa. Mas e nós? Como podemos reinventar nossa vida a cada tropeço, a cada dúvida, cansaço e desalento? Como podemos fazer o que Maitê sugere?&lt;br /&gt;Talvez, encarar estereótipos e preconceitos seja uma alternativa. Assim ficamos mais soltos. Alguém quer tentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7072239018248167383?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7072239018248167383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7072239018248167383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7072239018248167383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7072239018248167383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/06/uma-vida-inventada.html' title='Uma vida inventada'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7761104519504578819</id><published>2010-05-21T17:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:49:55.140-07:00</updated><title type='text'>O andar do bêbado</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Levante a mão quem nunca ouviu a frase: “foi só elogiar que agora fez coisa errada”. O dito, muito usado em tempos de colégio, quer dizer que mediante um elogio “decaímos” em nossa produção, seja ela acadêmica ou profissional.&lt;br /&gt;Mais uma: alguém aí sabe o porquê, ao apresentar uma pesquisa eleitoral, surge a ressalva: “2% para mais ou para menos”?.&lt;br /&gt;Essas e outras questões de probabilidade e aleatoriedade podem ser encontradas no livro “O andar do bêbado”, do doutor em física Leonard Mlodinow. A obra reúne uma síntese de processos matemáticos, físicos e astrológicos presentes não só em problemas que parecem sem solução, mas também em nosso cotidiano. E é por características assim que surge o embate: devorar a matemática ou desistir do livro?&lt;br /&gt;A dúvida, confesso, existiu, e resistiu, por mais tempo que eu gostaria. Prova disso, é que escrevo a coluna atordoada, olhando o relógio e pensando no fechamento do jornal. E sabem porquê? Porque pessoas como eu, que se dedicam às letras, muitas vezes refugam os números, cálculos e raciocínios lógicos. Eis a problemática (literalmente falando): o livro é carregado se suposições, probabilidades, fórmulas de matemáticos e cientistas de importância inegável.&lt;br /&gt;E, para meu próprio espanto, sobrevivi à narrativa e isso se deve a considerável competência do autor em abordar um tema “técnico” de forma que se relacione com questões do dia a dia.&lt;br /&gt;À propósito, quando dizem “2% para mais ou para menos” quer dizer que, se repetissem a pesquisa uma grande quantidade de vezes, em 19 de cada uma das 20 pesquisas (95%) o resultado estaria a menos de 5% do valor correto. Então para ‘poupar’ trabalho, joga-se esta margem e que vença o melhor. Quanto ao fato de recebermos um elogio e logo depois falharmos, não quer dizer que o elogio é que ocasione a falha. Mas sim, que a presença de inúmeros outros fatores que acontecem ao nosso redor, potencializam a maneira como agimos a cada novo fato. E isso pode ser positivo ou não.&lt;br /&gt;Depois dessa, acabaram-se as desculpas para evitar elogios. Que venham as pompas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura e bons cálculos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7761104519504578819?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7761104519504578819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7761104519504578819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7761104519504578819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7761104519504578819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/05/o-andar-do-bebado.html' title='O andar do bêbado'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3947332954676113491</id><published>2010-05-21T17:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:50:08.837-07:00</updated><title type='text'>As mentiras que os homens contam</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quantas vezes você mente por dia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O que? Lhe ofendi com a pergunta?! Desculpe-me! Mudarei, então, a formulação da questão: você, algum dia, já mentiu? Não precisa ter pressa para responder. Pense bem, reflita, relembre. Como respostas, servem aquelas mentirinhas tolas que às vezes escapam sem consentimento; que escapulam libertas e quando vimos não há mais o que fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mentirinhas assim temos aos montes, certo?! Ainda não?! Ok, desisto! Vou restringir o grupo a que a pergunta se destina: claro, os homens. Agora não tem erro: em corro a resposta é... tchã tchã tchã.... Sim! Os cuecas mais afoitos poderão afirmar que isso é preconceito de gênero. Mas, me baseio aqui nas falas de um próprio representante da ala masculina: Luis Fernando Veríssimo (e não é qualquer representante não, hein).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A fala do consagrado escritor caracteriza “As mentiras que os homens contam”, livro que nos traz até aqui. A série de crônicas nada mais é que um emaranhado de bons textos com histórias divertidas e, claro, acaloradas pelo bom humor e inteligência do autor. Nos escritos, mentirinhas “bobas” que os homens aplicam, muitas vezes sem saber o porquê. Simplesmente falam e com mentiras é assim: falamos num momento e logo depois já não há como negar. Afinal quem é que vai querer ficar com cara de mentiroso?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em função destas pequenas “calhordices”, somos apresentados a um emaranhado de relatos que se confundem entre o que é fato, o que é boato, o que poderia ser verdade e o que, principalmente, preferimos que seja mentira. E aí Veríssimo é categórico: homens mentem para nos fazerem felizes. Discordem as mais veementes, mas, eu, após acompanhar a sequência de textos, preciso admitir: uma mentirinha a toa não mata ninguém (a verdade, essa sim, é cruel e fria).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Um exemplo: você caminha pela calçada ao lado do seu (eterno) amor. Passa uma daquelas mulheres que correspondem a todos os requisitos da constituição do que seria uma mulher bonita, charmosa, gostosa, misteriosa e, claro, super atraente. Você percebe um breve movimentar de olhos, pescoço e boca. E então tem a brilhante ideia de perguntar: “gostou amor?”, ele diz, na voz mais melosa que consegue provocar: “capaz amor! Tenho tudo o que preciso com você”. Você deixa por isso mesmo e continuam a caminhada rumo à pizzaria. Agora, confesse: o que faria se ele dissesse: “mas é obvio né amor. Uma mulher dessas é impossível não gostar”. Então, mulherada, não sei quanto a vocês, mas prefiro a primeira opção. Principalmente se estiver na TPM. Como diz o autor: “mentir é uma questão de &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sobrevivência”. Sábio Veríssimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3947332954676113491?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3947332954676113491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3947332954676113491' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3947332954676113491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3947332954676113491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/05/as-mentiras-que-os-homens-contam.html' title='As mentiras que os homens contam'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4177118209740924638</id><published>2010-05-13T14:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:50:23.591-07:00</updated><title type='text'>Comunicação de massa sem massa</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No mês em que se comemora o Dia da Liberdade de Imprensa, nada mais peculiar que falarmos sobre a comunicação e, claro, os rumos que os meios de comunicação tem tomado, bem como que liberdade é esta que tanto se fala.&lt;br /&gt;Não é de hoje que o debate sobre até onde vai a liberdade dos meios de comunicação ou a falta dela acontecem. Tão antiga quanto a própria imprensa, esta discussão faz com que voltemos à história e analisemos toda a constituição do atual cenário comunicacional. E foi isso que Sérgio Caparelli fez no livro “Comunicação de massa sem massa”, ainda em 1947.&lt;br /&gt;Caparelli faz um breve relato de toda a história da mídia brasileira, desde sua fundação pelas mãos de Assis Chateubriand, a sua passagem pelas regras estabelecidas com as leis de segurança nacional, as concessões públicas, o início do rádio, a ascensão da TV, a rotina dos jornais diários e o surgimento da imprensa alternativa.&lt;br /&gt;Criada a partir de modelos americanos, a imprensa nacional, logo após dar os primeiros passos, se vê à margem do processo ditatorial que instalava-se. Neste processo, leis deveriam ser estabelecidas, tudo de maneira que prevalecesse a união e o patriotismo. Para isso, campanhas publicitárias começavam a conquistar seus espaços e mostrar um Brasil diferente das brigas, lutas, torturas e miséria, em prol dos objetivos nacionais. Tal como consta na pesquisa feita pelo autor: “a censura exibida nacionalmente agia através da supressão de imagens e palavras na televisão e sua substituição por problemas irrelevantes [...]. Aliás, esta censura serviu de reforço a uma predominância dos conteúdos de evasão dos Meios de Comunicação”.&lt;br /&gt;A partir daí, surgem também conceitos como objetividade e imparcialidade. No entanto, estes conceitos, de acordo com o autor, vieram mais para validar uma imprensa que levava consigo ideais nada “imparciais” do que para traçar um caminho a ser trabalhado. E é neste contexto que surgem as mídias alternativas: para dar espaço e voz aos marginalizados pelo sistema. Estas “novas” formas de fazer mídia estabelecem, então, uma proximidade entre o meio e o receptor, que deixa de ser apenas parte da grande massa e se consolida como sujeito. Sujeito este que por mais que integre a “massa” não vê na programação para ela feita a discussão sobre o seu problema; não vê a sua realidade e suas particularidades. Pois, a massificação deixa todos iguais e fazer isso num país marcado pela diversidade é, no mínimo, um risco. Por ser de 1947, até que está bem atual, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4177118209740924638?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4177118209740924638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4177118209740924638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4177118209740924638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4177118209740924638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/05/comunicacao-de-massa-sem-massa.html' title='Comunicação de massa sem massa'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4491756431826127898</id><published>2010-05-07T06:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:50:34.229-07:00</updated><title type='text'>Divã</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Piadinhas não faltam para dizer que mulheres falam demais. E falamos mesmo! É tanta coisa na cabeça, tanta imaginação, planos, projetos, intenções, tanta, tanta coisa que é difícil não expressar isso em formas de palavras. Maridos, namorados, irmãos e amigos que nos desculpem, mas não há o que fazer. Existe dentro de cada mulher uma necessidade latente de esbravejar a felicidade e lamentar qualquer vestígio de tristeza. E cada uma encontra o seu confidente especial para a tarefa. Mercedes preferiu “falar” com um psiquiatra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Lopes era o nome dele. Mas do Lopes pouco sabemos. Escutamos mais são as histórias de Mercedes: uma mulher que sente a incoerência e a pluralidade num só corpo; que ora quer descobrir quem é, e ora imagina já saber a resposta; Mercedes quer o amor, o fervor oferecido pelo beijo que aquece; quer o que sempre teve e o que não teve também. Ela sabe que é isso que quer e, então, busca incansável chegar até o fim. A narrativa desta incessante procura acompanhamos (já meio confusos) à cabeceira do Divã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Escrito por Martha Medeiros, Divã é o relato da vida de Mercedes para ela mesma. Mercedes tão convicta, tão confusa, tão mulher, tão homem, tão carente e tão autosuficiente. “Sou tantas que mal consigo me distinguir”, conta ela ao psiquiatra. “Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua... São muitas mulheres numa só, e alguns homens também”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mercedes também sente medo. Pensa que pode ser traída, e, por receio, não procura; sente medo de não viver intensamente sua vida; medo de deixar os dias passarem sem alterar sua rotina devidamente estabelecida. Mercedes sente medo de ser sempre a mesma e, principalmente, sente medo da paralisação, porque, como ela mesma diz: “Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem manual de instruções”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em Divã conhecemos várias mulheres. E cada uma pode ser uma só, ou como Mercedes, ser todas ao mesmo tempo. Por isso, talvez nem todas se encontrem durante os três anos de consulta de Mercedes. Mas, num capítulo ou outro, viramos a página e lá estão também os nossos medos; as nossas angústias, loucuras e tentações. De repente você também se percebe uma Mercedes e aos poucos começa a procurar um projeto para o dia seguinte e, então, aceita o convite que há tempos um amigo lhe fazia; aceita tentar se reencontrar no meio de tantos e-mails, recados, anotações e trabalho; e descobre que a cada dia se constrói um novo momento, onde a repetição que nele acontece é de responsabilidade exclusiva nossa. Mas por hoje chega, já falei demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4491756431826127898?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4491756431826127898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4491756431826127898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4491756431826127898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4491756431826127898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/05/diva.html' title='Divã'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1601545030061852870</id><published>2010-05-07T06:18:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:50:52.547-07:00</updated><title type='text'>Íntima Desordem</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;“O que é para você estar em íntima desordem?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Foi através desta pergunta que entrei em contato com a obra que me traz aqui esta semana. Ao responder a pergunta feita pela Revista TPM, participava de um concurso cultural em que as vencedoras levariam o livro de Mara Gabrilli. A obra (Íntima Desordem) reúne textos publicados mensalmente pela TPM, pela publicitária e psicóloga. E é preciso que se diga logo: Mara é tetraplégica e é sobre o que esta mudança ocasionou em sua vida que ela escreve. (Mas não apenas sobre isso.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A sensibilidade da escritora em dissertar sobre um tema tão delicado e que, pensem, é sobre ela mesma, faz com que nenhum dos textos seja algo triste ou de dar pena. Antes disso, Mara consegue nos fazer perceber coisas simples. Ou melhor, a importância de que certas coisas simples assumem. Como, por exemplo, o incômodo que um pernilongo pode causar; a necessidade daquela vaga para deficiente; a importância de que regras simples de respeito sejam cumpridas e não por pena, mas por “bom senso”. Como pergunta a autora mesma: “será que um dia conseguiremos viver nas cidades brasileiras com urbanidade, respeitando qualquer pessoa?”. A pergunta da Mara é sobre as vagas privativas, sobre os banheiros com espaço para cadeirantes, mas que são ocupados por diferentes pessoas e sobre a dificuldade que pessoas com deficiência encontram para desempenhar atividades simples e que, sim, são super capazes de cumprir. Claro, se houver estrutura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Através dos textos é possível perceber que Mara sempre lidou muito bem com a questão, mesmo quando isso significou pedir que o irmão retirasse uma caca de seu nariz. Estas pequenas dificuldades são, de acordo com o livro, o que Mara mais sentiu. Ou seja, o fato de precisarmos pedir para que outros façam aquilo que nós (sempre) fizemos. Limpar o nariz pode ser muito mais complicado que, simplesmente, não poder caminhar até o supermercado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Fica a dica, não só do livro, mas também da reflexão sobre “quem poderia tirar a caca do teu nariz caso você não mais conseguisse”; ou, quem, ao seu lado, respeitaria a vaga para deficiente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;À propósito, a resposta à pergunta foi: &lt;em&gt;Estar em íntima desordem é viver em desordem total. É ser mulher; é atropelar o relógio; é o vento que balança; o perfume que encanta; o toque que arrepia; é o sono que sonha; é o sonho que acorda; é o sorriso; o bom dia; boa noite e até mais. Estar em íntima desordem é viver o desejo, o amor e a solidão; é a lágrima, o estalar de dedos e a certeza de que no outro dia tudo estará devidamente bagunçado novamente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura e uma ótima semana a todos! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1601545030061852870?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1601545030061852870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1601545030061852870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1601545030061852870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1601545030061852870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/05/intima-desordem.html' title='Íntima Desordem'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1229593174715614957</id><published>2010-04-19T18:02:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:51:02.897-07:00</updated><title type='text'>Amanhecer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Abro os olhos ainda meio atordoada com o sonho que acabara de ter. Sinto o corpo doer. A nítida sensação que fui atropelada. Confiro se estou realmente acordada ou se este é mais um de meus pesadelos. Olho para a janela e percebo que o dia está nascendo. É o amanhecer que se aproxima. Mas ele não vem sozinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A cada amanhecer uma nova expectativa; um novo desejo e um novo desafio. A cada amanhecer um novo dia em que decidimos tudo o que dele vamos fazer. Somente a nós compete decidir se vamos, realmente, fazer algo de útil ou se vamos passar em branco. Nós é que decidimos qual o caminho a seguir e o que fazer com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Se quisermos ser feliz, que lutemos por isso. Nada de reclamar à toa. É preciso valorizar o sorriso ainda meio amarelo do namorado que recém acordou; considerar aquela palavra de carinho recebida num momento de aflição; valorizar a demonstração de amor e dedicação; é necessário gostar do que se faz e fazer o que se gosta; é imprescindível que tenhamos um objetivo decente, justo e cabível. Por fim, é preciso encarar aquilo que por vezes relutamos e deixamos de lado, seja por receio ou vergonha. Afinal, chega um momento em que é preciso escolher o que realmente é necessário para a nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Foi ao decidir que leria a série mais afamada de 2009 que descobri precisar enfrentar alguns estigmas. Mas, agora estou aqui, no último comentário sobre o último livro de Stephenie Meyer, “Amanhecer”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;“Sobrevivi” à saga dos vampiros e lobisomens e confesso: nem foi tão ruim assim. Talvez me critiques por não ser mais pragmática quanto ao best seller. Pois é. Não sou. Prefiro fazer como comentava antes: esperar que cada novo dia seja o dia em que faço tudo o que tenciono. Despejo em cada amanhecer a necessidade de ser feliz, tal como Bella e Edward Cullen, Jacob Black e a pequena Renesmee. Pois, mesmo para aqueles que não apreciam muito o sol, nem sofrem o juízo final, o Amanhecer ainda assim é novo, imenso e completamente surpreendente. O amanhecer para eles também é uma incógnita, prova maior que nada nos foi dado à toa, nem por acaso. Então, o que fazemos com o dia de amanhã só a nós confere e, vamos “combinar”, é muito melhor quando percebemos que valeu a pena, não é?! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1229593174715614957?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1229593174715614957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1229593174715614957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1229593174715614957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1229593174715614957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/04/amanhecer.html' title='Amanhecer'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5737658839049001623</id><published>2010-04-06T08:59:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:52:54.567-07:00</updated><title type='text'>Tudo o que eu queria te dizer</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quantas coisas queríamos dizer e calamos? Quantas vezes abrimos a boca para despejar toda a raiva, todo o amor, carinho, saudade, angústia, desejo, desespero e acabamos optando pelo silêncio?&lt;br /&gt;A fala que, simplesmente, não saiu; o nó na garganta; o medo; a vertigem; o pavor de não saber qual a reação do outro ao ouvir que você o traiu; que você o amava; que o odiava; que preferia não ter saído naquela noite, não ter visto o cachorro, nem oferecido carona; que não queria ter iniciado o tratamento daquele casal; não ter optado por desprezar a maternidade. Tudo aquilo que para na ponta da língua e não sai. Não sai e você não sabe o porquê. Simplesmente deixa o silêncio te levar e, então, como última alternativa, escreve. Escreve cartas. Nada de emails ou mensagens instantâneas. Mas cartas!&lt;br /&gt;E, então, dedos que não estavam habituados à tarefa se dedicam a escolher palavra por palavra; imaginar os efeitos dos seus significados e a descrever tudo o que não foi possível fazer pessoalmente ou ao telefone. A reunião de algumas destas cartas Martha Medeiros organizou em “Tudo o que eu queria te dizer”, um livro que, acima de tudo, incita.&lt;br /&gt;Entre uma linha e outra, a história de amor, de despedida, de raiva, de dor, arrependimento, dúvida, angústia, felicidade, medo, pudor, revelação. Cartas de muitas vidas; assinadas com carinho, sutileza e cordialidades. Cartas escritas pelo Régis, pela Graça, pelo André, pela Lúcia, Esther, Renata, Dinorá, Juliana e Brito.&lt;br /&gt;Depois de lê-las, queremos saber se receberam resposta; se o perdão foi aceito; se as lembranças chegaram. Saber se valeu a pena; se é assim mesmo que as coisas funcionam ou se arrependem-se de não ter falado cara-a-cara. De não ter gritado olhando nos olhos do outro; de não ter abraçado em público; ligado quando falou que ligaria.&lt;br /&gt;Eles eternizaram suas vidas livro; nós (por enquanto) eternizamos aqui, na rotina; cada um com suas desculpas e prioridades. Nada de mais. Se gostamos, falamos. Se não gostamos, falamos também. Se queremos por perto, chamamos. Se odiamos, mantemos distância. Se somos felizes, sorrimos. Se somos tristes choramos.. Assim, fácil como escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5737658839049001623?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5737658839049001623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5737658839049001623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5737658839049001623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5737658839049001623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/04/tudo-o-que-eu-queria-te-dizer.html' title='Tudo o que eu queria te dizer'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4118391472100668249</id><published>2010-03-30T08:17:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:53:05.924-07:00</updated><title type='text'>Alice no país das Maravilhas!</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Disse-me um amigo: “tenho sonhado com cada coisa que tu não acredita”; eu, curiosa, pergunto: “com o que?”. Ele responde: “não sei ao certo” e prossegue a narrativa de maneira insegura ao proferir as palavras que dão cor e vida ao sonho já entrando em esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Meu amigo não é o único que, ao contar um sonho, percebe que não lembra de tudo, às vezes de nada. Há quem diga que isso acontece porque nosso inconsciente bloqueia aquilo que, pelo sim e pelo não, é melhor que não “saibamos”. Sendo assim, lembramos apenas o que não nos afeta (intimamente, prefiro acreditar apenas que somos “fracos de memória”).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Teorias à parte, sonhos são sempre instigantes, para não dizer, absurdos. Juntam pessoas, lugares, reações que sequer teríamos imaginado de olhos abertos. Alice que o diga. De um momento para o outro ela saiu do jardim, ao lado da irmã, e começou cair. Caiu até que encontrou o fundo. Calma, Alice não se machucou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Lá no fundo do poço, ao contrário do que costumamos pensar quando falamos em “fundo do poço”, Alice se maravilhou. Cresceu, chorou, conheceu figuras estranhas, diminuiu e voltou a chorar. Tudo assim, conjugado no passado, porque hoje Alice está acordada. Se ainda sonha, não sabemos, mas o fato é que, depois que caiu naquele poço fundo, descobriu um mundo de magia. Descobriu que para imaginação não há limites. Tanto que, quando tudo parecia “normal” aí é que Alice se preocupava. “Estava tão acostumada a esperar apenas cosias extraordinárias que lhe parecia bastante monótono e estúpido que a vida continuasse no ritmo normal”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No entanto, ela é apenas uma criança. Alice sonha e imagina, mas ainda assim (ou, por isso mesmo) é uma criança. E, quando ela refuta a imaginação, acorda. Quando ela se percebe maior, desperta do sonho e corre para casa. Assim é Alice no País das Maravilhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4118391472100668249?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4118391472100668249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4118391472100668249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4118391472100668249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4118391472100668249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/03/alice-no-pais-das-maravilhas.html' title='Alice no país das Maravilhas!'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-2979343224836500927</id><published>2010-03-30T08:15:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:53:15.753-07:00</updated><title type='text'>Anjo Negro</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A diversidade é, sem dúvida, o que nos leva a crescer. Através dela nos deparamos com aquilo que tem caráter de novo, surpreendente, inimaginado e desconhecido. Através desse contato, nos defrontamos com a possibilidade de releituras e novas formas de aprendizado. Quando lemos um livro que “nos pega de jeito”, por exemplo, a vontade que dá é ler apenas livros que sejam do mesmo autor para, assim, levar adiante o mesmo entusiasmo. No entanto, às vezes é preciso de risco. Fazer uma aposta e, de repente, ter uma baita de uma surpresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nesta semana apostei. Mas não foi nenhuma aposta de grande impacto, pois o nome em questão tem todo o mérito e pompas a seu favor. No entanto, ainda assim, escolhi o livro sem saber como seria a narrativa, o desenrolar da história e etc, etc. e, mais uma vez, me dei bem: “Anjo negro”, de Nelson Rodrigues, entrou, então, para a lista de “autores a consumir”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O livro que, na verdade é a apresentação de uma peça, foi escrito em 1946, passou pela censura e, em 1948, foi à cena. Na trama, encanto e repúdia dividem espaço com a história de Ismael e Virgínia e, por isso, muitos a reconhecem pelas denúncias de obscenidade e desrespeito à moral. Isso porque o autor aborda temas de difícil aceitação como o incesto, a mistura entre ódio e amor, a repulsa do sexo que disfarça a obsessiva atração e, principalmente, o racismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É em torno desta questão que a maioria das cenas se desenrolam: é o “preto racista” que viola a “branca pura” na procura pela sua própria pureza; e o racismo da branca que deseja e odeia o ardor que sente pelo preto que a encanta e prende. O desejo carnal e a loucura do enclausuramento fazem dela (Virgínia) uma pessoa capaz de aceitar a maneira como foi violada e a violência com que sobrevive. Ele (Ismael) despreza a sua pele e passa a encontrar outro homem em seu corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não é a toa que Nelson Rodrigues dá, em sua primeira fala, a ordem que “a ação se passa em qualquer tempo, em qualquer lugar”. O racismo de que ele fala na década de 40 é a exacerbação do racismo que hoje fingimos não perceber. O sexo explícito numa época em que levava somente ao pecado é o desejo ardente transmitido em rede nacional, no horário nobre. É um emaranhado de loucura, possessividade, amor, devoção, desejo e sadismo, tudo acontecendo num espaço simbólico. Espaço simbólico de um Brasil que, muitas vezes, fingimos esquecer ou negamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-2979343224836500927?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/2979343224836500927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=2979343224836500927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2979343224836500927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2979343224836500927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/03/anjo-negro.html' title='Anjo Negro'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8003617750098202792</id><published>2010-03-17T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:53:49.530-07:00</updated><title type='text'>Sujeito, o lado oculto do receptor</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em qualquer que seja o processo, existem meios e formas para que as coisas aconteçam. Num processo cirúrgico, por exemplo, são várias as etapas até que ele se complete; e para o seu bom desempenho é preciso que todas elas sejam executadas e respeitadas em seus devidos momentos. Assim também é com os processos comunicacionais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mas que processos são esses?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Processos comunicacionais são as etapas que conduzem à comunicação de fato. Nele existe o emissor (que produz a mensagem), a mensagem (informação jornalística, campanhas publicitárias) e o receptor (que recebe a mensagem; também chamado de telespectador, leitor, internauta, ouvinte). No entanto, por tratar de algo subjetivo e relativo, como as condições que levam o receptor agir de tal forma ou do emissor a produzir este e não aquele material, esse é um processo muito complexo. Por isso, Mauro Wilton de Souza organizou o livro: “Sujeito, o lado oculto do receptor”, com diversos textos de autores diferentes, a fim de analisar o papel do receptor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Para esta análise, sugere-se que o papel de um e de outro seja entendido no processo como um todo. Por exemplo, o emissor produz a mensagem e transmite-a. Não faz isso, porém sem qualquer influência externa e, inclusive, pessoal. Nesta mensagem, além do profissionalismo, estarão presentes as suas experiências de vida, expectativas, intenções e interesses. Tudo isso também fará parte das características que constituem o outro lado: o receptor, aqui abordado como sujeito. Mas, e porque sujeito e não apenas receptor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Receptor, recebe. Sujeito escolhe o que receber. Esta é a ideia que norteia o livro em questão. Mesmo considerando que o receptor escolha dentro daquilo que lhe é oferecido, ainda assim ele exerce sobre o emissor a força daquilo que deseja, do que gosta e de como quer receber. Este sujeito, oculto e ainda em processo de investigação, aponta o caminho que a mensagem deve seguir; e determina a mensagem. É o indivíduo com sua história, preferências, medos, cultura e hábitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nesse processo, um complementa o outro; e um só existe em função do outro. Este receptor/sujeito sou eu, é você, somos todos nós. Pessoas diferentes que desenvolvem um tremendo papel: ajudar na construção da cidadania. Então, sempre que você estiver com o controle remoto na mão, lembre-se que a sua escolha e a sua preferência está impressa no botão que você apertar. Vale a pena, então, prestar atenção em qual será ele!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8003617750098202792?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8003617750098202792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8003617750098202792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8003617750098202792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8003617750098202792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/03/sujeito-o-lado-oculto-do-receptor.html' title='Sujeito, o lado oculto do receptor'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8909177191885520322</id><published>2010-03-17T13:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:53:58.504-07:00</updated><title type='text'>Eclipse</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O ditado popular é claro: “gosto, cor e amor não se discute”. No máximo, é permitido discordar e, quanto isso, ninguém poderá fazer nada, justamente pelo fato de que cada um gosta de algo em específico. Sendo assim, o que é bom para um, pode não ser para o outro e no fim das contas: viva a diversidade! Por exemplo, há quem prefira os loiros, os morenos, os baixinhos, os altos, os magros ou os gordos; quem não dispensa dias de sol, chuva, ventosos ou frios; que preferem a claridade do dia ou a escuridão da noite; que gostam de barulho, movimento e agitação ou do silêncio. Por tudo isso, algumas pessoas parecem combinar mais com uma coisa do que com outra. Não Bella! Ela combina com os dois: frio e calor; dia e noite. Ela combina com Edward e também com Jacob. No entanto, combinar com momentos e pessoas tão opostas tem seus riscos; requer meticulosidade e muito, muito tato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O terceiro livro da série Crepúsculo, de Stephenie Meyer, “Eclipse” fala disso. Do amor incontrolável que Bella sente por Edward; de como ela mudaria para ficar ao lado dele e sentir sua mão gelada; fala do carinho por Jacob; da tranquilidade, satisfação e do calor que a sua companhia proporciona; fala da dúvida; do medo; e da angústia em fazer uma escolha. Escolha que dever ser única. Dessas que definem para sempre o caminho a seguir. Bella tem duas opções. As duas levam ao amor incomum, insensato e irresistível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Então, Bella passa a pesar o carinho, a atenção, a proteção e os planos que um dia fizera. Pensa no passado, no futuro e nas suas opções. Ela sabe exatamente o que quer, mas ainda assim analisa e pondera. Pois, sabe que a decisão não tem volta. E, afinal, quem não tomou uma decisão que é impossível voltar a trás? Isso faz parte de nossa vida: escolher, decidir e apontar o que queremos. Nem sempre é fácil e nem sempre é difícil. A certeza depende daquilo que sentimos dentro do peito. E, assim como Bella, no fim é sempre esse sentimento que nos faz escolher. É essa coisa (que alguns chamam de voz interior) que nos leva a saber a hora certa de dizer “eu te amo”; “eu aceito”; “não dá mais”; e “até algum dia”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eclipse é isso. É o amor estonteante; é a voz interior; é a escolha; é o caminho; é a razão do sentimento. É a escuridão total e é, principalmente, a esperança de logo ver o amanhecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura e até a próxima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8909177191885520322?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8909177191885520322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8909177191885520322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8909177191885520322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8909177191885520322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/03/eclipse.html' title='Eclipse'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3670963371256342753</id><published>2010-02-23T04:33:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:54:08.272-07:00</updated><title type='text'>Eu que amo tanto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O que não se faz por amor? O que, em hipótese alguma, não se faz pela pessoa amada?&lt;br /&gt;O amor, enredo fácil de qualquer peça de teatro, filme ou novela, é nada menos que a essência e a perdição. Para alguns, isso deverá parecer exagero. E estes alguns, não tenham dúvidas, se chamam “eles”. E sabe porquê?! Porque à mulher foi concebida a tarefa de amar demais. A elas foi designado que amar era permitido, que não carecia de vergonha, nem muito tato; que bastava se entregar e todo o resto se transformaria exatamente como havia sido planejado. Só para elas o amor é o início e o fim; salvação e “desgraça”. Elas que, como disse Marília Gabriela, tem a vocação de amar demais. E a jornalista e escritora não falava isso por falar, tal como fazemos às vezes. Ela falou porque assim contaram a ela. Assim foi que as treze mulheres, integrantes do MADA*, relataram suas vidas para que fosse composto o livro “Eu que amo tanto”.&lt;br /&gt;O livro é, nada menos, que uma junção de depoimentos de mulheres que amam desmedidamente. Mulheres que justificam tudo pelo amor.&lt;br /&gt;O amor alcóolotra, cimento e possessivo; o amor louco, doentio e engessado; o amor que se anula. Amor de colégio, de pai e mãe, de namoricos, de amigos, de bichos, de saudade, de sexo e de perversão. Amor caliente, quente e necessário. Amor que fica, adormece e explode. Que desequilibra, distorce e divorcia. Amor da alegria incontida, do sorriso, da briga e do ódio. Amor que traz a paz, a mentira e o vício. Amor que, acima de qualquer coisa, é indomável e que, por isso mesmo, enlouquece e assusta essas mulheres. Porque elas, elas tem o amor como uma entrega total, irrefutável e completamente intensa. Como cita a autora, “são pessoas como eu, como você, como todo mundo, milhares, centenas de mulheres, com quem devemos cruzar em nosso cotidiano”. Mulheres que se doam a cada amor. A cada resquício de paixão efêmera, doutrinal ou de uma vida toda. Não importa!&lt;br /&gt;Para elas só o amor é suficiente. É o dicionário de palavra única. Talvez por isso encante tanto. Afinal, não é sempre que se vê tal palavra flutuando solta por aí. Nem todos querem ver, sentir e se deixar levar por essa leveza. Para estes, elas dão a lição: o amor é matéria-prima escassa. Escassa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;*MADA: grupo de apoio a mulheres que amam demais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa Leitura! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3670963371256342753?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3670963371256342753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3670963371256342753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3670963371256342753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3670963371256342753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/02/eu-que-amo-tanto.html' title='Eu que amo tanto'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6943220057563466254</id><published>2010-02-17T08:24:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:54:28.330-07:00</updated><title type='text'>Qual é a tua obra?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;traz a reflexão sobre gestão, liderança e ética em suas diversas esferas. Desde a busca de sentido no trabalho que realizamos; a idéia de trabalho como algo que nos faz bem e nos satisfaça; o reconhecimento necessário; a humildade para aprender que nunca sabemos o suficiente sobre qualquer coisa; o lado bom de perceber que não sabemos tudo; a importância da educação continuada para o crescimento da empresa e do profissional; o equilíbrio entre satisfazer as necessidades e desenvolver um trabalho que se goste; a importância de gostar do que se faz mesmo que isso não tenha sido idealizado; a diferença entre cansaço e estresse; medos e inseguranças; dicas como lidar com as mudanças; flexibilidade e rigidez na tomada de decisão; a realidade do trabalho hoje; a correria; as cobranças; e as necessidades (essenciais e fundamentais) de cada um.&lt;br /&gt;Mesmo em forma de indagação, Cortella nos dá a dica de qual a resposta certa para a pergunta: “a sua obra é muito mais ampla do que qualquer que seja a atividade que você realiza”. Assim, a sua obra, a minha obra e a de tantos outros constitui nada menos do que aquilo que almejamos deixar como marca, registro e resultado. Então, se você, além de tentar entender os tópicos apresentados, desejar ir a fundo e torná-los aplicáveis no seu dia a dia, vale a pena buscar o livro e dedicar as três horas de leitura que ele exige. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O ser humano, dentre outras peculiaridades, busca incessantemente se satisfazer. Essa busca varia de acordo com o período vivido pelo sujeito. Na infância, por exemplo, nossas necessidades e realizações são diferentes da adolescência, que serão ainda mais distintas da fase adulta e da velhice. Por isso, em cada nova etapa enfrentamos algumas dificuldades em conquistá-la e até mesmo saber o que poderá nos levar até ela. Essa dificuldade acontece também em relação com a busca da realização profissional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nesse terreno, o caminho é ainda mais tortuoso. Isso porque independe apenas de você e das tuas experiências. A partir do momento em que o sujeito entra no mercado de trabalho, precisa dançar conforme a música sem esquecer, claro, seus princípios éticos, valores, necessidades e objetivos. Tratar desse tema requer, então, conhecimento de causa e, por isso, nesta semana, o Guia do Leitor apresenta “Qual é a tua obra”, de Mario Sergio Cortella.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O livro além de apresentar dicas e performances empresariais na relação empresa/empregado suscita a inquietação daquilo que fazemos, produzimos, queremos fazer e do que desejamos como resultado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Qual é a tua obra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6943220057563466254?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6943220057563466254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6943220057563466254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6943220057563466254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6943220057563466254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/02/qual-e-tua-obra.html' title='Qual é a tua obra?'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3573157350039476078</id><published>2010-02-04T11:29:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:55:06.370-07:00</updated><title type='text'>Estorvo</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Há dias em que nosso cérebro parece se negar a fazer mais do que as habituais responsabilidades exigem. Para ele, basta cumprir com o que lhe é de costume e todo o resto estará concluído. Mas, há também, aqueles dias em que a mente não pára. Que cada palavra é desculpa para uma ideia estapafúrdia; em que toda a imagem serve como trampolim para criar mil novas teorias. São o que chamamos de “dias imaginativos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Para alguns não são tão frequentes como deveriam; outros gostariam de poder moderá-los. Mas estas são coisas que não se controlam; que fogem ao nosso poder decisório, tal como os acontecimentos que se desenrolam de maneira descontrolada quando fazemos algo que não deveria ser feito. Imaginando que isso possa ter parecido um pouco confuso e que logo irá me fugir ao controle, cito um exemplo, como aquele dia em que você, cuidadosamente, se prepara para uma conversa com o seu amado, organiza as falas iniciais, o momento em que o diálogo deve mudar de rumo até que chegue ao ponto crucial (de que você está com a razão, claro!). No entanto, entretida em decorar as falas você se esquece de pensar num plano B e no momento do discurso toca o telefone; ele atende e quando desliga muda totalmente o caminho da conversa. Sem querer, vocês dão outro ritmo ao diálogo e aí, ou se acertam, sem você ter conseguido a palavra final da razão; ou brigam de uma maneira quase irreversível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Sem grandes desafios, assim pode ser imaginada uma ação que acontece independente de como a tenhamos pensado. A porta batida sem intenção; o telefone desligado no momento errado; a campainha acionada e logo abandonada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dessa forma, também é Estorvo: uma ideia que emerge entre um pensamento e outro; entre o sonho, a loucura e a vida real. Estorvo é a imaginação guardada a sete chaves; o devaneio e a embriaguez inconstantes; é o trabalho não concluído devido à distração, mas é também a própria distração; é aquilo que atrapalha; que não deixa as coisas acontecerem e que, por isso mesmo, acaba por garantir o seu reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Estorvo, primeiro romance de Chico Buarque é, então, simples; é a história; é o pensamento que não merece vir à tona; é o desejo; a ânsia, repulsa, medo, covardia e é, por fim, aquilo que não se descreve em poucas palavras, mas que, de alguma forma, fazemos uso e nos apropriamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3573157350039476078?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3573157350039476078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3573157350039476078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3573157350039476078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3573157350039476078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/02/estorvo.html' title='Estorvo'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3869296428827958795</id><published>2010-02-04T11:27:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:55:21.927-07:00</updated><title type='text'>Lua Nova</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Após cada entardecer, iniciamos uma transição. Deixamos a claridade da luz para nos perder no breu da noite. Noites que podem ser longas, frias, cheias, curtas ou quentes. Nestas mesmas noites é possível sentir uma companhia que, mesmo distante, assiste a tudo o que fazemos. A lua, dividida em quatro fases, mantém sua singularidade e originalidade justamente por nunca ser a mesma. De período em período é outra. Na lua nova, por exemplo, a sua face visível não recebe a luz do sol; isso acontece porque os dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, ela está no céu durante o dia, nascendo e se pondo aproximadamente junto com o sol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os dois desfrutam, assim, do mesmo cenário e das mesmas situações que nós, aqui em baixo, desenvolvemos. Trabalho, conversas, ações, pensamentos e reações, tudo sob a visão cuidadosa dos dois astros. São promessas não cumpridas; sorrisos; palavras jogadas ao acaso; atitudes egoístas; sentimentos não vividos; intenções; olhares; planos de ficar ao lado de quem se ama, como Bella Swan queria; desejos como o de Edward Cullen de preservar um amor mesmo que para isso precisasse fazer de conta que ele nunca existiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(Algo te pareceu familiar?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Na sequência à série mais vendida em 2009, estes dois protagonistas colocam à prova um sentimento puro e destemido. Em Lua Nova, de Stephenie Meyer, o romance colegial (pelo menos para Bella) desafia a segurança e a sobriedade da pequena cidade de Forks. E não poderia ser diferente, pois, como cita Bella “depois que você gosta de uma pessoa, é impossível ser lógica com relação a ela” e, talvez por isso, sem qualquer resquício de coerência passamos a acompanhar aquele amor tão difícil de resistir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Um amor imprevisível, desses que dificilmente voltaremos a ver senão em ocasiões assim: folheando livros. Até porque, hoje, por mais que tentemos, o frenesi do dia a dia toma conta do tempo que antes dedicávamos a sonhar e imaginar finais felizes. Não temos tempo para brincadeiras. É o resultado no trabalho; a expectativa de um novo projeto; cuidados com a família e aquilo tudo que em alguns momentos gostaríamos de esquecer. Mas, mesmo com todas as adversidades, todo o ceticismo e incredulidade, Lua Nova consegue nos fazer lembrar que histórias assim ainda acontecem (talvez sem vampiros ou lobisomens, mas semelhantes em sentimentos de dedicação e amor); nos faz perceber que talvez elas estejam bem próximas. Se não estiverem, cuidado: a felicidade também pode não estar. E aí de que terá adiantado todo o discurso, toda a energia e argumentos? Se eles não forem usados diariamente serão apenas mais uma das tantas “coisas” dispensáveis, tal como atitudes tolas que temos de, por exemplo, não perceber que a lua mudou de fase.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3869296428827958795?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3869296428827958795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3869296428827958795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3869296428827958795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3869296428827958795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/02/lua-nova.html' title='Lua Nova'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7868693471932769166</id><published>2010-01-28T09:21:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:55:33.770-07:00</updated><title type='text'>Desculpa se te chamo de amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ok, admito, demorei mais que o necessário para lê-lo. Ele merecia mais atenção, mas as desculpas das férias devem ajudar um pouco. E, afinal, mesmo com toda a preguiça (sim, é pecado, eu sei), aconteceu aquilo que é comum com todos os bons livros: chegou um momento em que, simplesmente, era impossível fechá-lo e deixar de lado a sua história. Então, abandonei a tradicional partida de dominó com o sobrinho, o filme repetido que ele ainda não tinha visto e até umas cuias de chimarrão. E não consigo nem me arrepender porque no fim me apaixonei novamente.&lt;br /&gt;E já que estamos nessa de amor, devo comentar que este foi à primeira vista. Circulava por uma lista infindável de livros, buscando algum que fosse especial e não resisti. Olhei aquele título em fonte manuscrita, um autor que ainda não conhecia e decidi: é esse. Alguns dias depois já era testemunha do acidente de Niki e Alessandro. Testemunha daquele que viria a se tornar um incrível e surpreendente romance. “Desculpa se te chamo de amor”, de Federico Moccia.&lt;br /&gt;Niki tem dezessete anos e cursa a última série do ensino médio; Alessandro tem 37 e é publicitário. Além dos 20 anos, estes dois têm muitas outras diferenças que, a princípio, pareciam inaceitáveis. Eram os pés dela no painel do carro, a roupa antiquada que ele usava, os horários, as responsabilidades, os gostos, os amigos e o passado. E, mesmo assim, ela disse “amor!”. Ele ouviu, fez de conta que não era com ele e disfarçou. Disfarçou um amor que queria evitar; fez de conta que não percebia a paixão batendo em sua porta; e continuou o relato sobre um trabalho a concluir. Niki deu de ombros e com a molequice de quem está apaixonada concluiu: “você ouviu bem e não adianta; eu vou te chamar de amor”. E chamou. Não só uma vez. Chamou por tempo suficiente para que nascesse um novo Alessandro Belli; aquele do sorriso fácil; que admite uma imprudenciazinha; que redescobre a felicidade em pequenos gestos e que, ao final, se rende e também a chama com aquela linda palavra.&lt;br /&gt;Porém, em romances como esse nem tudo está definido. O passado respinga e, de repente, lá está o velho Alex. Em troca dele, uma outra Niki, mais madura e indiscutivelmente mais sofrida. Nesse momento, vem surgindo um aperto no coração; uma dor que parecia minha; a lágrima segurada com esforço; um emaranhado de pensamentos que começavam a jorrar. Quase não consegui acreditar; não poderia ser verdade. O sonho, o perfume, as palavras findavam a cada linha. E aquela história, que antes poderia ter sido disputada para ver quem assumiria o papel de protagonista, ia ficando só. Órfã dos atores principais. Afinal, ninguém gosta de pedir desculpas quando se ama, nem de sofrer.&lt;br /&gt;No entanto, ainda assim me apaixonei e passei a aceitar que não é só a Niki que acredita em contos de fadas. Virei a página e reiniciei a procura por aquele final que poderia significar início de uma nova história, porque se for amor de verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7868693471932769166?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7868693471932769166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7868693471932769166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7868693471932769166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7868693471932769166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/01/desculpa-se-te-chamo-de-amor.html' title='Desculpa se te chamo de amor'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3016055630339193519</id><published>2010-01-18T09:46:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:55:43.807-07:00</updated><title type='text'>Peripécias em verde e amarelo</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O dia era uma quarta-feira qualquer. Dessas em que a mesa está cheia de papeis, bilhetes com tarefas a fazer e um telefone que não para de tocar. Em meio a todo o rotineiro alvoroço, a porta do escritório se abre e calmamente ele entra. Um amigo que conheci há pouco tempo, mas que dificilmente será esquecido. Nas mãos carrega a tradicional pasta que, provavelmente, contém livros, textos e um emaranhado de outros bilhetes. Com o jeito gentil de sempre, apresenta o mais novo fruto do seu trabalho: “Peripécias em verde e amarelo”. Na terceira página lá está a dedicatória: “À minha amiga Silvane, com o desejo de muitas gargalhadas, um abraço Torres Pereira”.&lt;br /&gt;Em seu 16º filhote literário, como ele mesmo o intitula, Torres Pereira revela a cara do Brasil. Um país que ele assumiu como pátria desde 1976 depois de lutar como combatente de guerra na África e trabalhar como correspondente português num jornal em Zimbábue.&lt;br /&gt;Começo, então, a leitura dois dias após receber o presente e penso, realmente, que gargalhadas me acompanhariam a cada virada de página. Me defronto, então, com a o contrário das piadas que eu acreditei existirem.&lt;br /&gt;No livro, Torres nos fala muito bem sobre esse país que tem na contradição sua mais completa definição: de um lado a riqueza, de outro a pobreza; a inovação tecnológica e o analfabetismo; as mansões e as redes de esgoto a céu aberto; o salário mínimo e as pensões vitalícias; as belezas naturais e as favelas; a tristeza de não ter o que comer e a alegria em poder ajudar a quem sequer se conhece.&lt;br /&gt;É desse Brasil que nos fala o autor português, mas não exatamente nessas palavras. Torres fala daqueles que poderiam mudar esses exemplos; daqueles que tem o poder nas mãos, mas que o usam apenas em seu próprio benefício. Torres apresenta aquela laia que receamos ter na família; que desejamos manter afastados e que, no entanto, deveriam ser o nosso porto seguro. A eles deveríamos levar nossas preces; estender nossos pedidos e cobrar verdadeiros milagres. Até porque, mesmo Deus sendo brasileiro não estamos dando conta e, ruim mesmo, pode ficar quando resolvermos desacreditar numa mudança. Quando escutarmos o horário eleitoral e percebermos que tudo não passa de uma mentirazinha; quando virarmos as costas para promessas toscas e passarmos a exigir, verdadeiramente, atitudes de homens. Homens que não pensem em tirar o dinheiro das nossas contas bancárias; que não empreguem a família toda em serviços públicos; homens que trabalhem como tantos outros, de sol a sol e que ainda possam sorrir. Que consigam eles gargalhar porque, afinal, tudo não passa de uma levada peripécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3016055630339193519?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3016055630339193519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3016055630339193519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3016055630339193519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3016055630339193519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/01/o-dia-era-uma-quarta-feira-qualquer.html' title='Peripécias em verde e amarelo'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5412213455970544596</id><published>2010-01-18T09:44:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:56:27.562-07:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a lucidez</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Chego à primeira resenha de 2010 infestada de nostalgia. E não é à toa, não. Este texto que segue é, senão mais, o centésimo que escrevo. E, como todo aniversário, não poderia deixar de fazer uma comemoração. Brindo, então, a centésima resenha; o centésimo livro em cerca de dois anos e meio com aquele que virou, no mínimo, um ídolo: José Saramago. E trago Saramago (ou ele me traz?) pelas vias de “Ensaio sobre a lucidez”. O livro segue uma espécie de sequência ao célebre Ensaio sobre a cegueira, recentemente levado às telas. Digo “uma espécie”, porque se em um a cegueira branca tomava conta de um país inteiro, neste Saramago deixa a todos “lúcidos”. Lucidez essa que atinge cerca de 80% dos votantes da capital daquele mesmo país que há quatro anos encontrava-se cego. Como? Votando em branco. Simples assim.&lt;br /&gt;O que se propõe, de acordo com as orelhas do livro, não é a mera insinuação de uma substituição da democracia por um sistema alternativo, mas o seu permanente questionamento. Por isso, nem partido da direita, do meio ou da esquerda. Como se fosse combinado, 83% dos votos são em branco. O pleito, apresentando tal resultado, foi repetido e repetida também foi a resposta obtida. Aí começa o desenrolar de uma história com ativa participação do governo, imprensa e polícia. Cada um com uma intenção e uma forma de agir e, para começar, a declaração de estado de sítio; total isolamento àqueles que afrontaram a estabilidade política e civil. (Realmente difícil distinguir quais são os dementes e os lúcidos).&lt;br /&gt;Os 17% que não concordavam com o ato (entre eles autoridades e familiares das autoridades) decidiram tomar atitudes ainda mais sérias quanto à demência dos demais. Então, o governo (como sempre) encontra maneiras para responder ao que aconteceu. Na busca pela sua verdade, submete o corpo e a mente dos suspeitos a perguntas onde a resposta deve ser uma só. Enquanto não ouvi-la, não cessará; não acatará nenhum pedido; nem ouvirá qualquer apelo.&lt;br /&gt;E, pensando por esse lado, sorte a nossa que sempre temos uma resposta na ponta da língua (ou da caneta, como queira). Podemos até não concordar totalmente com o que ela diz, mas a cada pleito lá estamos nós a dar as respostas que nos pedem: deputado estadual, federal, senador, governador, presidente. Respondemos a tudo e sequer nos dizem obrigado. Não falo do agradecimento inserido em bonitos discursos, e sim daquele visível. Daquele presente nos projetos sociais, na educação, saúde, segurança pública. Mas talvez esteja eu falando apenas asneiras; ou como dizem: reclamando de barriga cheia. Afinal, panetones temos às sobras. Lúcidos ou locos, não importa. Importa que o ano começou, logo vem o carnaval, eleições e os muitos preparativos para todas as merecidas conquistas que o país obteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura e um feliz ano novo!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5412213455970544596?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5412213455970544596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5412213455970544596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5412213455970544596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5412213455970544596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2010/01/ensaio-sobre-lucidez.html' title='Ensaio sobre a lucidez'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8310474447257076720</id><published>2009-12-17T06:03:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:56:38.153-07:00</updated><title type='text'>O Caçador de Pipas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;Incrível como às vezes não gostaríamos de ser quem somos. Preferíamos fazer de conta que não foi nossa aquela ideia estapafúrdia; esquecer a ligação no meio da madrugada; ignorar aquela mentirinha tola que largamos sabe-se lá o porque; esquecer que somos preconceituosos, mesquinhos, fúteis e incontroláveis.&lt;br /&gt;Mas, de repente, numa explosão de carência achamos que somos (antes de tudo) sempre os prejudicados. Então, adotamos aquela cara de coitado e esperamos que alguém perceba como somos bons, puritanos e frágeis. Se ainda assim, nada disso funcionar (arg!), nos detestamos ainda mais. E, aí bate uma sensação de remorso, uma angústia vinda não sei da onde e então temos duas alternativas: correr atrás e tentar recuperar o estrago feito ou deixar como está.&lt;br /&gt;Exageros à parte, algumas dessas atitudes não fazem nem “cócegas” no andamento rotineiro das nossas atividades e intenções; outras, no entanto, designam o curso de um destino, tal como aconteceu com Hassan. Ele sabia que era servo e que servo seria. Respeitava e amava seu amigo e também patrão, Amir. Amir também gostava de Hassan e assim se construiu a história destes dois meninos que cresceram juntos, na mesma casa, com vidas muito diferentes.&lt;br /&gt;Hassan e Amir são os protagonistas do romance de Khaled Hosseini, O caçador de pipas. Best seller em 2008, o livro apresenta o Afeganistão da década de 70 através da história de Amir, rico e “bem-nascido”, sempre em busca da aprovação do pai; e Hassan, de família humilde, que não sabia ler, nem escrever, mas que era conhecido por sua coragem e bondade. Bondade essa que definiria os acontecimentos do inverno de 1975, naquele que teria tudo para ser o mais inesquecível dos campeonatos de pipas. Amir precisava ganhá-lo para atrair a admiração do pai e Hassan, como sempre, fiel e atencioso, o apoiaria nesta conquista.&lt;br /&gt;Depois de horas encarando o céu azul, Amir derrubou a última pipa. Mas fez mais, derrubou também a oportunidade de demonstrar a mesma fidelidade de Hassan; jogou ao chão a chance de provar que, sim, tinha coragem o suficiente para defender o amigo e enfrentar o que disso resultasse.&lt;br /&gt;Amir não fez nada disso. Em troca guardou por anos a pior das suas lembranças. Lembranças que, como falávamos acima, o faziam sentir vergonha e preferir que nada daquilo tivesse acontecido. Hassan sofreu calado. Os dois nunca mais viram o mesmo céu azul, nem as pipas, nem compartilharam histórias. Não como antes. Porque na vida é mais ou menos assim: cada gesto, ação e palavra (ou ausência dela) nos leva a uma direção. Nem sempre é possível voltar. Por isso, é preciso deixar falar o que sentimos. As escolhas passam a ser mais humanas e menos cruéis. Não é fácil. Mas, afinal, quem falou que seria?! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8310474447257076720?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8310474447257076720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8310474447257076720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8310474447257076720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8310474447257076720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/12/o-cacador-de-pipas.html' title='O Caçador de Pipas'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4497403328104316212</id><published>2009-12-17T06:01:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:56:47.228-07:00</updated><title type='text'>Xo mau humor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;“Guria, não tenho tempo mais pra nada!”&lt;br /&gt;Assim começa meu efêmero diálogo com uma amiga de longa data. As frases são curtas, em função da correria do trabalho e quando percebemos já nos demos tchau e então é meio dia.&lt;br /&gt;Situações assim são cada vez mais frequentes e ainda assim parecemos não nos conformar com a “nova” realidade. Acordamos, atualizamos a lista de tarefas do dia e no final do mesmo ou a lista aumenta ou estanca. “Incrível como sempre fica mais coisa para o outro dia”, reclama um amigo exausto às 24h, despedindo-se para dormir. E isso tudo indiferente da profissão: é o pedreiro que trabalha enquanto tem resquício de sol; o professor que pega umas horinhas a mais para complementar a renda; o médico com a agenda cheia por dois meses à frente; o jornalista que se dedica a três diferentes trabalhos; o designer e publicitário resgatando algum vestígio de “criação” depois de 18 horas na frente do computador; e por aí vai. “É o fim do ano”, justifica um colega.&lt;br /&gt;Talvez realmente seja. O que me parece, no mínimo, uma visão otimista do processo. Mas nada de desânimo, hein. É preciso encarar a realidade e tentar “curtir” esse frenesi de qualquer forma. Momentos de lazer são uma boa pedida. Por isso, na resenha da primeira semana do último mês do ano, apresentamos o livro de piadas “Xo mau humor”, de Torres Pereira. “Um show terapêutico sem contra-indicação médica”, como é descrito na capa.&lt;br /&gt;O livro traz algumas piadas (“sem palavrões”, me garante o autor) sobre diversos temas; dos mais esdrúxulos aos mais rotineiros. Uma boa dica se você acha que anda trabalhando demais e merece um descanso. Mas se, de repente, chegar o mês de fevereiro e você ainda estiver com a expressão abatida, as olheiras fundas e corpo exausto, bom aí o melhor é dispensar aquele “freela” e partir para um plano “B”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4497403328104316212?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4497403328104316212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4497403328104316212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4497403328104316212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4497403328104316212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/12/xo-mau-humor.html' title='Xo mau humor'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5379369028629360026</id><published>2009-12-02T01:51:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:56:58.161-07:00</updated><title type='text'>Crepúsculo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;A ideia me veio sem precisar pensar muito: “me senti uma adolescente lendo esse livro”. Uma adolescente que se apaixona pelo mocinho, que adora a história de amor, aventura e, claro, um pouquinho de perigo.&lt;br /&gt;Vivemos num frenesi de opiniões, trabalho e intensos debates políticos, éticos e morais em que uns gostam disso, outros daquilo e nós ali no meio; tentando pensar no que gostamos. Parei. Esqueci-me de toda a crítica e me dedique a voltar ao colégio. A ver o rapaz estranho, perfeitamente lindo; imensuravelmente distante para ser real. Fui à escola e confessionei com minhas novas amigas segredos que guardava apenas comigo. Na escola descobri que era por ele que acordava e por quem iria todos os próximos dias, ali, na mesma rotina cheia de verde musgo. Ele chegou mais perto. Mais e mais. De uma forma que não conseguia me afastar. Enchi-o de perguntas e passei então a admitir que o amava no amor mais ingênuo, infantil e risonho possível.&lt;br /&gt;Antes que pensem ser este um (lamentável) depoimento, declaro: essa não sou eu, é a Bella. Isabella Swan que decide morar com seu pai numa cidade fria e sombria, chamada Forks, em Washington. Na frieza da pequena cidade é que Bella conhece Edward e, possivelmente, você já os conheça das salas de cinema.&lt;br /&gt;A nova febre chamada “Crepúsculo” tem levado milhares de pessoas a livrarias e locadoras do mundo inteiro. O romance é, estranhamente, encantador. E talvez até me julguem por me dedicar e cair de joelhos, assim tão fácil, a “livros da moda”. A estes tento me defender, caso não consiga convencê-los apenas lamento. Lamento porque a argumentação se dá na “estranha” sensação de voltar há alguns anos e me sentir a adolescente que há pouco tempo fui. E deve ser essa a principal sensação que se não te convenceu deve fazê-lo em seguida: precisamos deixar de lado a expressão carrancuda que adquirimos no trabalho; deixar o relógio correr; a imaginação viajar; deixar que a sobriedade e os pés no chão não sejam a linha mestra; é à loucura que devemos dar espaço; são os devaneios; a embriaguez e incerteza dos sentimentos que devemos dar um espaço. À frieza já ofertamos demais. E por isso, se me acusarem novamente de cair na deles e ler o que a moda dita, falarei, tranquila como fala Bella quando Edward a toca: é um romance de encher de alegria o coração. E se você não for capaz de conviver com a simplicidade que isso significa dificilmente entenderá. Independente se a história é sobre vampiros ou se acontece longe daqui. Trata sobre o amor. Da maneira mais pura; como ele deve ser e “para sempre”. Também por isso, não vejo a hora em que tenha nas minhas mãos os próximos capítulos com essa história. Tem feito bem à imaginação e àquele sentimento que resgatei dos meus 16 anos. Então, em alguns dias devo reencontrá-lo e aqui o apresentarei e espero que você também o esteja esperando. Um sinal de que estamos abertos à sensações fúteis e bestiais de rir da felicidade dos outros. Começamos pelo livro e, de repente, a febre possa se expandir. Já imaginou? Não? Então, esqueça a verdade e recomece a sonhar. Acredite: faz bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5379369028629360026?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5379369028629360026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5379369028629360026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5379369028629360026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5379369028629360026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/12/crepusculo.html' title='Crepúsculo'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4432325806039334685</id><published>2009-11-18T04:13:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:57:12.178-07:00</updated><title type='text'>O menino de pijama listrado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Procurei por mais de duas horas encontrar a palavra certa para começar este pequeno texto. Esta é a quarta vez que o inicio sem saber se, realmente, chegará a ter um fim. Um fim que valha a pena, que cause algum impacto, tal como causou o livro que me trouxe mais uma vez à frente do computador. Olho para a tela branca e sinto como se faltasse algo; como um vazio, desses sentido quando se perde alguém especial. Não consigo entender exatamente o que ocorre, mas o que é certo é que, de alguma forma, tudo parece ter sido causado pela narrativa de John Boyne. Mais do que um autor de bestseller, Boyne resgatou uma história que muitos ainda preferem esquecer ou, no máximo, comentar superficialmente.&lt;br /&gt;O tempo apresentado no livro “O menino de pijama listrado” é curto, algo como dois a quatro anos. É uma obra que traz como protagonista uma família, uma cerca e um menino. Num primeiro momento parece uma construção simples e, realmente, é. É o tipo de livro que em quatro horas de dedicação você terá virado a última página. No entanto, nem por isso deixa de provocar (como diria Roberto Jefferson) “os instintos mais primitivos” daqueles que acompanham a história.&lt;br /&gt;Em cada lado da cerca um menino de nove anos, nascido no dia 15 de abril de 1934. Mas as coincidências param por aí, pois também em cada lado da cerca há um mundo. Num, o tédio é capaz de provocar a loucura; no outro existe o frio, a chuva, a fome, a violência e a abnegação de qualquer resquício daquilo que alguns chamam de humanidade.&lt;br /&gt;Nos dois lados pessoas com histórias distintas. Pessoas que apoiam o governo de maneira patriota e pessoas sem governo; pessoas que se rebelam pela justiça e pessoas que não sabem o que viver sem ela; pessoas que vestem suas melhores roupas à espera do jantar e pessoas que vestem listras e saem marchar, sem saber até aonde ir.&lt;br /&gt;É simplesmente disso que fala o livro: do absurdo que a ignorância pode causar; da crueldade; mentira; covardia e orgulho que fecham os olhos de uns e os tornam superiores. Os tornam capazes de ignorar que há vida no outro lado da cerca; que há diferença entre as pessoas; que há um pouquinho de cada um de nós também do outro lado.&lt;br /&gt;O comandante, a mando do Fúria, não percebeu isso a tempo. Quando se deu conta havia exterminado o pouco dele que ainda não conhecia todas as regras. O livro de Boyne faz, então, além de uma retrospectiva histórica, um alerta para as cercas que ajudamos a cravar todos os dias e que, por sermos tolos, achamos estar certa. E afinal quem define de que lado da cerca você estará?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4432325806039334685?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4432325806039334685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4432325806039334685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4432325806039334685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4432325806039334685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/11/o-menino-de-pijama-listrado.html' title='O menino de pijama listrado'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-440499909287820785</id><published>2009-11-13T04:00:00.000-08:00</published><updated>2010-07-13T11:58:05.516-07:00</updated><title type='text'>Comer, rezar e amar</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ei! Você tem um tempinho sobrando?! Então me responda: quantas pessoas já tentaram simplificar em conceitos e suposições o que é a felicidade? E quantas delas conseguiram, na metade do tempo, apresentar motivos para que o contrário acontecesse? Falar, escrever, dialogar sobre coisas que nos deixam tristes é, obviamente, mais fácil que arriscar um conceito fajuto sobre felicidade. E não pensem que apresentamos com esta resenha um livro que ouse tanto. Diferente disso, a dica é de um diário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O diário de uma jornalista e escritora chamada Elizabeth Gilbert (“Comer, rezar e amar”). Uma mulher que resolve viajar por três países (Itália, Índia e Indonésia), no período de quatro meses, após um traumático divórcio. Para a viagem, conseguiu o apoio financeiro da revista em que trabalhava nos Estados Unidos (quem sabe um dia eu também escreva um diário assim...). Em cada uma dessas cidades, a autora buscou encontrar, respectivamente, prazer, devoção e equilíbrio e, então, alcançar a tal da felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Na Itália comeu, bebeu, apreciou ambientes românticos (mesmo sozinha) e descobriu que há “beleza em não fazer nada”. Percebeu, também, que a depressão e a solidão caminhavam lado a lado com as expectativas que ela alimentava ao tentar se livrar delas. Na Índia enfrentou uma das maiores dificuldades: silenciar. E no silêncio lutou contra memórias, sentimentos e provações. Descobriu maneiras para enfrentar o medo e a ansiedade e conseguiu. Só depois de muito limpar o chão, foi à Indonésia encontrar um velho conhecido. Encontrou-o e também algo a mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No livro é evidente (como pode-se imaginar) que há um forte choque cultural. E não, necessariamente, da autora, mas daquele que com ela viaja. A cada cidade, novas concepções; novos deleites; e aprendizagens. Não apenas da língua praticada, mas de como cada povo encontra a sua realização. E ao apresentar essa nova realidade, a obra te transporta para estes distintos ambientes. E faz isso mesmo que de forma vagarosa e sutil. Quando você menos espera sente-se 10 quilos mais gorda de tanta pizza; meditando no ashram e aceitando a quietude trazida pela solidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E após tudo isso; após um ano de caminhada; de caixas levantadas; de buscas incessantes, Liz (depois de 300 páginas já podemos chamá-la assim, certo?!) descobre a tão ansiada felicidade. Então, aí nossa viajante percebeu que para tê-la por perto basta um pouquinho de esforço pessoal, pois ela está sempre por perto. Como um controle remoto que precisamos acionar o botão. Com a TV fazemos isso numa freqüência maior, mas e no dia a dia? A velocidade do tempo aumenta a cada ato insano de tentar prolongá-lo. Mas, no fim das contas, tudo um dia acaba e ser feliz (para aqueles que conseguirem) é a única dica. A medida pra isso? Não, não está no livro. Nem em qualquer outro lugar a não ser em nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-440499909287820785?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/440499909287820785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=440499909287820785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/440499909287820785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/440499909287820785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/11/comer-rezar-e-amar.html' title='Comer, rezar e amar'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-948525120648038047</id><published>2009-10-30T09:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:58:14.085-07:00</updated><title type='text'>Duas Vidas</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Há alguns dias passamos a desfrutar do horário de verão. Dias mais longos, noites mais curtas; o sol e o calor. Com a chegada da estação mais quente do ano, mudamos alguns hábitos; aproveitamos mais o tempo em que o sol brilha; e passamos, então, a adquirir o tal “espírito do verão”. É sempre assim: a cada ano, o horário novo vem, muda; uns reclamam, outros aprovam e seguimos em frente, vivendo de maneira corrida o pouco tempo que temos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Indiferente de que horas sejam agora, a sensação é como se nunca fizéssemos tudo o que é preciso; como se não fosse dar tempo para realizar algumas tarefas; como se perdêssemos tempo a cada minuto que paramos no semáforo à espera do sinal verde. E quando ele “abre”, corremos pela faixa de pedestre; corremos para chegar a tempo do elevador; corremos para alcançar o ônibus; o mercado aberto; a fila do cinema. Andamos contra o tempo a fim de conseguirmos o que tanto desejamos e, no entanto, que ironia, quando mais corremos contra ele, menos tempo temos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Assim é para a maioria. Mas há também aqueles que acreditam na continuidade; na extensão de uma vida. Um tema melindroso, afinal fala-se de crenças e por isso muito bom senso nas palavras, por favor! Palavras estas colocadas com todo o cuidado no livro “Duas vidas, o encontro de uma mulher”, de Bertha Andrade Vidili. O livro traz um romance espírita que narra a história de uma mulher. Como é apresentado no prefácio da obra, “na primeira parte ela é Gwen, uma camponesa dos Aples suíços. [...] Na segunda, é Natália, a filha de um senhor de engenho do Recôncavo baiano”. A história de Gwen se passa no século XVI e a de Natália no século XVIII. As duas compartilham de uma vida em comum, com cenários e universos culturais distintos, no entanto com o mesmo espírito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Poderíamos assim dizer que são dois romances, mas, na verdade, é um só. A mesma mulher, os mesmos conflitos, amores, desilusões e desafios; ou como diz a autora, “a mesma mulher vivendo temas existenciais que se repetem”. Para aqueles que não acreditam em espiritismo, fica a mensagem de uma vida com ponto final. Àqueles que compartilham da doutrina, o sentimento de que a vida continua, mesmo que de maneira não linear. Talvez por isso, de alguma forma, essas duas crenças acabem por se cruzar. Indiferente se continuamos em outros tempos, as palavras que não foram ditas a um bom amigo, não serão mais apresentadas. Não com o sentimento que, por pressa ou ingenuidade, deixamos para depois. “Duas vidas” é mais que um romance. É um bom momento para analisar o que se faz; aguçar a sensibilidade e respeitar o próximo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-948525120648038047?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/948525120648038047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=948525120648038047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/948525120648038047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/948525120648038047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/10/duas-vidas.html' title='Duas Vidas'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3339256897284911669</id><published>2009-10-23T06:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:58:57.752-07:00</updated><title type='text'>Eu pego esse homem</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;Nunca brinque com uma mulher. Nunca!&lt;br /&gt;Isso não é uma ameaça, tão pouco apenas uma frase afirmativa. É mais um conselho. Se você é dado a recebê-los, aceite a frase acima em sua mais completa magnitude. Porque brincar com uma mulher é desmerecer o seu senso crítico; é fazer de conta que ela acatará a brincadeira com risos e complacência; que não tentará impor o seu ponto de vista (e, porque não, a força). Mulheres são sérias; têm sentimentos aflorados (e exagerados); e quando tomadas pela raiva, ciúme e senso de proteção tornam-se imprevisíveis.&lt;br /&gt;Você não precisa nem conhecer uma infinidade de tipos para perceber estas características. Mulheres são as mesmas em todo o lugar; sob as condições mais diversas e estapafúrdias e com diferentes homens. Seja ela sua mãe, prima, tia, namorada ou amante. Como já disse Martha Medeiros: toda uma mulher é doida e santa, impossível não ser! E o mais incrível: ela é as duas ao mesmo tempo. Talvez por isso muitas relações não deem certo. Existe uma diferença extremamente tênue entre o que é correto, indicado e o que os instintos pedem que seja feito. Dependendo da situação, um ou outro prevalece; talvez até mesmo vários deles juntos.&lt;br /&gt;Também por esse motivo, mulheres abandonadas são um perigo ainda maior. Indiferente se o fato aconteceu no quarto de brinquedos, pela babá; na cama de hotel, pela melhor amiga; ou no altar, por uma “simples” dúvida. O abandono faz com que mulheres tranquilas e pacíficas tornem-se melindrosas. Um exemplo? Esther Bracket, mãe de Penny, que é noiva de Bram, filho de Keith. Cansou? Tome fôlego porque essa história vai longe. O romance de Valerie Frankel, “Eu pego esse homem”, traz a história de uma jovem de 23 anos abandonada no altar e que descobre em sua mãe uma sequestradora, possível mandante do assassinato do pai e cúmplice em mais algumas brutalidades incoerentes com o perfil característico de “mãe”.&lt;br /&gt;Desde a data do casamento, ao sequestro, fuga, internação hospitalar e intermináveis revelações descritas em bilhetes de papel, nos colocamos a par de um verdadeiro reality show. Nele, conhecemos também a diversidade de feições e armaduras que veste uma mulher. Por tudo isso, não se esqueça de uma coisa: cuidado com as garrafas de champagne. Elas costumam ocasionar grandes reviravoltas na mão de uma mulher, seja ela qual for. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3339256897284911669?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3339256897284911669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3339256897284911669' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3339256897284911669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3339256897284911669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/10/eu-pego-esse-homem.html' title='Eu pego esse homem'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6649756263456467450</id><published>2009-10-23T06:00:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:59:10.410-07:00</updated><title type='text'>Quando nada importa</title><content type='html'>&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Às vezes, quando tocamos em assuntos que se assemelham podemos nos tornar repetitivos, principalmente no que diz respeito a relações humanas. Além de muita contrariedade, o tema traz pontos de vista bastante particulares e íntimos. Cada um, com suas experiências, busca entender, ajudar ou mesmo conviver com fatos que acontecem e que por vezes não são compreendidos. Tarefa difícil, para não dizer impossível. Simplesmente porque cada um, com suas próprias concepções, encara as respostas e reações do outro da maneira que consegue absorver.&lt;br /&gt;Nessa confusão toda, o que é certo para um, pode não ser para outro; o que é exagero para um, não é para outro; e assim vamos levando. Tentando imaginar o que devemos falar, expressar e sentir. Há até quem pense que uma bola de cristal cabe bem nessas situações. No entanto, há uma coisa nisso tudo que pode auxiliar (pelo menos um pouco). Isso chama-se amor. Não falamos apenas de “love you”; amor de paixão ou carnal. Mas o amor em sua forma mais pura e mais essencialista. Para aqueles que acreditam, a dica do livro vem bem a calhar: “Quando nada importa só o amor pode iluminar os corações rancorosos”, de Valéria Lopes. O livro, que é uma mistura de romance, espiritismo e mediunidade, retrata a história de vida, morte e angústia de uma família.&lt;br /&gt;Mais do crer no espiritismo, ser romântico ou coisa e tal, é preciso, quando se lê um livro como este, acreditar na história; é supor qual o porquê levou determinado sujeito a escrever essas linhas. Nesse caso, não resta dúvidas. Nada de romantismo. Afinal, não é porque chove lá fora, fazendo aquele barulhinho gostoso que dá vontade de te uma companhia especial; não é pelo medo de ficar sozinho que devemos pensar no amor. Valéria Lopes foi clara quando apresentou esse sentimento de maneira pura. O amor que tem perdão, que não é ciumento; que acolhe; dá carinho; compreensão; que quer o bem. Só esse amor é capaz de atingir aqueles que têm aura pesada; que sempre vêem problema em tudo; que não conseguem ver a diferença entre um dia de sol e outro de tempestade.&lt;br /&gt;É para essas pessoas que o livro foi feito. Indiferente se é católico, evangélico ou espírita. Importa apenas que você tenha o mínimo de amor no coração para receber essa história e quiçá aprender alguma coisa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6649756263456467450?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6649756263456467450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6649756263456467450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6649756263456467450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6649756263456467450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/10/quando-nada-importa.html' title='Quando nada importa'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-515686324714429843</id><published>2009-09-30T16:29:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:59:19.045-07:00</updated><title type='text'>Gritos de Liberdade</title><content type='html'>&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Todo e qualquer conflito reflete a expressividade de pensamentos opostos. Há aqueles cotidianos, dos quais conhecemos bem; mas há, também, os que dificilmente conseguimos compreender o porquê acontecem. Não digo, aqui, que não entendemos as razões políticas e econômicas, apenas que não compreendemos como conseguem ir tão longe: cobiça, poder, inveja, dinheiro. A luxúria de querer sempre a superioridade faz com que alguns “homens” decidam e provoquem guerras. Conflitos armados, sejam eles justificados na fé ou na lucratividade, não são e nem devem ser compreendidos. Indiferente do lugar em que acontecem, ali são perdidas vidas e histórias. Histórias que ficam marcadas pela agressividade e pela arrogância daqueles mesmos senhores que sequer sabem o que é pegar em uma arma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não pense você que este é um discurso de pacifista hipócrita; é mais um (desastroso) desabafo diante de um fato. O processo se dá mais ou menos assim: um senhor deseja expandir sua ambição, para isso conclama homens patriotas a lutarem por seu país; estes homens lutam e na luta matam, morrem, ferrem e constroem, então, um novo capítulo na história da nação. O senhor, aquele que concebeu a brilhante ideia, colhe seus frutos e esbanje, glorioso, o vigor de suas astúcias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eis a simplista descrição de um conflito armado. Os detalhes dos confrontos, de trajetórias incomuns e de sonhos um dia pensados nem sempre são lembrados. Às vezes ficam apenas na memória daqueles que voltaram. Daqueles que todas as noites sofrem e sentem a sombra do inimigo; que ouvem o ruído inconfundível do tilintar da bala que passa ao lado; que veem no corpo a marca; a dor. Relatos assim chocam e entristecem aqueles que de guerra só ouviram falar. Guerras relatadas em livros como “Gritos da Liberdade”, de James Lee Burke.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A obra retrata a Guerra da Sucessão, nos Estados Unidos, ocorrida de 1861 a 1865, entre os estados do sul e os do norte, motivados pela abolição da escravatura. Como resultado ficaram os 620 mil mortos. Escravos, senhores, coronéis e soldados. Todos marcados, assim como muitos outros que pagam por decisões mesquinhas julgadas por alguns como necessária. Decisões que acatamos e, no máximo, arriscamos um posicionamento mantido até o dia em que baterem em nossa porta com um ofício, solicitando a nossa participação na decisão do futuro da nação. Sim, porque nesse momento fazemos parte de uma nação. Assim como Flower, Willie, Robert e Abigail. As cicatrizes deles estão explícitas no romance, as nossas guardamos, fingindo não existir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-515686324714429843?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/515686324714429843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=515686324714429843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/515686324714429843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/515686324714429843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/09/gritos-de-liberdade.html' title='Gritos de Liberdade'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7474159485237426144</id><published>2009-09-23T08:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:59:26.811-07:00</updated><title type='text'>Elite da Tropa</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Há algum tempo perguntamos aqui quanto custava a sua moral. Falávamos, na época, sobre um livro do colombiano Gabriel García Márquez. Hoje, com outra ideia na cabeça, perguntamos: quanto custa a sua honestidade? O que lhe faria corromper uma ordem, um preceito ou um juramento? Perguntas que não precisam ser respondidas. Servem apenas como ponto de partida para discutir algo muito em voga neste país tão carente de “verdades verdadeiras”: a corrupção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ela que parece estar em todos os setores e assume as mais diferentes proporções de tamanho e gravidade. Uns a praticam por vício, outros por falta de atenção ou por maldade mesmo. É recorrente vê-la presente na política, no entanto, há um bom tempo o termo vem sendo aplicado em outros setores de organização social, dentre eles a polícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A segurança pública é um dos gargalos do Brasil. Parece ser um caso perdido. As pessoas sentem medo e não sabem a quem se dirigir. Na dúvida, aumentam os muros, reforçam os portões e se protegem como dá. A falta de “porto seguro”, antes encontrado no policiamento, leva ao desespero e a desesperança. Não é à toa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No entanto, a insatisfação não é apenas daqueles que esperam o serviço, mas também de quem o exerce. Integrar órgãos como a PM é hoje arriscado e “ridículo”. E motivos para isso não faltam. Com uma valorização salarial desprezível e um caos instalado fica difícil imaginar que haja idoneidade nas funções (não que isso justifique. De forma alguma!). Você parece lembrar de alguma coisa? Talvez o assunto lhe remeta a um forte grito encabeçado pelo mocinho da novela que, exaustivamente, esbraveja: “Pede pra sair!”. Sim! É exatamente isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O livro que deu origem ao filme “Tropa de Elite”, “Elite da Tropa”, organizado por Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel, se divide em três partes: na primeira apresenta o retrato de um grupo treinado para a guerra. A guerra diária de uma das cidades mais violentas do país, o Rio de Janeiro. Na segunda a obra esmiúça o desenrolar de um (dos tantos) casos de corrupção e politicagem existente dentro das corporações e instituições. No terceiro ponto, uma justificativa; o desabafo de porque escrever sobre as atividades das polícias e os seus bastidores. No entanto, é à corrupção que o livro direciona a abordagem, mais especificamente à praticada na cidade do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A “cidade maravilhosa”, vista sob outro ângulo, é apresentada em preto e branco; sem espaço para garotas de Ipanemas, nem bronzeados exuberantes. A “Elite da Tropa” sobe o morro e mata; morre; fere; atira e nem sequer sofre. A eles não é concedido o ato de sentir. Treinados para a guerra, querem mesmo é lutar. Eles fazem parte do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), um dos grupos mais requisitados quando se exigia “trabalho limpo”. Criado em 1978, como máquina de guerra, o grupo era sinônimo de lealdade, credibilidade e violência. Ali os soldados gritavam excitados: “sangue frio em minhas veias, congelou meu coração, nós não temos sentimentos, nem tampouco compaixão”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E é o relato das atividades desse grupo e tantas outras histórias de vida e de morte que você acompanha em “Elite da Tropa”. Hoje, de acordo com o livro, o BOPE não é mais como antes. Nem poderia. Seguiu a moda dos demais setores. E nós aqui “pedindo pra sair” ilesos dessa história toda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7474159485237426144?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7474159485237426144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7474159485237426144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7474159485237426144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7474159485237426144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/09/elite-da-tropa.html' title='Elite da Tropa'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6908691931094530811</id><published>2009-09-17T15:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:00:03.017-07:00</updated><title type='text'>Marley &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;span style="color: #999999; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A cada escolha do livro que irá me acompanhar por alguns dias, muita curiosidade e expectativa são depositadas. E não são poucas às vezes em que elas me proporcionam uma prazerosa satisfação. A cada obra, uma história diferente narrada com variadas interpretações. É um mundo novo visitado a cada semana. A partir dessa edição, essa “visita” me é proporcionada pela parceria com a Livraria Livros &amp;amp; Livros. Desde já agradeço o apoio da livraria e, também, a confiança do Jornal Folha do Alto Irani que, há mais de dois anos, recebem meu trabalho. Trabalho que damos sequência com um livro que já mereceu capas de jornais do mundo inteiro: “Marley &amp;amp; Eu”, de John Grogan.&lt;br /&gt;Há quem o critique de maneira negativa, afirmando ser apenas mais uma obra que remete aos já conhecidos romances hollywoodianos; carregados de uma vida que não existe. E, confesso, quase caí nesse erro também. O livro é sim “romântico”; romântico por que é carregado de carinho; boas intenções e alegria. A cada página é como se o sonho de que existe felicidade se fizesse mais presente; a cada dia junto da família Grogan conhecemos uma outra face da vida: aquela que ainda tem colorido; que tem tempo para caminhadas (diurnas e noturnas); que pensa antes de falar; que surpreende com um carinho a pessoa que se gosta... Com certeza faces de uma vida que (azar o nosso) parecemos ter esquecido.&lt;br /&gt;Esquecemos porque abrimos o jornal, lemos e nos defrontamos com fatos impossíveis de arrancar sorrisos. Esquecemos por que, de alguma forma, nos fazem esquecer. Não que exista algum culpado. Histórias são assim e dizem que cada um constrói a sua da maneira que quer.&lt;br /&gt;Ao ler Marley &amp;amp; Eu redescobri um caminho que pensava não existir mais. E, garanto, isso não aconteceu só comigo. Por isso, arrisco afirmar que é um bom livro. Desses que tiram você do estresse do dia a dia e que te fazem querer esse algo mais que, aos poucos, vamos perdendo. Àqueles que acham clichê, talvez até o seja, mas se for para sorrir (e, por que não, chorar), vale a pena. Talvez precisássemos de mais Marley’s em nossas vidas. Nem que sejam verdadeiros terremotos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6908691931094530811?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6908691931094530811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6908691931094530811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6908691931094530811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6908691931094530811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/09/marley-eu.html' title='Marley &amp; Eu'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7121629534069123250</id><published>2009-09-11T20:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:00:14.593-07:00</updated><title type='text'>A lei da vida</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Todos são regidos por uma lei. Há quem siga a ordenada por Deus e outros as instituídas pelos próprios homens. Através delas, comunidades são organizadas e passam, então, a ser reguladas em prol de objetivos comuns e coletivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Leis são, por assim dizer, normas que seguimos para manter um bom convívio com os outros. Da lei de Deus, além dessa “organização”, busca-se respostas e caminhos espirituais. Já a lei dos homens se detém ao cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Acima dessas duas leis existe ainda “A lei da vida”; que dita histórias e a sequência que daremos para as próximas escolhas. Na lei da vida muita coisa pode ser alterada através daquilo que chamamos de destino; porém uma coisa é certa, ela tem início, meio e fim. E disso ninguém pode fugir. Acontece que alguns aceitam melhor esse caminho. Outros lutam e esbravejam pensando poder alterar. Impossível!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A lei da vida é incontestável e inexplicavelmente autônoma. Independe daquilo que queremos, desejamos ou planejamos. No máximo, o que se pode fazer é adiantar algo que é certo na história de todos: a morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Para ela que somos preparados e para ela que caminhamos. Às vezes isso parece longínquo e vago. Parece! A morte é fato para todos e por isso causa tamanho estranhamento. (Arrisco dizer que) Não há, além da morte, algo que cause tamanha incerteza na vida do ser humano. Mesmo que tenhamos nascidos para morrer, não aceitamos e tornamos esse ato, comum a todos, como um grande mal; motivo para pesadelo e tormento. Não agimos como o velho Koskoosh. Ele que das vistas não tira mais nada e só escuta ansioso o tempo passar. Ele sabe do seu caminho, sabe de como tudo terminará e não luta. Espera. Paciente se deixa ficar sob a boca de lobos ao lado de um fogo que, pelo frio, já se fez morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Koskoosh, protagonista do conto de Jack London, nos mostra uma realidade que fingimos esquecer. Isso porque também ele não passa de um episódio; assim como todos, um episódio da vida. É por tal razão que passamos e tudo fica. Afinal, se fôssemos tão importantes (ou insubstituíveis) como nos julgamos ser, nada ficaria igual após partimos. No entanto, lá estará o ponteiro do relógio correndo, as nuvens brincando de animais indecifráveis, o vento a carregar as folhas e os maços de cigarros vazios caídos na rua; a comida sendo preparada; os planos de outros construídos; um novo espetáculo a cada segundo. Uma peça que cada um encena como pode. Alguns com mais vivacidade e outros esperando apenas pelo som final; pelo último resquício de frio que o corpo é capaz de aguentar até que, entregue, cumpra o seu verdadeiro papel: morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7121629534069123250?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7121629534069123250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7121629534069123250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7121629534069123250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7121629534069123250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/09/lei-da-vida.html' title='A lei da vida'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6147269371381606127</id><published>2009-09-07T17:37:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:00:27.009-07:00</updated><title type='text'>Os dons das fadas</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Se existe algo que nunca cessará o diálogo, podemos dizer que isso se dá com os assuntos que dizem respeito à satisfação. Poucos são aqueles que sentem-se plenamente (digo, plenamente) satisfeitos com tudo o que tem; que não deixam escapar sequer um ruído de “reclamação” sobre o que lhe acontecem e, ainda, no fim de um dia cansativo expressam aquele sorriso no rosto. Ahhh, como são poucos! São poucos por que são humanos. Desses difíceis de descrever, entender ou explicar.&lt;br /&gt;Desses que diferem daqueles que desejam insaciavelmente conquistar algo e quando o fazem, sentem-se vazios; sem rumo; incapazes de apaziguar os pensamentos inquietos e persistentes. Há quem justifique isso pelo fato de gozarmos mais a busca do que a conquista em si. E não falamos apenas de relações amorosas não. Mas de todas as buscas traçadas diariamente.&lt;br /&gt;Lutamos, todos os dias, para desempenhar um bom papel e, de repente, quando a missão parece cumprida vem vindo uma sensação de que voltamos à estaca zero. Como se nada tivesse sido feito, mergulhamos na incerteza de não saber o que fazer.&lt;br /&gt;Tudo bem, nem todas as pessoas parecem ser assim. Até porque, ao falar de comportamento humano é preciso, sempre, fazer ressalvas. Afinal, cada um foi criado de uma maneira, com limitações e liberdades; oportunidades e necessidades diferentes. Mas de maneira geral, em conversas de bar, emails, msn, pessoas desabafam a angustia de sentir-se assim, sem saber o que fazer quando o entusiasmo se vai.&lt;br /&gt;Há quem sugira que isso vá além da escolha e decisão daqueles que sentem o vazio; como se o sujeito nascesse com ou sem “aquilo”. Como se, ainda pequeninos, recebêssemos um dom que nortearia nossa caminhada. Talvez por isso, Charles Baudelaire fale das fadas e os dons que elas transmitem. Para aqueles que acreditam, a dica é “Os dons das fadas”. Um pequeno conto que, de maneira sucinta, revela um dos dias em que, atordoadas, as fadas estavam terrivelmente atarefadas na entrega dos dons a crianças recém nascidas. Ao término do dia, ainda restava um sujeito que não havia recebido dádiva alguma. Então, a ele foi concedido um dom, pouco usual; desses que se originam na imaginação fértil que só às fadas são permitidos.&lt;br /&gt;O sujeito recebeu-o, até porque um dom é intransferível e impossível de renegar. Aceitou-o. Hoje seu filho carrega por aí a maestria de agradar. Há quantos outros esse mesmo dom foi concedido nunca há de se saber. No entanto, podemos arriscar afirmar que talvez esteja nos dons, então, a explicação para a insatisfação. Quem sabe tenhamos nós recebido a dádiva de ser insaciáveis. Talvez... Talvez, também, tenhamos o dom de nos desiludirmos com falsas explicações e justificativas grotescas transmitidas a canal aberto; sem censura; que bate a porta todos os dias no horário nobre e que nós, tolos, aceitamos porque a isso é que fomos preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6147269371381606127?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6147269371381606127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6147269371381606127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6147269371381606127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6147269371381606127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/09/os-dons-das-fadas.html' title='Os dons das fadas'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7503394290335140445</id><published>2009-08-31T20:06:00.001-07:00</published><updated>2010-07-13T12:01:43.327-07:00</updated><title type='text'>A hora má: o veneno da madrugada</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando anoitece e os ruídos somem, o vazio parece tomar conta da escuridão. Percebemos, então, que chegou a madrugada. Nela, muitos dormem, sonham, dançam, cantam, bebem, enlouquecem, choram, transam, fingem ter a esperança de outro dia mais promissor; mas há ainda quem, simplesmente, nada fale, nem expresse. Que apenas se deixa levar por esse momento tênue entre o dia e o a noite.&lt;br /&gt;Na madrugada, mais que durante o dia, tudo pode acontecer. É o tempo em que se engrandece a liberdade, às vezes, escusa; em que podemos ser nós mesmos, sem exageros de regras ou normas.&lt;br /&gt;Aos que desprezam momentos de “boemisses”, não desfrutam dela em sua maneira mais plena. Aqueles que dormem antes que a noite se vá e acordam dia claro não conhecem a madrugada vigorosa e reveladora. Que perturba e desnorteia. Que incita e fascina. Que faz com que rebuliços sejam causados e caminhos alterados. Tal como os de César Montero, Pepe Amador e Pastor. Em comum, estes homens dormiram no momento exato que suas histórias eram invadidas. Poderia, também, nada ter acontecido, mas quando a (dita) moral de um homem é ofendida, espera-se o pior. Como aconteceu.&lt;br /&gt;Tudo isso porque, no instante em que eles ignoravam a vivacidade da madrugada, outros recheavam pasquins com histórias que melhor não arriscar afirmar se verdadeiras ou falsas; boatos ou fatos; casos ou armações; apenas acontecimentos que nem tenente ou padres são capazes de segurar.&lt;br /&gt;Assim foi no povoado criado por Gabriel García Márquez em “A hora má: o veneno da madrugada”. Ali, enquanto uns dormiam e esperavam pelo dia seguinte, outros se dedicavam a encher de colas os papeletes que passaram a atormentar a todos. Como é de se esperar, o governo (que governo?) aliado à igreja decidiu tomar uma atitude: represália. Característica comum nos textos do colombiano e, principalmente, nas terras da América Latina. A repressão, o poderio, as guerras e submissões elevam ainda mais este pequeno povoado ao seu destino já traçado em outros tempos. Terra em que o povo é calorento e desgraçado. Desses que nem madrugas tem para se distrair. Que esperam a hora da morte, como nós esperamos a noite trazer a escuridão e o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7503394290335140445?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7503394290335140445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7503394290335140445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7503394290335140445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7503394290335140445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/08/hora-ma-o-veneno-da-madrugada.html' title='A hora má: o veneno da madrugada'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1428187142506515533</id><published>2009-07-30T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:01:23.703-07:00</updated><title type='text'>O bilhete premiado</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quem nunca pensou em ficar rico de uma hora para outra que atire a primeira pedra! Aquele sonho longícuo de não saber o que fazer com o dinheiro; de não se preocupar com as contas; sem precisar poupar no supermercado ou necessitar pensar três vezes antes de comprar um casaco sabendo que a grana vai faltar, deve ser algo, no mínimo, interessante. Talvez um bom exercício para a imaginação. Vamos tentar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Você acorda, em sua cama gigante, abre o roupeiro e (realmente) escolhe o modelito do dia; deixa a roupa separada; vai para o banho; se arruma. Perfume, maquiagem, cabelo: tudo ok. Vai para a garagem, pega o carro, sente que está um pouco gelado, então, liga o ar condicionado; coloca uma boa música e anda até chegar ao trabalho, claro, sem grandes preocupações com o horário. Para o almoço, um bom restaurante; cardápio diversificado e uma deliciosa sobremesa. A tarde é dedicada a resolver pequenos entraves e à noite, talvez um bom filme, lareira, jantinha caseira, tudo em harmonia com o friozinho do lado de fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Voltando à realidade, os pés começam a gelar e os dedos, trabalhando no teclado do computador, queriam se enfiar debaixo das cobertas. Enquanto isso não acontece (mas faltam apenas algumas linhas), eles se contentam em permanecer em ação, à espera dos estímulos enviados pelo cérebro que trabalha pensando o que mais poderia ser feito se, de repente, ganhasse uma boa quantia em dinheiro. Não falo de assalto, gente! Por favor! Não é para tanto. Um bilhete premiado vem melhor a calhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Foi ao ler o conto de Anton Tchekhov, “O bilhete premiado”, que me surgiram todos esses pensamentos. Pensamentos que acompanharam também Ivan Dmítritch e a esposa, quando surgiu a possibilidade de ter o seu bilhete premiado. Foi na narrativa dessa possibilidade que despontaram desejos, planos e sonhos ainda escusos do casal. Desses que nem nos damos ao “luxo” de sentir. Eles precisaram de um bom tempo para conseguir sonhar o que haveriam de fazer caso o bilhete fosse mesmo o da vez. No entanto, não necessitaram de tanto tempo assim para imaginar outras coisas também. Dessas que não fazem bem ao espírito; que levam sujeitos tranquilos à loucura; e que alguns dizem ser privilégio dos ricos, atordoados com o mal causado pelo excesso. Exatamente ao pensar nisso que os dedinhos esqueceram do frio e bateram, sem trégua, em letras soltas e vazias. Talvez quisessem dizer que se o excesso faz mal, a falta muito mais. Mas são apenas dedos que nem sequer sabem apostar. (E vamos para debaixo das cobertas, porque o frio em demasia é que não é nada agradável!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1428187142506515533?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1428187142506515533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1428187142506515533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1428187142506515533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1428187142506515533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/07/o-bilhete-premiado.html' title='O bilhete premiado'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-341501403949782592</id><published>2009-07-28T19:21:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:02:25.660-07:00</updated><title type='text'>As cinco pessoas que você encontra no céu</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Certamente, muitos dos leitores que acompanham esse texto já perderam alguém em sua vida. Não falo aqui das perdas “sazonais”, de pessoas que surgem e somem com a mesma rapidez. Mas sim daquelas que se vão eternamente. Que não podem mais serem tocadas, nem sentidas, tão pouco admiradas. Destas, nem é bom pensar muito. Vai vindo um aperto no coração, um sentimento que não pode ser controlado porque é fruto de algo que não entendemos. De repente, tudo o que foi dito, os planos, sonhos e projetos se perdem numa batida de carro, numa parada cardíaca, num acidente doméstico tolo que, simplesmente, leva alguém que estava ao nosso lado. Alguém que, poxa vida, não era justo. Este sentimento, garanto, foi experimentado por diferentes pessoas em fases distintas da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A incompreensão deixada pela morte é algo que “só quem fica para saber”. Este é o nosso lado na conversa. O nosso ponto de vista. O único, por assim dizer, já que não temos contato com a “outra face” (para aqueles que acreditam que ela existe, claro). No entanto, certo dia ouço o comentário sobre um livro intitulado “As cinco pessoas que você encontra no céu”, de Mitch Albom, que traz a experiência de Eddie ao chegar ao céu e pensei: que pessoas seriam estas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Assim como inúmeros outros seres simples e comuns, o personagem principal do livro por vezes se vê entediado e acometido por um triste sentimento relacionado a sua vida. A insatisfação, o desejo que não fora realizado, o sonho deixado para traz, as dificuldades, os imprevistos, empecilhos e impedimentos que conhecemos muito bem, fizeram Eddie levar a sua vida como se fosse um fardo. Desses que simplesmente carrega-se, sem saber para onde, o porque é tão pesado e se é possível deixá-lo no caminho. Não sabemos disso. As coisas vão acontecendo em nossas vidas e de repente a única pessoa que não parece decidir nada do rumo a tomar é você mesmo. Como se fosse transformado num ator, você decora as falas e interpreta da maneira que dá. Não questiona. Apenas faz o que deve ser feito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Assim foi com Eddie Manutenção e assim é com tantas outras pessoas que parecem não ter escolhido o caminho. Simplesmente seguem andando. Se é uma maneira de conforto, não sei, mas Eddie descobriu muitas coisas ao encontrar as cinco pessoas no céu. Cinco seres que passaram (rápida ou morosamente) em sua vida. Pensei então em quem encontraria: seriam indivíduos conhecidos? Pai? Mãe? Amigos de infância? A primeira professora do colégio? Não consegui imaginar quais seriam “os escolhidos”, apenas pensei que, se existe céu, se realmente tivéssemos a chance de chegar lá e entender o porquê tudo aqui aconteceu desta forma, é uma maneira de levar acalanto à inquietação diária. Mas, também deve nos fazer pensar que, de repente, não seja preciso tanto para entender algo que nós mesmos fazemos parte. Talvez, devêssemos ser palavra mais atuante nesta peça e decidir, por exemplo, para que lado será dado o primeiro passo do dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-341501403949782592?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/341501403949782592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=341501403949782592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/341501403949782592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/341501403949782592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/07/as-cinco-pessoas-que-voce-encontra-no.html' title='As cinco pessoas que você encontra no céu'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-141388589387809532</id><published>2009-07-22T05:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:02:36.927-07:00</updated><title type='text'>Em legítima defesa</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Algumas pessoas devem ter o que um bom amigo meu chama de “estrela”. Pessoas que parecem estar sob a luz de algo muito maior que as orienta em direção aos bons caminhos que a vida pode oferecer, seja na vida profissional, amorosa ou social. Pessoas assim, de acordo com a presente definição, não são facilmente encontradas. Existe uma entre dez (talvez mais, talvez menos). São daquele tipo que você percebe na hora que tem algo a mais. O mérito da “estrela” ainda não foi descoberto, enquanto isso julga-se que seja algo totalmente involuntário ao querer ou não do indivíduo que a carrega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No entanto, tal como existem pessoas com uma “estrela” existem outras que parecem ter nascido para ofuscar. Pessoas que não contentes com suas próprias obrigações e deveres, intermeiam outras realidades e colocam ali uma nuvem: escura e pesarosa. Pessoas como a esposa do bom fidalgo, protagonista da história de Daniel Defoe, “Em legítima defesa”. Ela, atual esposa do fidalgo, faz de tudo para que ele atenda a seus pedidos e assim esqueça as próprias vontades, ora por cansaço ora por tamanha obstinação da mulher. Dessas pessoas, não precisamos nem falar muito, todos conhecem alguém que se encaixe nas definições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mas, afinal, há pessoas de todos os tipos. Sem contar aqueles que fingem ser o que sequer sabem fingir. E ao cairmos nessa discussão de “biotipo estrelar”, entramos (quase automaticamente) no assunto que diz respeito às ações destes indivíduos. Algumas das quais nos levam à beira de desacreditar naquela esperança que mantém de pé sonhos e intenções. Esperança de encontrar o seu lugar; fazer um bom trabalho; conviver e conhecer pessoas especiais. Esperança que faz com que absurdos sejam, então, tomados como verdade, mesmo que por fim, façam parte de uma realidade bem mais fria e desajeitosa. Uma realidade que não cansamos de imaginar como um sonho. Destes como o que alertou o fidalgo a não tomar uma atitude que fosse contra sua consciência. Funcionou com ele que ainda tem consciência para pesar. Mas, claro, coisa de poucos. Como as estrelas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-141388589387809532?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/141388589387809532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=141388589387809532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/141388589387809532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/141388589387809532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/07/em-legitima-defesa.html' title='Em legítima defesa'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-576548972224225081</id><published>2009-07-08T20:31:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:02:46.776-07:00</updated><title type='text'>Tique... Taque</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dificilmente escutamos o silêncio. E, num primeiro momento, isso até parece meio antagônico já que o silêncio não emite ruído qualquer. No entanto, talvez por isso alguns digam o sentir. Mas, aí já é outro “departamento”; cabível apenas às pessoas extremamente sensíveis e com um bom tempo para parar e refletir sobre o que vem de dentro (quase profundo isso!). Por que o silêncio, diferente do barulho do caminhão, não dói no ouvido; se aconchega suave a ponto de nem o percebermos. E aí está um possível “problema da vida moderna”: ouvir coisas demais e não sentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Fazemos inúmeras coisas que até esquecemos de perceber, batendo na pele, outras tantas; coisas que não gritam, que sequer podemos tocar; dessas que não têm no mercado e nem dá pra por no cartão de crédito; mas que nem por isso deixam de ter a sua importância. É algo como o tique taque do relógio: o tempo poderia, tranquilamente, passar sem ele, sem ruído; só pela mudança dos ponteiros e nada mais. No entanto, ali está “tique taque, tique taque” repetindo-se de maneira despretensiosa e parecendo não perceber que precisamos que ele vá mais devagar; que ele pare em alguns momentos. Então, ele simplesmente corre e, de repente, escutamos um estrépito maior quebrando o silêncio e percebemos, então, que o dia passou; as atividades não foram cumpridas e, sim, pode acreditar, já fazemos parte de um novo dia começado aos trancos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Por ser algo rotineiro, não são todos os que conseguem distinguir este som; diferenciar um relógio de um trovão ou de um grunhido é apenas para alguns. Outros, só escutam, sem saber ao certo o quê. Escutam, esquecem e continuam vivendo. Se isso é melhor ou pior, quem poderá dizer; apenas não diferenciam mais o barulho do tique taque. Quem sabe tenha sido essa a grande causa da demência de Arturo de Maracielos: não escutar mais o som e ao mesmo tempo ser o som; ser a máquina do relógio; controlar os ponteiros. Ou, de repente, talvez ele seja mais um dos tantos “dementes” que apenas fingem ser; e desses, temos aos montes: uns que não sabem de nada nunca; outros que põem a culpa no companheiro do lado; e aqueles que furam a fila fingindo esquecer de algumas normas. É a trapaça, a ganância, a esperteza disfarçada de loucura; a demência de querer ser um relógio para controlar o tempo, no entanto, nem este, nem o silêncio são domados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;* Tique... Taque, de Alarcon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-576548972224225081?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/576548972224225081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=576548972224225081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/576548972224225081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/576548972224225081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/07/tique-taque.html' title='Tique... Taque'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6516721481955751080</id><published>2009-06-24T12:29:00.001-07:00</published><updated>2010-07-13T12:02:57.240-07:00</updated><title type='text'>Leite Derramado</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Na semana passada, falávamos de memórias. Dessas que surgem sem mesmo desejarmos e das que tentamos, tentamos e nada! Fingem desaparecer. E é tentando lembrar o foco tratado anteriormente, que também de memórias trataremos nesta resenha. Mas agora outras memórias. Dessas que são íntimas e que, no entanto, gostaríamos de transmitir a outros. Memórias que não veem em ordem cronológica e sequer representam a verdade dos fatos. Simplesmente memórias de alguém que viveu um bocado de tempo e sente que o seu papel estará cumprido depois que fizer este último “serviço”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Há quem diga que todos devem ter a experiência de escrever um livro e alguns o fazem mediante experiência profissional; outros, mais audaciosos, escrevem memórias tal como a que falávamos acima. Memórias que Chico Buarque de Hollanda recria tão bem em “Leite Derramado”, recente livro lançado pelo poeta e escritor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No livro, temos memórias que às vezes se repetem, levando a crer na demência do relator. Porém, a fim de evitar que esta injúria aconteça, ele logo se defende e diz: “não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida”. É, talvez senil não seja, realmente, a palavra adequada para descrever alguém que menciona isto. Nada mais certo e verdadeiro que a repetição de histórias em nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os dias passam de tal maneira que tudo parece se repetir, sempre. Acaba virando monotonia e, de certo para que não caíssemos no derradeiro fim da repetição, inventaram as novidades, também chamadas surpresas. Estas geralmente acontecem de maneira mais escandalosa na vida afetiva dos indivíduos. Se passa assim: você leva a vida fazendo as coisas tal como julga ser o adequado; passa um ano, dois, três ou simplesmente alguns dias e meses, não importa. O tempo passou e a cada instante em que você percebe que “está tudo na mesma” bate aquele aperto e uma sensação desgraçada de não sentir mais “tesão” nas atividades rotineiras. Até o momento em que, para provar que nem tudo está perdido, você é acometido por um inesperado acontecimento. Algo que te tira da mesmice, te faz rir e pensar em voz alta: “poxa, e não é que isso aconteceu”!.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Pois é, mas não se anime muito não, logo surge algo que te leva de volta à realidade. Isso porque, mesmices só são alteradas por acontecimentos que levam a gente sorrir um sorriso mais verdadeiro, e que logo se vão embora, porque, do contrário, perderiam a graça. Assim elas somem, ficam na memória e um dia ou outro lembramos delas. E, daí, talvez até tentemos colocá-las no papel a fim de montar uma narrativa de algo que julguemos importante. Talvez elas desapareçam como um todo ou não. E isso ninguém, a não ser o tempo, poderá dizer. Somente ele possibilita a existência de memórias nem que seja para esquecermos da realidade. Esquecer que se passaram anos e a Matilde não voltou, como no livro. Às vezes acontece: as pessoas vão embora e não voltam mais. Ficam apenas no espaço a elas reservado em parte de nossa história que, quiçá um dia, seja tratada como a de Eulálio d’Assumpção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6516721481955751080?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6516721481955751080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6516721481955751080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6516721481955751080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6516721481955751080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/06/leite-derramado.html' title='Leite Derramado'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-2272019733573013669</id><published>2009-06-23T11:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:03:33.389-07:00</updated><title type='text'>Os funerais de mamãe grande</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quem já não tentou lembrar de algo extremamente importante, sem sucesso, mas que, sem querer, manteve na ponta da língua uma música que sequer suportava? É... coisas dessa máquina humana que ainda carecem de maiores explicações cabíveis ao senso comum. Afinal, todos temos memória, isso é certo! Uns, mais aguçada (a chamada de “elefante”), outros mais relapsa, mas todos a temos sobre inúmeras coisas e fatos absorvidos diariamente. Essa memória por vezes parece encher-se e, cheios mesmo, nos sentimos quando ansiamos por falar de algo e este escapa como se nunca o tivéssemos conhecido. Isso acontece porque nossa memória se retroalimenta; não consegue manter tudo a postos a qualquer chamado do cérebro; assim, as informações recebidas ficam armazenadas em uma parte de nossa mente à espera de que sejam utilizadas, mesmo que pareçam esquecidas. Todo esse processo se deflagra graças à imensidade de informações recebidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Entretanto, mais do que lembrar ou esquecer de datas, convites, nomes de livro, músicas, senhas e afins, a palavra memória tem um caráter de significar algo de importância (para alguém ou de alguma coisa). E, humanos que somos, nos apropriamos de uma vaidade que nos leva a pensar em sermos (em algum momento) lembrados e que estamos presentes na memória viva de outra pessoa sendo, assim, “importantes”. Nem sequer colocamos o assunto muito à prova: apenas imaginamos que somos “lembrados” e pronto, ego alimentado! No entanto, quando acometidos por um acesso de modéstia, nos percebemos recebendo alguma crítica (ou qualquer coisa do gênero) sobre algo que sequer lembrávamos de ter feito, bom, aí é, como dizem, “mara”! Porém, muitas vezes essa lembrança vem, apenas, acompanhada do silêncio imposto pela morte e aí nada de vaidades ao defunto. Até porque, nem um “muito obrigada” este poderá lhe oferecer. Mesmo assim, como se esquecêssemos deste pequeno detalhe intermitente da morte, criamos (fortalecemos) o hábito de lembrar e honrar certas pessoas apenas quando elas “se foram”; quando não fazem mais parte do mundo da matéria e ficam somente na lembrança, disputando um espaço melhor intencionado em nossas cabeças. É dessa memória que nos fala Gabriel García Márquez, em “Os funerais de Mamãe Grande”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em uma história de lutas, como foi a antiga Macondo, com heróis falidos, calor escaldante, a sombra das amendoeiras, as crendices, hábitos e lendas, característicos intrínsecos à cultura de países da América Latina, o autor colombiano nos leva até o povoado em que se passa a narrativa e nos coloca de frente à Mamãe Grande. São oito crônicas reunidas e no centro delas um funeral. Não qualquer funeral, mas sim destes de, realmente, ficar na memória; com a presença de autoridades políticas, pontífices e os mais altos escalões que um universo criado por Márquez é capaz de compor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mamãe Grande ansiava por viver até os cem anos, não pode. E não poderia, também, ter imaginado tamanha aclamação ao seu desgastado corpo embalsamado que, por mais de 48 horas, recebia congratulações e palavras de conforto (coisas das quais são comuns em momentos como este). Ao se despedir de Mamãe Grande, Macondo se despedia (aliviada?), também de uma parte de sua história que, a partir daquele corpo estendido, passava a ficar no passado e que, talvez, até fosse esquecido, mas estabelecia algo como uma linha do tempo sob os olhos atentos dos urubus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-2272019733573013669?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/2272019733573013669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=2272019733573013669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2272019733573013669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2272019733573013669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/06/os-funerais-de-mamae-grande.html' title='Os funerais de mamãe grande'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5731756999005405446</id><published>2009-06-11T11:08:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:03:41.836-07:00</updated><title type='text'>1968: o ano que não terminou</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Bons tempos eram aqueles do colégio; o intervalo; as amizades; o barulho ensurdecedor dos gritos, falas, risos; tudo guardado num passado que, “poxa vida!, Era bom e não sabíamos o quanto”. Nesse mesmo colégio, a estrutura “não era lá essas coisas” e, então, alguns professores eram adaptados à disciplina que estava em maior carência e aí o mesmo que trabalhava “ensino religioso”, dava “artes” e “educação física”. Na época, isso era até engraçado (muito pela falta de destreza do educador para tanta diversidade), mas hoje, todas essas lembranças, além de nostalgia, nos fazem pensar que perdemos algo que faz sim, muita falta. Um exemplo são as aulas de história: víamos o comunismo, o socialismo, a divisão política do mundo, Era Vargas, Diretas Já e por aí vai. Aprendíamos esse conteúdo como parte de uma história distante, quase incompatível com a atual realidade. Os anos passam e, de repente, você, de livre e espontânea vontade, opta por uma leitura de fim de semana e adivinhem: escolhe um livro como o de Zuenir Ventura, “1968: o ano que não terminou”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nele vemos falar de jovens rebeldes, admiradores de Marx, Che Guevara, desses barbudos e cabeludos, destemidos, pouco preocupados com qualquer vestígio fútil de estética; jovens que se juntavam para (pensem só!) discutir política. Esses mesmos jovens tinham ideais em comum: lutar contra a injustiça, melhores qualidades de ensino, liberdade de expressão (e aqui não cabem clichês) e liberdade para produção artística; jovens “com a história na mão, aprendendo e ensinando uma nova lição”, tal como disse Geraldo Vandré na canção que virou hino de um período (Pra não dizer que não falei de flores). Jovens que, como conta Zuenir, quando questionados sobre sua “admirável tática de guerrilha urbana” respondiam: “tudo o que nós sabemos, aprendemos com a polícia”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A obra apresenta entrevistas, depoimentos e recortes de textos publicados em jornais, revistas, livros e documentos referentes ao funesto ano de 1968. Porém, mais do que isso, faz um retrospecto na trajetória política de um país hoje visto como calmo e pacato. Desde a festa de reveillon na casa de Heloísa Buarque de Holanda à efetivação do Ato Institucional nº 5 (AI-5) conhecemos um outro Brasil. De maneira exemplar, o jornalista narra todos os acontecimentos desse importante ano na vida política do país. “Debaixo de uma apagada e vil tristeza, o ano chegava ao fim – o ano, o capítulo o livro. Os dois últimos por falta de autor –, também ele, como todo mundo, levado pelo arrastão”. Assim termina o livro de um ano sem fim na memória de muitos brasileiros. Um ano que emociona e revolta. Nos faz pensar que a história talvez pudesse ter sido diferente se, quem sabe, tivéssemos visto a luta desses jovens, artistas, autônomos, estudantes, jornalistas, advogados; se tivéssemos ouvido os gritos e gemidos impostos pela tortura; se pudéssemos ter imaginado o quão sofreram aqueles que quiseram lutar pelo tal progresso inscrito na bandeira nacional; talvez, se tivéssemos tido a sensibilidade (oportunidade?) de conhecer pessoas como Vladimir Pereira pudéssemos entender o que esse país tem; saber qual a sua doença, porque covardia não é. Dessa, só aqueles que impuseram a miséria e a ditadura sabem falar. Hoje, como uma das tantas ex-alunas de escola pública, percebo que era deles que devíamos ter ouvido falar; era eles que deveríamos ter contracenado nos desfiles de 7 de Setembro; deles deveríamos nos orgulhar, pois se ainda existe algum sentimento de esperança é pela luta que eles travaram contra o maior de todos os inimigos: o egoísmo. Talvez aí, saberíamos na ponta da língua o que é esse tal de PIG*.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;* PIG - Partido da Imprensa Golpista, nas palavras de Paulo Henrique Amorim.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5731756999005405446?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5731756999005405446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5731756999005405446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5731756999005405446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5731756999005405446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/06/1968-o-ano-que-nao-terminou.html' title='1968: o ano que não terminou'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5206713218578479692</id><published>2009-06-01T17:13:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:03:50.146-07:00</updated><title type='text'>Estranhos no Paraíso</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O fato de conhecermos algumas coisas não nos dá autoridade para que dela falemos sem medo de errar. Esses “equívocos” podem acontecer em textos (como este), em falas e, claro, em “fatos da vida real”. Aliás, é nessa que geralmente mais tropeçamos naquilo que “poxa vida, eu jurava que ia dar certo”.&lt;br /&gt;Pois é... nem sempre esse “certo” acontece e aí, o que fazer? “Nada!”, talvez seja a melhor resposta; ou “Tudo!”, dependendo de a quantos volts você está ligado. É, talvez esse texto seja a prova viva de que o erro acontece (principalmente para aqueles que falam dele). Mas, ainda assim me arrisco. Por dois motivos: primeiro porque falando em relações humanas todos podemos errar/acertar ou os dois juntos. Em relacionamentos tudo pode acontecer, inclusive quando ninguém poderia imaginar. E segundo, não menos importante, porque fui induzida a tal, através do livro “Estranhos no Paraíso”, de Olsen Jr.&lt;br /&gt;Na obra, o escritor catarinense fala sobre a vida de uma família: pai, mãe, filho e filha. Cada um deles com a sua percepção sobre a realidade que todos desfrutam: o pai, que desistiu de alguns sonhos por perceber que a utopia não o tinha levado a lugar algum; a mãe por se imaginar louca e, então, louca ficar; a filha por tentar fazer de conta que apenas uma viagem seria capaz de fazê-la esquecer de tudo o que não vive; e o filho, músico, que sofre de uma doença ainda desconhecida na década de 60. É assim, depois de um dia de relatos e confissões, que conhecemos estes quatro brasileiros que se percebem estranhos num paraíso por eles mesmo criado.&lt;br /&gt;Mas, antes que se possa pensar que o livro traz apenas um diário de uma família infeliz, é preciso dizer que, além disso, o autor nos fala de contestação. A contestação vista (ou sentida, como achar melhor) de diferentes ângulos e, principalmente, o que é feito dela. Aproveitando o período político pela qual o país passa na época, os desejos, aflições, sonhos e lutas, o autor comenta sobre essa contestação tão banal que é dizer “não”. Não apenas por dizer, mas por sentir, por querer, por viver. E, mais incrível ainda, dizer “não” para, no fundo, dizer um “sim” ainda mais fervoroso pelo que se conquistou do “não”.&lt;br /&gt;É destes estranhos de que fala Olsen Jr. Desses que dizem não pra ter um sim. E que, por mais absurdo que possa parecer, muitas vezes sofrem e esbravejam em sua forma de luta. Aqueles que não concordam com tudo; que não aceitam, simplesmente; aqueles que dizem o “não” a alguma coisa para que isso possa representar um “sim” para outra. Quase que brincando com as palavras, compreendemos como isso nos diz coisas importantes; dessas que nem sempre percebemos e que, às vezes, sequer nos damos conta. Dessas que costumamos a dizer sim, por ser mais rápido, cômodo e prático, sem ao menos arriscar um não. Um não como esse que me fez acreditar ser possível escrever sobre sim e não, mesmo morrendo de medo de errar e (aff!) perceber que sempre falamos e nunca dizemos nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5206713218578479692?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5206713218578479692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5206713218578479692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5206713218578479692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5206713218578479692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/06/estranhos-no-paraiso.html' title='Estranhos no Paraíso'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4752224571136543856</id><published>2009-06-01T17:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T12:04:00.021-07:00</updated><title type='text'>Que farei com este livro?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O ser humano é feito de sensações. Sentimo-las das mais variadas formas e em diferentes intensidades. O fato é que elas sempre estão ali: junto daquilo que fazemos. Se vamos ao mercado, sentimos a sensação de “realização” (afinal, trabalhamos para desfrutar dessa compra); se estamos com a namorada, sentimos que ali nada está totalmente completo e definido; sentimos também a sensação de vazio que vai se preenchendo ao passo que viramos a página de um livro, enfim, milhares de outras sensações poderiam ser aqui citadas, não fosse a sensação de falta de memória de quem escreve.&lt;br /&gt;Não obstante, falemos exclusivamente daquelas sentidas quando desempenhamos algum serviço ou algo que se queira há bastante tempo. Assim, que terminamos, sentimos um misto dessas sensações (subjetivas em qualquer descrição) e, então, a concepção do que ela possa significar fica mais difusa. Para alguns, mais do que um trabalho, o ato de fazer algo que tenha a ver com o desempenho profissional diz respeito à realização e daí surgem sensações de “dever cumprido” e aquele gostinho de não ver a hora em fazer de novo para se satisfazer; mas, há também, os que, simplesmente, não sabem o que fazer com o resultado em mãos.&lt;br /&gt;Assim acontece com Luiz Vaz de Camões, quando vê impresso seu livro “Os Lusíadas”, em 1572. A história da “impressão” dessa obra (e mais duas peças) é narrada por José Saramago e pode ser acompanha em “Que farei com este livro?”, pergunta que também se faz Luiz Vaz de Camões ao tocar em seu trabalho finalizado.&lt;br /&gt;Por todo o reino de Portugal ele, Camões, era conhecido e assim foi para cada um dos que liam os textos que desenvolvia. Camões, após retornar das Índias, onde passou dezessete anos, negociou com a Inquisição e com a corte portuguesa a permissão para publicar a obra que viria a ser considerada a maior de toda a língua portuguesa. Mas, assim como hoje, fazer um trabalho e as outras pessoas reconhecerem nele um esforço é totalmente diferente de receber apoio ou mesmo incentivo para que ele, realmente, aconteça. Assim foi com o português e assim é com tantos outros Luizes que lutam diariamente para fazer de seu trabalho espaço de satisfação e encontro de sensações.&lt;br /&gt;O fato narrado por Saramago aconteceu há mais de quinhentos anos e, mesmo assim, é como se ao virar as páginas encontrássemos ali mais um Pedro ou João que esbravejam seus sonhos aos quatro ventos; desses que fazem de desejos a realidade; que apesar de manter os pés no chão conseguem mais do que apenas repetir funções e deveres; pessoas que muitos não conseguem compreender e que ainda julgam como loucos, utópicos e (acreditem) enfadonhos. Pessoas como Torres, da segunda peça apresentada no livro (A noite): um jornalista que vê a redação em que trabalha se transformar numa verdadeira maquete da “grande” Portugal em plena Revolução dos Cravos (1974). Desses dois sujeitos nos restam a vontade de tocar em algo que seja, ao mesmo tempo, verdadeiro e sensível; que seja real como as pessoas que compõem as peças de Saramago. Nem que seja para que ao final apenas nos perguntemos o que faremos com este livro. Porque talvez a resposta seja curta e mais prática que o imaginado: repassamos e indicamos a outros que também queiram apreciar mais uma boa narrativa do escritor português e sentir aquelas sensações de que falávamos no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4752224571136543856?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4752224571136543856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4752224571136543856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4752224571136543856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4752224571136543856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/06/que-farei-com-este-livro.html' title='Que farei com este livro?'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5731144299600383429</id><published>2009-05-12T07:12:00.001-07:00</published><updated>2010-08-12T05:44:25.048-07:00</updated><title type='text'>Relato de um náufrago</title><content type='html'>&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Todos os dias quando ligamos a TV, percebemos o surgimento de um novo tipo de herói. Esses, já não são mais como aqueles da infância, de espadas e super poderes. Hoje, nem eles, nem os bandidos são facilmente identificados. Pudera, com tamanha corrupção e falta de bom senso em diferentes setores da sociedade, perceber boas ou más intenções fica meio difuso nesse emaranhado de acontecimentos. No entanto, ainda perseverantes, buscamos alguma figura que nos pareça com os antigos heróis. Alguns deles surgem no esporte e nos salvam da realidade apática, nos levando ao delírio na torcida, aplaudindo, clamando por mais um gol, mais um ponto; heróis também surgem na música, mas esses, ultimamente, tem tido vida curta; também existem os dos filmes hollywoodianos, com grandes máquinas a seu favor e uma bela mocinha como vítima; e, não podíamos esquecer, aqueles de verdade; que surgem de histórias que, nem em filmes, poderíamos acreditar que fossem capaz de existir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Exemplos desse último caso acontecem muito fortemente em países onde a desigualdade de renda ainda prevalece, em que histórias de vida surgem todos os dias, com novas surpresas e revelações. Para vê-las basta prestar um pouquinho mais de atenção nas conversas paralelas do ônibus; no olhar e sentimento explícito em cada rosto que encontramos pelas ruas. São histórias de pessoas que fazem verdadeiros milagres para sobreviver; que lutam incansavelmente pela garantia de seus direitos, de sua dignidade e, quem sabe, bem lá no fundo, um pouquinho de felicidade também. Histórias, geralmente, esquecidas e que vem à tona por alguma razão em específico, mas que posteriormente voltará ao esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esses super heróis não imaginam que um dia possam ser reverenciados como tal, tampouco pensaram na fama, status e as possibilidades que disso surgiriam. Heróis do cotidiano ou heróis como Luís Alexandre Velasco, o sobrevivente de um naufrágio ocorrido na Colômbia, em 28 de fevereiro de 1955. “Não fiz nenhum esforço para ser herói. Tudo o que fiz foi para me salvar”, relata Luís Alexandre para o jornalista e escritor Gabriel García Márquez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Velasco sobreviveu ao naufrágio do destróier Caldas, da Marinha de Guerra Colombiana. A história é real e foi divulgada por inúmeros veículos de comunicação de diferentes cidades. O livro, organizado por Márquez, é a junção de todos os textos publicado no jornal El Espectador, de Bogotá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O navio viajava de Móbile, Estados Unidos, para o porto de Cartagena, ao qual chegou duas horas depois da tragédia. Dos oito membros da tripulação que caíram no mar, apenas um sobreviveu e pode contar toda a sua saga de sobrevivência dos 10 dias em que passou à deriva em uma balsa, cercado apenas por água e sol. A tragédia teria acontecido por uma tormenta no Mar do Caribe, muito embora, após os relatos de Luís Alexandre, todos ficassem sabendo que nunca houve tormenta. E, como tem coisas que melhor mesmo é que fiquem em segredo, a revelação custou, entre outras coisas, o fechamento do jornal, o abandono de Velasco da Marinha e o esfacelamento da recente fama do novo herói colombiano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Em todos os momentos, tratei de me defender. Encontrei sempre um meio de sobreviver, um ponto de apoio, por insignificante que fosse, para continuar esperando”, lembra o náufrago nos fazendo perceber que talvez tenhamos mais coisas em comum com esse novo herói que apenas a condição em que se encontra. Talvez devêssemos perceber qual o ponto de apoio em qual nos agarramos e sobrevivemos; perceber se esse ponto vale mesmo a pena ou se o melhor é se deixar levar, sem esforço algum, na espera que alguém nos encontre. Velasco, por várias vezes, pensou em agir dessa maneira e por mais que afirme apenas ter esperado, ele lutou por aquilo que nem sabia se era alucinação ou verdade, por aquilo que ele nem tinha certeza se iria encontrar. Talvez, por isso mesmo tenha sido aclamado como herói. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: silver; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5731144299600383429?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5731144299600383429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5731144299600383429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5731144299600383429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5731144299600383429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/05/relato-de-um-naufrago.html' title='Relato de um náufrago'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7399008817387937</id><published>2009-05-05T17:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:45:29.465-07:00</updated><title type='text'>Me alugo para sonhar</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Desde pequenos somos orientados que no futuro deveremos escolher por determinada profissão e, de preferência, nos dedicar a ela com fervor e vontade. Alguns acertam, outros mudam, escolhem de novo, outros não têm possibilidades de escolher e, felizes mesmo, são em trabalhar no que der. Enfim, cada um com sua história e suas escolhas/obrigações traçam um caminho. Nessa trajetória conhecemos pessoas parecidas, outras que jamais imaginávamos existir e aqueles que tanto fez, como tanto faz.&lt;br /&gt;É nesse encontro com diferentes pessoas que descobrimos a diferença e, principalmente, o que significa a “identidade” de um ser humano. Cada um, ao seu jeito faz coisas diferentes e nos surpreendem por isso. Às vezes, uma grande amizade pode surgir num esbarrão na rodoviária, no mercado ou na fila de um banco. O certo é que para nos “tornarmos amigos” precisamos sentir com a outra pessoa o mínimo de afinidade e simetria de pensamentos. Claro, não esqueçamos aqui aquelas amizades que surgem mais pela estranheza do que por “complacência”.&lt;br /&gt;Mas, voltando a falar sobre profissões, nelas estão grandes pontos de ligação entre pessoas diferentes. Às vezes o encanto com o trabalho de outra nos transforma em admiradores e depois em grandes amigos. Já conheceste, por exemplo, alguém que sonhasse? Não por hobby ou esporadicamente, mas que tenha como ofício o ato de sonhar? Não?! Então, procure por Frau Frida. O trabalho dela é sonhar. Assim ela ganha a vida. Desde pequena sonhava e, melhor que isso, interpretava os sonhos. Dessa maneira, fazia o que sabia de melhor: sonhar. Para encontrar Frau Frida procure o conto “Me alugue para sonhar”, de Gabriel Garcia Márquez, publicado em “Doze contos peregrinos”.&lt;br /&gt;“Eu me alugo para sonhar”, era o que dizia Frida a qualquer um que a questionasse sobre seus afazeres. Com tantas maneiras de prostituição que as pessoas tem se entregado à ganância em suas profissões, se alugar para sonhar, com certeza, é algo encantador, para não dizer mágico. Sonhar e entender o que se sonha. Ter a capacidade de sonhar em dias tão impuros, com ar pesado, cheiro de podridão vinda de todos os lados, é mágico sim! Talvez mais pessoas devessem se alugar assim, sem perder a dignidade, nem o bom senso e, muito menos, a sensibilidade. Precisamos de mais pessoas como Frau Frida. Precisamos de pessoas assim na gerência de empresas, no poder do Estado e em nossas casas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7399008817387937?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7399008817387937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7399008817387937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7399008817387937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7399008817387937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/05/me-alugo-para-sonhar.html' title='Me alugo para sonhar'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8196091496074608660</id><published>2009-04-14T08:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:45:39.767-07:00</updated><title type='text'>O ovo e a galinha</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando pensamos em nossa vida (o que não acontece a todo o instante), por mais modestos que sejamos, sempre sentimos em nós uma utilidade. Algo que pensamos não ter outra pessoa capaz de fazer, falar ou escrever, nem que seja a mais ínfima utilidade de fazer outra pessoa feliz. Sabemos que há muito chão pra percorrer, que não somos os melhores, nem os mais justos e corajosos. Não esperamos ganhar uma medalha, mas sabemos que, de alguma forma, e por algum motivo, somos importantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Assim pensava até ler o conto de Clarice Lispector, “O ovo e a galinha”, ao qual me defrontei com outra possibilidade. Após anos tencionando que era “importante” e que merecia esse tempo de passagem pela vida, a autora aparece com a idéia de, talvez, sermos apenas corpos agentes utilizados para “camuflar” algo de maior que existe dentro de nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esse pensamento leva a esquecer a noção de individualismo e até mesmo a de ser humano. Como “agentes disfarçadores” perdemos toda e qualquer caráter de autenticidade, conhecimento, poder decisório. Nada mais existe que não um corpo carregando algo, tal como faz o ovo com a galinha. Ela é apenas um espaço que abriga o ovo, diz a autora. Um corpo do qual o ovo se apropria para seguir o seu caminho. Tudo o que ela faz é apenas para disfarçá-lo de modo que ele exista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pensei, então, no que nós fazemos; o que guardamos dentro de nós; o que disfarçamos; qual o ovo se utiliza de nosso corpo? Será que conseguimos perceber isso ou apenas guardamos algo do qual nem imaginamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando fala do ovo, Clarice Lispector traz ainda a idéia de que se olharmos demais para ele, o perdemos. Ou seja, ele é ovo até que olhemos para ele. Depois que pararmos o olhar e um pouco mais de compreensão, ele se perde. Nada mais é que um ovo quebrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Talvez isso também aconteça conosco, agentes do ovo. Talvez seja essa a grande contradição do ser humano: olhar demais para entender. Entender e perder, pelo simples fato de que tudo é puro e único até que alguém olhe, até que alguém se atreva a simplificar em palavras. Quando isso acontece, o ovo quebra e a galinha seca. Sem interior, nem razão para viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8196091496074608660?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8196091496074608660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8196091496074608660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8196091496074608660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8196091496074608660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/04/o-ovo-e-galinha.html' title='O ovo e a galinha'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4609864333589881568</id><published>2009-04-14T08:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:45:54.060-07:00</updated><title type='text'>O cheiro do ralo</title><content type='html'>&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já falamos aqui da insatisfação natural da qual sofre o ser humano. Na verdade, talvez não seja assim um sofrimento. O que é certo é que traçamos objetivos e é atrás deles que corremos, literalmente. Apostamos nossas fichas, deixamos de lado outros projetos (que um dia também tiveram seu grau de importância) e nos dedicamos única e exclusivamente a pensar em nosso mais novo meio de saciar uma vontade.&lt;br /&gt;Abstrato demais? Então, pense, lembre ou invente: você encontra uma pessoa, acha-a bacana, pensa em investir, encontra-a de novo, percebe que, realmente, vale a pena correr atrás. Usa de todos os teus artifícios (sensuais e criativos) e enfrenta o mais novo desejo. O caso acontece e (que bacana!) você percebe que valeu todas as investidas mesmo. Com isso, tua mais nova “meta” é repetir a dose. Então, procura ideias, lê manuais, guia dos signos e segue em frente. Quando você acha que chegará a satisfação plena, você se percebe cansado. Já não tem mais a empolgação, nem tanto desejo. Alguns dirão: “Ah, mas ele não encontrou o verdadeiro amor”. Não, não falamos do amor. Nesse assunto, não nos arriscamos a falar. Falamos da busca, do desejo, do prazer em realizar algo.&lt;br /&gt;A busca, seja sexual ou profissional, é como uma droga: causa um barato, mas, na verdade, toda a sua essência se mantém na necessidade que o indivíduo sente em repetir a dose. Ou seja, você luta, conquista e quer mais. Algumas pessoas, claro, não pensam assim: agarram o que tem e formam como se fosse uma bolha ao redor, sem chance de que alguém fure ou mude o que já está posto. Quem está certo nessa loucura toda é uma definição que não cabe a dicionários. Cada um vive e constrói a sua redoma.&lt;br /&gt;Àqueles que preferem não “mexer no que está quieto”, muita complacência e pouca inspiração. Aos insanos, que nunca se satisfazem com nada, é preciso apenas a vida e a (in) certeza de que nada está (nem estará) completo e fechado. Tal como para o dono da loja de antiguarias em “O cheiro do ralo”, de Lourenço Mutarelli. Este careca, bom negociante e homem inquietante, tem uma busca incessante que convido os leitores a conhecer. Ele também tem um ralo (que fede!). E é entre o ralo e busca que toda a narrativa se constrói. Ele tem um apetite que se esconde atrás de coisas (bundas e olhos) das quais já falamos até aqui: desejo e satisfação; o inatingível e o querer.&lt;br /&gt;É com sagacidade pura que o autor nos esclarece que, realmente, o que o careca buscava não estava nem na bunda, nem no ralo. Nem tampouco em outro lugar. O que ele buscava era só a busca. Por isso, continua o autor, quando percebemos que, apesar de tudo, não nos realizamos plenamente, só sentimos um imenso cansaço. “Só um vazio. Só a certeza do incerto”. Sentimos uma vontade de parar com tudo e, de repente, tentar ser mais sereno, menos inquieto. No entanto, estamos em casa e, sem mais nem menos, sentimos o coração batendo descompassado e descobrimos algo novo para buscar. Algo que nos faça acreditar e que nos leve, sempre, a desejar que o amanhã chegue logo. Que chegue quente e voraz. Como tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4609864333589881568?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4609864333589881568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4609864333589881568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4609864333589881568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4609864333589881568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/04/o-cheiro-do-ralo.html' title='O cheiro do ralo'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4239274485400199175</id><published>2009-04-01T04:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:46:19.576-07:00</updated><title type='text'>Tristessa</title><content type='html'>&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Às vezes, quando escolhemos o livro que irá nos acompanhar por algumas horas, o definimos mediante uma intenção e não são poucos os momentos em que nos surpreendemos e percebemos que, meu deus, como não tínhamos percebido isso antes?! Esse é um dos encantos da leitura: te colocar de frente a uma realidade que, no máximo, você poderá imaginar. Realidade que irá ser elaborada de acordo com o espírito de cada um. É por isso que, quando recebemos uma dica sobre determinada obra, vale a pena conferir, sempre! Se alguém já leu e te falou “putz, o livro é bom pra caramba”, pega emprestado e mãos à obra.&lt;br /&gt;Mas, como opiniões são muito particulares, no instante em que você abri-lo ele poderá ser outro, muito diferente do que você esperava. Esplêndido! Surpresas são a base de uma boa narrativa. E, então, vamos nós à busca de mais um desconhecido. Todo esse blá blá blá para comentar sobre uma das últimas dicas recebidas: Jack Kerouac, escritor franco-americano, autor de, entre outras obras, “Tristessa” (1960).&lt;br /&gt;No romance, tudo o que há é desolação e compaixão pela própria compaixão sentida pelos destinos tristes tomados e, claro, a compaixão pelo sofrimento humano. Esse sofrimento de que nos fala o autor permeia diferentes áreas da nossa vida. Sofrimento inmaterial e sofrimento de pele (corpo), tanto faz, qualquer um deles machuca e transforma homens em seres humanos capazes de complacência e devoção. Indivíduos que sofrem e que nos fazem sofrer com eles. Sofremos porque o autor nos fala, sem ponderação, que somos nascidos para morrer.&lt;br /&gt;Como uma sentença, algo inevitável e irrefutável, essa afirmação se coloca como uma realidade que no nosso corre-corre nem lembramos; nos distraímos; nos iludimos com tantas outras cosias que esquecemos a finalidade pela qual nascemos. “Todos nascidos para morrer”. A declaração de Kerouac nos traz de volta à realidade e nos coloca em nosso devido lugar: bicho que nasce para morrer. Nada de sonhos, nem amores, planos ou desejos. Nada! Nascidos para morrer e só! O que cada um faz até que a morte chega depende em que esses indivíduos são viciados.&lt;br /&gt;Há aqueles que são ávidos por carinho, companhia, atenção, outros em morfina e drogas que lhe fazem esquecer a dor. A dor de cada dia, que vai e volta e permanece. Dor que surge também por falta de coragem; que não é só física, mas latente e cruel. A dor da indecisão, do medo e da vergonha. Dores que nos transformam em pessoas tristes, tal como “Tristessa”, a protagonista do romance. Para aqueles que machucam a perna o recomendado é repouso, mas para aqueles que ferem a alma, muita morfina, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4239274485400199175?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4239274485400199175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4239274485400199175' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4239274485400199175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4239274485400199175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/04/tristessa.html' title='Tristessa'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7242573293078179303</id><published>2009-03-26T08:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:47:20.541-07:00</updated><title type='text'>Doidas e Santas</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O ser humano tem uma capacidade única de bipolarizar quaisquer que seja a situação em destaque. Existe o certo e o errado, o bom e o mau, o com vergonha e sem vergonha, a verdade e a mentira, o amor e o ódio. Temos uma dificuldade imensa em aceitar e reconhecer o meio termo. Ou é um ou outro. E, nossa, como isso é difícil!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Difícil, porque tem momentos que somos meio sem vergonhas, que não fazemos só o certo e nem por isso erramos, que não amamos, mas também não odiamos; tem momentos que sequer sabemos o que somos e ainda assim precisamos ter um posicionamento. Chega de sim ou não. Vamos, agora, apelar para o talvez!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Talvez você queira um jantar à luz de velas, mas depois vá amar uma noite pervertida; quem sabe não queira decidir, pelo menos por uma noite, onde será a esticadinha; talvez você seja uma doida varrida ou uma santa, talvez prefira bossa nova ao rock n’ roll, talvez, talvez, talvez....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tantos talvez por puro cansaço ou porque, simplesmente, ninguém decide tudo sempre. Ninguém é sempre o mesmo. Todas as santas um dia ficam doidas (a parte, óbvio, a Nossa Senhora) e todas as doidas são um pouco santas (pelo menos na igreja). Essa talvez seja a variável mais inconstante tanto para eles, quanto para elas. Da doidice à santidade existe um longo caminho. É sobre essa distância que Martha Medeiros, mais uma vez brilhantemente, nos fala em “Doidas e Santas”. A coletânia de crônicas publicadas de 2005 a 2008 é de fazer rir, pensar, pensar e aff, ver que, realmente, muitas coisas passam pelo nosso dia-a-dia e nem percebemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa”, escandaliza a autora. ”Marmanjos” aborrecidos com a afirmação que revejam seus conceitos, mas é verdade. Santa só mesmo por cansaço ou naqueles dias que é melhor baixar a cabeça, calar e fazer de conta que tudo está nos conformes. De resto, somos todas extravagantes, insensatas, por vezes imprudente, entusiasmadas demais e, claro, apaixonadas ao extremo. Com nós (mulheres) tudo é exagero, é vital e imprescindível. Tudo! Por isso, Martha Medeiros não exagera em nada quando diz que “nascemos com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o poder de sedução para encontrar ‘the big one’, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Toda mulher é doida. Impossível não ser”. Você ainda tem dúvida? Acha mesmo que sua namorada não faz parte desse time de loucos? Esquece! Ela disfarça bem... No máximo, o que pode acontecer é que algumas guardaram “a loucura em uma gaveta e não lembram mais”. Daí, só começando tudo de novo e experimentando novas loucuras e doidices. Assim a vida vale a pena!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7242573293078179303?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7242573293078179303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7242573293078179303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7242573293078179303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7242573293078179303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/03/doidas-e-santas.html' title='Doidas e Santas'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7721011784581834269</id><published>2009-03-26T08:38:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:47:35.590-07:00</updated><title type='text'>O enterro do diabo</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A maioria das casas que entramos tem o chamado “quartinho da bagunça”. Ali são depositados utensílios em desuso, caixas vazias e poeira, muita poeira. Olhando por essa ótica o quartinho parece, então, descartável se for feita uma bela faxina, certo? Impossível!&lt;br /&gt;O “quartinho da bagunça” é tão importante quanto a própria cozinha. Além de caixas vazias, poeiras e objetos que não se usam mais, têm muita lembrança. Para os supersticiosos, então, melhor reservar um espaço um pouco maior para tanta coisa que precisa ser guardada.&lt;br /&gt;Como em quase tudo nessa vida, isso não acontece com todas as pessoas. Uns simplesmente odeiam qualquer coisa com mais de um ano; outros não têm espaço, e há aqueles que escolhem um desses ambientes para alojar simplesmente segredos. Segredos que apenas duas ou três pessoas compactuam; desses que podem mudar o curso de uma vida e, se revelados, podem causar um estrago tal como um “aluvião alvoroçado e revolto”.&lt;br /&gt;O segredo tem várias “faces”. Ele une pessoas (as que compactuam), pode separar outras (que fiquem de fora das revelações) e pode causar um imenso desconforto em “terceiros”.&lt;br /&gt;Às vezes guardamos segredos de outros por décadas e nem nos atrevemos a tocar no assunto. Outras vezes não “aguentamos” e daí vira fofoca. No entanto, existem segredos mais graves. Aqueles que escondemos de nós mesmos; que fingimos não saber e que nos deixam perplexos quando revelado. E desses, minha gente, desses têm um monte.&lt;br /&gt;Não são poucas as pessoas que fingem não saber determinado assunto para ficar “de boa”, relax, sem incômodo. Isso acontece na política, igreja, vida a dois, enfim, em, praticamente, todas as relações humanas. Afinal, nem tudo pode (deve) ser exposto de tal forma que não contenhamos segredo algum. Guardar segredo, além de ser uma maneira de preservação e cuidado, é uma forma de manter certas coisas que poderiam ser perdidas se informações fossem reveladas.&lt;br /&gt;Toda essa história de quarto da bagunça, segredos e afins para falar de um enterro. Não um simples sepultamento, mas sim o “Enterro do Diabo”, um livro de Gabriel García Márquez. A história, narrada em Macondo (aquela mesma de “Cem Anos de Solidão”), retrata o momento em que o povoado parou para ver o cortejo passar. O dia era uma quarta-feira. Calor, poeira e vento. Por detrás da janela à cidade, devastada pela companhia bananeira, à revelia de rajadas de ventos, que ainda carregava as marcas da guerra. Dessas marcas ficaram as lembranças da noite em que todos precisavam da ajuda dele, o doutor, que se negou. A partir daí, mais segredos surgiram na antiga Macondo e então nada mais foi como antes.&lt;br /&gt;Também no livro, segredos são inquietantes e provocadores. Levam à pensamentos escusos e interpessoais. Como diz o autor, “Enquanto alguma coisa remover-se sabe que o tempo passou. Antes não. Antes que alguma coisa se mova é o tempo eterno, o suor, a camisa, grudada na pele e o morto insubornável e gelado por detrás de sua língua mordida”. Sem movimento, não há vida, nem cor, nem sabor. Sem movimento, o ar fica sereno e o tempo de luto. O movimento é ação. O olhar. O beijo. A carícia. É a fala. O segredo e o calar, no momento certo. Isso é a vida. O resto é morte e sepulcro. Estáticos e sem bagunça. Nem no quarto nem na mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7721011784581834269?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7721011784581834269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7721011784581834269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7721011784581834269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7721011784581834269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/03/o-enterro-do-diabo.html' title='O enterro do diabo'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8215185239615757652</id><published>2009-03-18T13:36:00.002-07:00</published><updated>2010-08-12T05:47:49.032-07:00</updated><title type='text'>Diário de um louco</title><content type='html'>&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O hábito de escrever em diários é tão antigo quanto a própria história da escrita (ou, quase isso). Neles uns são mais detalhistas, outros mais enfadonhos. Não importa. O essencial é escrever. Nesse grupo de amantes, há também os fissurados por cartas. Muitas vezes, escrevem-nas e não entregam ao destinatário, mas continuam a produzi-las por puro prazer. Há ainda quem não entende “patavinas” o porquê desse gosto em juntas letras, formar palavras e produzir um sentido. No entanto, gostando ou não, todos, com raras exceções, já fizeram algo do tipo.&lt;br /&gt;Os diários pertencem a algo mais particular do sujeito, que diz respeito ao relato de coisas feitas, pensadas e imaginadas. Também ali são relatados pensamentos censurados e tímidos, que cabem apenas a quem escreveu. Talvez por isso, quando uma pessoa lê o diário de outra, a possibilidade de compreender o que está proposto se dá na mesma proporção que a de não entender nada e fazer até mesmo um julgamento errôneo.&lt;br /&gt;Apresentada essa forma de comunicação milenar, falamos agora de literatura e demência. Imaginem esses elementos aliados em um mesmo diário, na mesma obra, mesma história, na mesma pessoa e você terá “Diário de um louco”, de Gogol.&lt;br /&gt;A dobradinha de resenhas do mesmo autor se deu pela curiosidade e incerteza sobre o que é lúcido ou não nesse mundo de loucos. Ao iniciar a leitura, sinto uma incerteza de que aquilo faz parte de um registro insano ou se é apenas um diário. As falas e narrativas não parecem ser distintas ou estremadas daquilo que cotidianamente vemos. São expressões e confissões de uma pessoa qualquer com seus sonhos, desejos, ambições e, não podia ser diferente, ilusões.&lt;br /&gt;Ao passo que conhecemos o protagonista da história, temos contato com a realidade e o pensamento de uma pessoa como nós: que não entende certas hierarquias e maneiras diplomáticas de se chegar aonde quer, mas que simplesmente “quer”. No entanto, “ele” desperta esse querer de forma imaginativa e as traz para a realidade. Fazendo isso, assusta; se apodera de personalidades que não lhe dizem respeito; trava duelos com aqueles que não acreditam na sensatez de sua insanidade e vive. Tal como nós: vive num mundo de ilusões, onde fingimos sermos pessoas que sequer conhecemos, desejamos aquilo que não temos, fazemos de conta que os outros, esses sim, são loucos, mas não nós. Pensando bem, talvez não sejam tantas as diferenças entre nós e pessoas como ele. Pelo menos não em diários!&lt;br /&gt;Fica o convite para aqueles que quiserem mais que apenas viver e desejarem ver escancarada a vida de um louco. Certamente uma insanidade diferente da nossa, diferente da nossa rotina. Nós, os lúcidos, que pouco sabemos de insanidade e extravagâncias teremos, possivelmente, que fazer um exercício para entender esse relato demente e fugaz. Mas, como disse o autor: “chega. Basta. Eu me calo!”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8215185239615757652?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8215185239615757652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8215185239615757652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8215185239615757652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8215185239615757652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/03/o-habito-de-escrever-em-diarios-e-tao.html' title='Diário de um louco'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3110778914974652898</id><published>2009-03-18T13:36:00.001-07:00</published><updated>2010-08-12T05:48:02.196-07:00</updated><title type='text'>O nariz</title><content type='html'>&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Uns tem alergia à poeira, outros à primavera e há ainda quem tenha sinusite. A todos esses o maior alvo é o nariz. Aqueles dois pontinhos nos desenhos de criança, passam então de passivos a ativos e nos fazem querer, em determinados momentos, arrancá-los. Há ainda os momentos em que parecem servir apenas para alojar uma espinha, cravos ou segurar óculos.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, certamente muitos de vocês já devem ter pensado em como seríamos se, simplesmente, não tivéssemos nada “entre as bochechas”; se no lugar do nariz tivesse somente uma lisa pele, sem buraquinhos, nem alojamento de cravos melindrosos. Provavelmente não seja tão fácil quanto parece. Afinal, pensar assim, seria imaginar outro aspecto da natureza humana, outra constituição física e, até mesmo, outro aparelho respiratório, já que este inicia nas fossas nasais.&lt;br /&gt;Deixemos essa parte mais técnica de lado e nos concentremos nas que causam (de imediato) maior impacto: o aspecto físico. Todos ou pelo menos a maioria hão de concordar que, por hábito, o nariz constitui parte importante na beleza de cada ser humano. Uns são mais largos, outros finos, achatados ou volumosos, mas cada um possui a sua particularidade que faz de um indivíduo diferente de outro (claro, aliado a outras características também).&lt;br /&gt;Tendo isso em mente, imaginemos, então, um cidadão que certo dia acorda sem o nariz. Imaginemos, para maior divagação, uma figura púbica “na pele” desse cidadão (ou imagine a você mesmo nessa situação). Essa pessoa, então, acorda, lava o rosto e lembra que no dia anterior havia lhe saído uma espinha terrível bem na ponta do nariz. Vai em direção ao espelho para aniquilá-la e, de repente, nada há: nem espinha, nem nariz.&lt;br /&gt;Lógico que num primeiro momento você imaginaria que tudo isso faz parte de um terrível pesadelo, desses que é preciso um beliscão no próprio corpo para ver se é verdade mesmo. Mais absurdo ainda é quando percebe ser verdade sim! O seu nariz, que em nada tinha de especial, sumiu. Nem marcas e nem sinal. Você respira naturalmente, mas eles, os buraquinhos, a espinha que havia se alojado, nada, nem as sardas estão ali. No lugar, uma pele lisa.&lt;br /&gt;Naturalmente, você, ou quem quer que seja que estivesse nesse lugar, ficaria apavorado e totalmente desconfiado em saber quem seria capaz de roubar-lhe objeto de tamanha importância. Afinal, que outra explicação teria um sumiço desses que não um furto.&lt;br /&gt;Tudo isso pode parecer meio ilógico e sem nexo. E, para surpresa de muitos, também assim sugere o autor do livro que orientou esse texto. De acordo com Gogol, autor de “O Nariz”, publicado no ano de 1836, que narra o desaparecimento de um nariz, a obra não passa de uma farsa absurda e inquietante, com uma junção de incoerências. Afinal, aonde já se viu uma pessoa perder o seu nariz! No entanto, lembra Gogol, “o que e onde não existem incoerências”, a vida não é estática, muito menos previsível. Talvez por isso, o autor também sugira que aventuras como esta, mesmo raras, acontecem. Ou seja, é possível imaginar que possa existir a possibilidade de perdermos mais do que apenas o nariz. Perdemos muito mais que isso, a todos os dias e, às vezes, nem percebemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3110778914974652898?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3110778914974652898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3110778914974652898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3110778914974652898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3110778914974652898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/03/o-nariz.html' title='O nariz'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1966555371025000039</id><published>2009-03-18T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:48:12.361-07:00</updated><title type='text'>O médico e o monstro</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há dias que gostaríamos de nos dividir em dois. E não são poucos os momentos que isso acontece. Tanta coisa para fazer, que ter um “clone” iria auxiliar no desempenho das “coisas chatas da vida”. Afinal, vamos combinar, a proporção de atividades assumidas (e acumuladas) é tamanha que acabamos por deixar as que nos dão prazer de lado. Junto com esses “prazeres” perdemos o nosso “outro”, sensível, libertário, cruel e insensato. O “outro” que foge das nossas atitudes “politicamente corretas”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É pensando nesse “eu” guardado a sete chaves que se discute a dualidade do homem. Dualidade que, por sua vez, diz respeito ao bem e mal que todos carregam (uns com mais bem do que mal e outros mais mal que bem). Ou seja, o bem e o mal que não desenvolvemos por reprimir e enclausurar devido alguma sanção incorporada. Lembrou de alguma coisa? Um clássico, talvez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se a resposta for sim, os leitores com certeza já leram “O médico e o monstro”, de Robert Louis Stevenson, escrito em 1886. O livro, além de um belo caso policial, traduz interfaces do pensamento humano e sua infinita disputa entre cosias “boas” e “ruins”. Dessas que, como cita o autor, sufocam prazeres e restringem possibilidades. Não que isso seja de um todo mal, afinal precisamos de algum ordenamento para viver em sociedade. O que se discute são as possibilidades de felicidades não convencionais deixadas de lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Acabei por sufocar meus prazeres e, depois de anos de reflexão, ao olhar ao meu redor e avaliar meu progresso e minha posição no mundo, percebi-me já comprometido com uma profunda duplicidade de vida: o bem e o mal”, diz o autor em determinado momento da narrativa. No entanto, como já dizia Nietzsche (1887), o juízo “bom” provém daqueles que demandam da “bondade” (o que também ocorre com a maldade), quer dizer, foram os próprios bons, “os homens distintos, os poderosos, os superiores, que julgaram ‘boas’ as suas ações”. Assim, no momento que se distingue o bom do mal é preciso levar em consideração a quem isso é atribuído e como é exercido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A busca do médico (e monstro) era, então, localizar uma identidade diferente (o outro) e encontrar um alívio para tudo o que era insuportável na vida assumida (status e posição social, vida acadêmica, etc.). Nessa outra identidade, o injusto tomaria seu próprio rumo, livre das aspirações e remorsos de gênero repressor, e, assim, “poderia andar com firmeza e segurança em seu caminho ascendente, fazendo as coisas boas nas quais encontra seu prazer e não mais se expondo à desgraça e à penitência pelas mãos desse estranho mal”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Libertário ou não, o cidadão ora médico, ora monstro nos faz pensar nessas cosias que não fazemos e que sequer pensamos se gostaríamos de fazer. Segundo a introdução do livro, o mesmo foi escrito a partir de um sonho do autor que, ao acordar, lembrou de uma “boa história de terror”. Não exagerou em nada em sua descrição. E conseguiu ainda nos levar a pensar o que faríamos se tivéssemos o reflexo do “outro” no espelho? Sentiríamos medo também? Ou o nosso “eu” não se difere muito do que somos hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1966555371025000039?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1966555371025000039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1966555371025000039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1966555371025000039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1966555371025000039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/03/o-medico-e-o-monstro.html' title='O médico e o monstro'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7577339989683444497</id><published>2009-02-12T05:15:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:48:42.490-07:00</updated><title type='text'>O leão, a feiticeira e o guarda-roupa</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há algum tempo não lia um livro em que no início tinha a frase: “era uma vez”. Sinceramente, fazia um bom tempo que não lia algo tão fantasioso e sabe de uma coisa, foi bom! Às vezes precisamos sair da real, acreditar em mundos escondidos e secretos. Isso nos ajuda a levantar a cabeça e começar tudo de novo. Não que os dias estejam tão terríveis assim. Não, não é isso. O fato é que em alguns momentos nos sufocamos tanto na realidade, nos esquecemos tanto da capacidade de sonhar que é preciso “fugir”. É preciso, pelo menos, tentar. Não é necessário ser um conto de fadas, com príncipe encantado, loiro e esbelto. Pode ser um mundo gelado, com anões, castores e faunos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Àqueles que quiserem se arriscar nessa busca, a dica é “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, de Clive S. Lewis. Realmente, nada parecido com histórias da Bela Adormecida ou Chapeuzinho Vermelho. Curioso? Então, abra a porta do guarda-roupa e sinta o ar frio que vem de dentro. Ainda não? Entre nele, não tenha medo. Sentiu? Agora abra os olhos e veja a floresta, árvores de tipos incontáveis, pássaros e animais. Tudo demasiadamente diferente do que você costuma ver e sentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tudo isso foi descoberto por Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia, os quatro irmãos da história em questão. Eles fugiram das bombas da Segunda Guerra Mundial. Fugiram delas sem saber ao certo o porquê elas caíam e, de repente, encontraram um guarda-roupa mágico. Quando eles ali entraram, pensei: e nós, onde devemos nos esconder? Se nos escondermos, alguém sentirá falta ou também aqui o tempo demorará a passar como na história do livro? O que encontraremos do outro lado? O que estamos dispostos a encontrar, afinal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Certamente, a resposta não surge de imediato. É preciso despertar a imaginação e isso demanda tempo e coragem. Embora, sejamos extremamentes curiosos e imaginativos, a força do hábito nos leva à terrível mania de coordenar até mesmo os pensamentos que poderiam nos libertar. Mas, voltando ao guarda-roupa e às naftalinas, o mais difícil quando pensamos em fugir é saber do que fugimos. Do que temos medo? Eles corriam da guerra, e nós?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Olho para o meu roupeiro e penso se ali seria capaz de ver tudo o que eles viram... Penso se ainda sou capaz de imaginar. Será?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lembro, então, que o pior dos medos é aquele que sentimos em relação ao futuro. Do futuro que não sabemos nem se vamos viver, pois as perspectivas para a continuação da vida na Terra não são nada esperançosas e não falamos aqui apenas das questões ambientais. Falamos da escassez da “humanidade”, do “ser humano” em tudo o que a palavra possa significar. Desses que sentem, choram e lutam não apenas por si mesmo, mas que veem a vida como o conjunto que é. As disputas (econômicas e de ego) nos levam a um colapso generalizado. Um grande e poderoso estado caótico tende a figurar e, então, o que faremos? Não sei a resposta (e tenho medo dela também), mas a porta do guarda-roupa deixei aberta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7577339989683444497?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7577339989683444497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7577339989683444497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7577339989683444497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7577339989683444497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/02/o-leao-feiticeira-e-o-guarda-roupa.html' title='O leão, a feiticeira e o guarda-roupa'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5594849025643319908</id><published>2009-02-04T03:17:00.001-08:00</published><updated>2010-08-12T05:48:53.438-07:00</updated><title type='text'>A metamorfose</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Diariamente, acordamos e buscamos desenvolver nossas atividades da melhor maneira possível. Para a maioria, esse dia inicia com o badalar do despertador. Aquele barulho inócuo, ora distante ora próximo o suficiente para desejarmos quebrá-lo em cinco pedacinhos. Com esse barulho intermitente despertamos ao dia que há de se seguir. Isso é rotina, como todo o resto que fazemos. No entanto, se de repente algo lhe fizesse ver o mundo de uma maneira diferente? Se, de repente, você simplesmente não conseguisse ficar de pé e dar um passo após o outro? Se as pessoas não o vissem com os mesmos olhos? Se todos te achassem estranho e nojento? E se você, simplesmente, não conseguisse imaginar o porquê? Arg! Muita coisa para uma manhã só!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É assim “A metamorfose”, de Franz Kafka: muita coisa em um livro só! Para aqueles que duvidam, convido a ler o romance mais estudado, comentado e mais aplaudido dos últimos tempos. Não é drama não, gente! A quem nunca ouviu falar desse romance, preste atenção na maneira como o autor dá início à história: “certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”. Ficou com vontade de ler mais? É exatamente isso que pensam todos os leitores da obra que, a partir daí, só o larguem quando chegarem ao final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Ao despertar de sonhos intranquilos”, narra Kafka... Quem de nós não temos sonhos intranquilos... que não despertamos durante a noite, atordoados, muitas vezes sem saber sequer o porque?! “Metamorfoseado num inseto monstruoso”... só mesmo um grande artista mesmo para imaginar e criar tal situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tentar apontar um dos caminhos que podem ser seguidos ao “interpretar” o texto de Kafka é perigoso e simplista demais. Quando um texto não é “mastigado”, tal como esse, cada um compreende o que lê de uma maneira bem particular, segundo seus próprios anseios e convicções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Kafka construiu o texto em 20 dias, no entanto, nós precisamos de muito mais para tentar imaginar tudo o que a obra compreende. Por exemplo, ao afirmar que o caixeiro-viajante torna-se um “inseto monstruoso”, muitos o irão transformar no seu inseto mais temido. Ou seja, conforme seus medos e aflições veremos Gregor, ora como besouro, ora como uma imensa barata. Ao passo que ele assume as características de um bicho assim (terrível aos olhos de quem lê), a ele designamos tudo o que destinaríamos a esse bicho, talvez com um pouco mais de compaixão. Mas, não com menor nojo, medo e repugnância. Outros compreendem que, talvez, o autor tenha expresso apenas uma imaginação fértil ao seu personagem principal, muito embora, por vários momentos tenha ficado claro que outros o viam da maneira “grotesca” que estava. Nesse caso, Gregor ainda seria o mesmo, continuaria com braços, mãos e pernas, mas se imaginaria transformado num inseto monstruoso para que assim não pudesse continuar sua rotina de maneira mesquinha, sem decidir o que fazer. Sem, ao menos, poder planejar o que falar. Levando em consideração esse pensamento, ao passo que não possui braços, símbolo do trabalho, ele fica impossibilitado de cumprir com suas obrigações e, a partir daí, tudo se prossegue: a falta de compreensão da família, até então sustentada por ele, a falta de atenção a ele como membro do grupo e, principalmente, o sentimento de que ele não passa de um ser que levava comida e respondia pelos seus deveres de rapaz honesto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Todos esses pensamentos e compreensões surgem porque nos fazemos e imaginamos muito distintos dos “outros”. O ser humano assume, diariamente, um papel “superior” frente outros animais. No entanto, quando o autor nos faz imaginar que também poderíamos sofrer um processo semelhante ao de Gregor Samsa, experimentamos de um sentimento totalmente novo e incerto. Sentimos nojo e ao mesmo tempo “pena”. Percebemos que ele “estorva” a família, mais ainda o vemos como parte dela. Talvez porque pensemos que nada é impossível e que também nós podemos nos metamorfosear em um bicho. Afinal, como acordamos essa manhã?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5594849025643319908?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5594849025643319908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5594849025643319908' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5594849025643319908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5594849025643319908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/02/metamorfose.html' title='A metamorfose'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-666032739218004910</id><published>2009-02-04T03:15:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:49:03.334-07:00</updated><title type='text'>Fagundes: um puxa-saco de mão cheia</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Que a educação brasileira deixa a desejar, não é novidade para ninguém. Que existem muitas pessoas que ralam para conseguir adquirir esse valor, também não. Mas, o que é impossível deixar de fora dessa lista de “verdades assimiláveis” é a questão dos méritos, melhor dizendo, aqueles cidadãos que, mesmo sem fazer nada de substancial, conseguem se dar bem na vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É até perigoso falar do assunto, uma porque não sei quem o lê e porque talvez aqui alguém se sinta “no mesmo caso” desses “boas sorte”. Vejamos uma situação: o indivíduo nasce, é bem educado, estuda em escola pública, cresce, aprende o que fazer e o que não fazer, mas principalmente, onde fazer, e descobre que o mundo “é maior do que o seu quarto”. Tendo isso em mente, o sujeito vai atrás desse mundo, junto a ele milhares de tantos outros que buscam o seu lugar ao sol. Depois de alguns anos, eis a recompensa. Tudo aquilo pelo qual ele lutou agora faz parte de sua realidade, falta apenas arranjar o emprego. E aí é que vem o golpe do destino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sabe aquele colega que não estava nem aí para qualquer aula, seja de história, metodologia ou economia? Aquele que no intervalo saia para paquerar (isso no 5º período da universidade gente!), que o único livro que leu era Kama Sutra? Então... Eis que esse mesmo ser está ali, disputando contigo a vaga de emprego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Depois da entrevista o olho não desgruda do celular (vai que ele toca e você não vê!). Ninguém liga e então você resolve tentar outro e mais outro, até que, enfim, lá está você de carteira assinada, contribuindo à previdência social para que daqui a poucos anos esteja incluído nos anais do governo e recebendo a aposentadoria. Ah o grande sonho realizado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Contente com sua vida, você descobre, depois de muito tempo, que aquele colega, o da entrevista, paquera no intervalo, Kama Sutra, ele mesmo conseguiu aquela vaga. E, acreditem, até o momento foi promovido três vezes, ganhando mais ou menos quatro vezes a mais que você (e o teu salário nem é tão ruim assim!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Conseguiram pensar em algum conhecido? Se a resposta for sim, bom vocês já sabem o porque esse cidadão chegou aonde chegou: puxa-saquismo puro, gente! Daquele deslavado mesmo. Que não tem hora, nem momento específico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É para essas pessoas que dedico esse comentário. Alguns leitores devem estar se perguntando “mas porque se o cara não vale o que come?!” e logo vem a resposta: o livro é para eles pois a dica de leitura dessa semana é “Fagundes: um puxa saco de mão cheia” (Laerte, 1990) que, ao contrário que possa parecer, carrega um humor inteligente e sarcástico. Nele, é possível descobrir uma quantidade incontável de adjetivos e frases de impactos. Com certeza uma grande dica àqueles que gostam de “bajular” outros e que às vezes desconhecem o “abençoado” dicionário. Aqui fica uma “luz” para colegas que assim sentirem necessário. No mais, outros podem garantir boas risadas e infortúnios pensamentos. Descontração garantida para aqueles que sabem apreciar mais que posições eróticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-666032739218004910?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/666032739218004910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=666032739218004910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/666032739218004910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/666032739218004910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/02/fagundes-um-puxa-saco-de-mao-cheia.html' title='Fagundes: um puxa-saco de mão cheia'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1441771261857244833</id><published>2009-02-04T03:14:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:49:14.703-07:00</updated><title type='text'>Em que crêem os que não crêem</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O ser humano ao longo de sua trajetória passou por inúmeras experiências e absorveu conhecimentos distintos que o levaram a descobertas inimagináveis. Esse conhecimento fez o homem pensar, refletir e indagar a respeito de assuntos, até então, considerados acabados. De maneira resumida e, talvez até simplista, entendemos, então, o conhecimento (e esse não é apenas teórico) como alavanca propulsora de idéias, proposições e projetos. Algumas foram (e ainda são) geniais, outras maquiavélicas, prepotentes, ou perturbadoras, dependendo, claro de quem as concebeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Muitos desses pensamentos foram bem aplicados e deram resultados positivos. Prova disso é a tamanha produção e criação desenvolvida pelo homem. Outras, no entanto, poderiam nem ter surgido, mas assim se constrói a história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O duelo entre boas e más intenções inicia tão logo o surgimento dos povos e, nesse primeiro ponto, temos já dois caminhos distintos de proposições: um que defende a criação do mundo por Deus e outro que, pela ciência, explica tudo através de uma série de acontecimentos que desataram no big beng.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nem bem começamos a dissertar sobre o assunto e logo surgem contrapontos. Podes perguntar se isso é ruim. De forma alguma. É com o debate de idéias que crescemos, aprendemos e desenvolvemos o senso crítico. E tudo o que foi dito até agora tem apenas a função de apresentar o livro “Em que crêem os que não crêem”, um diálogo entre Umberto Eco e o padre Carlo Maria Martini, publicado pela revista italiana Liberal, na década de 90.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O debate tem como foco principal tratar da ética, mas, ao entrar nesse perigoso terreno, Eco e Martini falam também de questões como a obsessão por um apocalipse salvador, a esperança que surge de “um fim”, o início da vida humana e homens e mulheres segundo a igreja. Neste último tema, cabe a citação do autor com seu posicionamento frente o divórcio, principalmente entre os católicos: “não vejo por que os laicos têm que se escandalizar quando a igreja católica condena o divórcio: se quer ser católico, não se divorcie, se quer se divorciar, faça-se protestante; reage só se a igreja pretende impedir a si, que não é católico, que se divorcie”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando falado sobre a ética, os caminhos defendidos são ainda mais contrários. Martini propõe que a ética vem, basicamente, de um preceito religioso, ou seja, aqueles que em nada crêem não possuiriam, então, a ética, isso porque não teriam o alicerce básico para se sustentar. Eco, por sua vez, fala que não necessariamente seja preciso crer em Deus para manter uma ética de vida estabelecida. O autor propõe que é possível mantê-la se houver amor ao outro. Simplesmente! Tomando como parte o segundo pensamento, o homem se portaria conforme os seus próprios mandamentos e “para aqueles que a tudo designam punição, ele mesmo (o homem) se punira, talvez de maneira mais cruel ainda”, argumenta o autor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esse é um pensamento que poderíamos caracterizar como “designo de absoluta liberdade”, pois deixa as pessoas a la vonté para que possam decidir o caminho a seguir. Mas, não é assim que “a música toca”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Temos regras, leis, normas. E não são poucas. Para toda ação, uma sansão. Pensar em outra maneira do homem se portar como civilizado é, no mínimo, desafiador. Por isso, o que fica mesmo é “crença” de que, talvez, pudéssemos viver em um ambiente com pessoas de boa fé, sem ganância, injustiça e julgamento. No entanto, para isso cada um precisa entender o que é ética pessoal e profissional, mesmo que elas se complementem. Se caminharmos com as duas juntas quiçá tenhamos uma história um pouco diferente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1441771261857244833?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1441771261857244833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1441771261857244833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1441771261857244833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1441771261857244833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/02/em-que-creem-os-que-nao-creem.html' title='Em que crêem os que não crêem'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3107034942752323632</id><published>2009-01-21T12:07:00.001-08:00</published><updated>2010-08-12T05:49:26.075-07:00</updated><title type='text'>A viagem do elefante</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A maioria dos relatos de viagem, indiferente de quem seja o protagonista, podem seguir dois diferentes caminhos: surpreender ou, e esse é mais trágico e triste, se tornarem “chatos” pelo simples fato de não nos aproximarem dos locais mencionados, como se fossem criados mundos paralelos. Quando essa viagem tem um elefante, bom, daí a história muda um pouco os seus rumos e o “surpreendente” está garantido. Por falar em histórias, quem de vocês leitores conhece o arquiduque Maximiliano da Áustria? Nunca ouviu falar? Então, preste atenção nesse breve comentário, que segue após a leitura de uma “boa história”, carregada de detalhes e peculiaridades, característica de um surpreendente romance, ou conto, como preferir.&lt;br /&gt;Voltando à nossa pergunta, ou melhor à resposta, Maximiliano II é arquiduque da Áustria, recém casado com a filha do imperador Carlos V. A (grande) história desse arquiduque (lembrada e registrada) se passa no século XVI, com início na cidade de Lisboa, em Portugal, quando Dom João III e sua mulher, Catarina d’Áustria, decidiram dar o pobre Salomão (um elefante) a um “compadre”. Salomão havia despertado ínfima curiosidade na sua chegada a Portugal, mas ao longo dos anos caía no esquecimento ao lado de Subhro, o cornaca.&lt;br /&gt;A história dessa viagem, de Lisboa a Viena, José Saramago reconta em “A viagem do elefante”. Relato real, mas que, como comenta o próprio autor, receberam novos elementos descritivos, algumas particularidades e detalhes que da história geral já havia se perdido. É a travessia desse elefante que endossa a mais recente obra do escritor português. Livro carregado de palavras que se entrecruzam e se transformam em poesia, prosa, conto. Durante a viagem, mais que paisagens distintas, nos defrontamos a citações como: “havendo mundo, tudo é possível”, ou “cada um é para o que nasceu, mas há que contar sempre com a possibilidade de que apareçam pela frente exceções importantes”; ou ainda “somos cada vez mais os defeitos que temos e não as qualidades”. É, talvez o autor não nos fale apenas de elefantes...&lt;br /&gt;Mais do que “relatar” uma travessia, Saramago faz considerações sobre a natureza humana e, claro, elefantina. É em uma dessas considerações que o autor comenta a importância de publicidade para pessoas públicas, ainda no século XVI. Ora, se o arquiduque poderia transportar o pobre Salomão (Solimão, como preferir) por vias fluviais, porque fazê-lo em vias terrestres, cansando demasiadamente o imenso animal? “Pensar assim é ingenuidade, ou, no pior dos casos, desconhecer ou não compreender a importância de uma publicidade na vida das nações em geral, na política e em outros comércios”, diz Saramago. Isso porque o desfile de uma grande autoridade acompanhada de um elefante aumenta os números de curiosos e o ibope daquele que o leva. Mas, claro, isso são coisas que só acontecem no século XVI, das quais pouco conhecemos e temos noção.&lt;br /&gt;Quem sabe se alguns dos nossos representantes lessem a obra, seriam acometidos por uma chance ímpar de incorporarem a idéia. Deixariam os aviões de lado, talvez a moda pegasse e, quiçá, nossas estradas seriam transformadas em “tapetes deslizantes”, com pintura, adequada iluminação e fiscalização congruente. Talvez, também, estes políticos pudessem usufruir, assim como o elefante, de um milagre. Porém, para eles seria o milagre da “vergonha na cara”. Mas, que nada, “tudo isso são só palavras, e só palavras, fora das palavras não há mais nada”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3107034942752323632?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3107034942752323632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3107034942752323632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3107034942752323632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3107034942752323632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/01/viagem-do-elefante.html' title='A viagem do elefante'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8790835876971744977</id><published>2009-01-21T12:05:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:49:43.974-07:00</updated><title type='text'>O ovo apunhalado</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que tem um ovo? Como um ovo te observa? Você já se imaginou conversando com algum? Parece loucura, não?! Imagine só: você, trabalhador honesto; religioso por convicção, encarando aquela casca branca que te indaga e te escuta. Mas, e se esse não for apenas um ovo? Se for um ovo apunhalado?&lt;br /&gt;Bom, certamente, muitos de vocês leitores devem imaginar que a loucura anda solta por essas bandas (e também não seremos “loucos” de dizer que isso não aconteceu). No entanto, se deixássemos a sobriez de lado e, no delírio da mente, fizéssemos o que nos vem à mente. Dessas coisas que só à imaginação compete e que, irrefutavelmente, fingimos excluir, deixar para os sonhos. Se, de repente, fôssemos capazes de fazer tudo o que desejássemos daí, então, você conversaria com um ovo?&lt;br /&gt;Esquecendo as retrospectivas, visitas de parentes longícuos, reveillon, comilança (típicas do período), planos e mais planos, voltemos nosso pensamento para o ovo apunhalado e tantos outros temas que nos vêem à cabeça sem nexo ou “fundamento”. Como, por exemplo, o assunto “ordens”.&lt;br /&gt;Ordens são assim empregadas para designar algo a ser feito por alguém em um determinado momento. Muitas delas são descumpridas, passadas por cima, simplesmente ignoradas. Fácil assim: descartadas. Mas fiquemos aqui com aquelas cumpridas. Um exemplo: disse Caio Fernando Abreu “Para ler ao som de Lucy in the sky with Diamonds, de Lennon e McCartney”. Uma ordem clara; exata; direta. A disposição apontada pelo autor gaúcho não nos dá outra opção além de procurar o CD e escutar então a história da Lucy no céu com diamantes. Pronto.&lt;br /&gt;A primeira ordem foi seguida. Agora nos restam as próximas. Estas, nem tão claras assim, nos levam apenas a devaneios ainda mais inconstantes. “Lucy in the Sky with Diamonds” (4X), cantam Lennon e McCartney.&lt;br /&gt;É, ao som dessa bela canção, que conhecemos o ovo de Caio Fernando Abreu em uma seleção de contos no livro assim intitulado “O ovo apunhalado”. Neles, o autor fala, além de ovos, de coisas que gostamos. Dessas que batemos o olho e não tiramos o pensamento; que podem levar a delírios inimagináveis, desejos e pensamentos oblíquos.&lt;br /&gt;O autor nos fala da nossa vontade de “não-precisar-de-ninguém”, mesmo quando mais precisamos. Vontade de se sentir livre para sonhar, imaginar oásis na calçada, comprar gravatas coloridas mesmo que elas nos enforquem. Vontade de sentir a liberdade para viver. Sem pensamentos ocultos. Sem censura, boicote ou revolução. Afinal, se até os ovos são apunhalados o que será de nós que nem casca temos? O ideal é viver. Viver sempre como se nada mais houvesse (e, realmente, não há). Viver de tal forma que seja possível esquecer do ano que passou sem medida, das palavras que não foram ditas, das lágrimas retidas. Viver e viver. Sem insegurança e totalmente entregue. Assim, talvez, sejamos transparentes em nossos sentimentos como é a clara de um ovo. Ou, pelo menos, teremos tentado não ser assim tão “normal” e correto. Para aqueles que quiserem tentar, fica a dica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8790835876971744977?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8790835876971744977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8790835876971744977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8790835876971744977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8790835876971744977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/01/o-ovo-apunhalado.html' title='O ovo apunhalado'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7397811110804478692</id><published>2009-01-21T12:04:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:49:54.145-07:00</updated><title type='text'>Cheiro de Goiaba</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando estamos prestes a iniciar um novo livro, surge aquela expectativa, empolgação, entusiasmo e até dúvida, se ele vai ser tão bom quanto supomos. Algumas vezes, paramos a leitura logo após as “orelhas”, outras vamos até a metade e, claro, têm aqueles que nos fazem ler tudo em apenas uma sentada.&lt;br /&gt;Particularmente, isso se dá com todos os livros, independente se romance, ficção, científico ou biografia. Esse último gênero requer ainda um pouco mais de atenção. Não são poucas as biografias que transformam a leitura em enfadonha atividade. Porém, existem outras que nos “arrepiam”. Essas que nos fazem rir; filosofar quando a frase é de impacto; deixar a página marcada “para talvez usar em algum outro momento” e também, como fiéis consumistas que somos, nos fazem desejar toda a obra do autor em questão. É com as últimas características que apresento “Cheiro de Goiaba”, uma biografia de Gabriel García Márquez.&lt;br /&gt;O escritor colombiano, apaixonado por Kafka, Dostoievski, Tlstoi, Dickens, Flaubert, Balzac, Virgínia Woolf, Steinbeck e Rimbaud, em entrevista ao amigo Plínio Apuleyo Mendonza. Ora em tom de entrevista, ora como desabafo, conhecemos o autor. Criado até os oito anos pelos avós, García Márquez definiu desde cedo muitos posicionamentos que levaria para toda a vida, tal como sua concepção política, a qual afirma que “o governo ideal é aquele que faça os pobres felizes”.&lt;br /&gt;Da avó, D. Tranquilina, herdou o gosto por contar histórias. A maneira “fantástica” e alucinada com que falava de lendas, mortos e espíritos, diz o autor, até hoje ainda o fazem sentir um tremor quando está sozinho. Esse mesmo “tremor” que faz com que ele tenha nas mulheres “um porto de segurança”, assim como aparece em suas obras, onde as mulheres assumem a posição de defesa e guardiãs da família. Do avô, ficaram as lembranças da guerra, os relatos, por vezes, assombrosos, temerários e desafiadores para um menino de oito anos. Relatos que, também, aparecem constantemente nas suas histórias, como em Macondo, nos Cem anos de Solidão em que viveu o povoado.&lt;br /&gt;Por falar em solidão, esse é segundo o autor, o carro chefe para todas as suas obras. É da solidão que saem coronéis, crianças, amores esquecidos, outros inventados. É desse poder de aliar parte de sua própria trajetória, com outras diferentes histórias da América Latina que fazem dos livros de García Márquez serem, sem exceção, do tipo de livros que devoramos em uma sentada. Desde o primeiro livro, o Enterro do Diabo, ao clássico, Cem anos de Solidão, até o favorito do autor, O outono do patriarca, todos são relatos de uma terra marcada pela guerra, exploração e miséria. Miséria vivida pelo próprio autor e que agora ilustra tão bem o seu trabalho. Afinal, como ele próprio diz “a imaginação é apenas um instrumento de elaboração da realidade. Mas a fonte de criação é sempre a realidade”. E, assim, misturando realidade, fantasia e criação temos tantas boas histórias em um só autor. Livros que demoraram de dois a 17 anos para ficarem prontos, mas que hoje servem para saciar aqueles em que a fome é maior que de comida. Mais do que a dica para a leitura de “Cheiro de Goiaba”, fica aqui a sugestão de todas as obras do autor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7397811110804478692?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7397811110804478692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7397811110804478692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7397811110804478692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7397811110804478692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/01/cheiro-de-goiaba.html' title='Cheiro de Goiaba'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-668733844788005454</id><published>2009-01-21T11:52:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:50:13.374-07:00</updated><title type='text'>Carrasco do amor</title><content type='html'>&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote style="color: black;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Incrível como algumas palavras, por menor que sejam, possam causar tamanha impactação, estranheza e relutância entre as pessoas. Digo “algumas palavras” porque não são todas as horas que estamos dispostos a pensar em nós e nos outros e refletir sobre o significado e sentido de “algumas palavras”. No instante que isso acontece, a cabeça ferve, os pensamentos se cruzam, as idéias se fundem e, de repente, vão chegando palavras atrás de palavras. Algumas formam bonitas frases, outras se colocam tal como a que dá início ao livro dessa semana “O carrasco do amor”, de Irvin Yalom. A frase é “o que você quer?”.&lt;br /&gt;São essas quatro palavrinhas que dão início à narrativa de dez casos diferentes de pessoas que enfrentaram seus problemas. Mas, você poderia perguntar o que esse questionamento (“o que você quer?”) tem a ver com problemas?! Acontece, segundo o autor, que tanto querer e tanta saudade esbarram na dor. Essa, por sua vez, nos lembra que os desejos não são totalmente realizados e daí vem a frustração. Nesse momento, então, passamos a procurar ajuda, tal como esses dez indivíduos que procuraram o psicoterapeuta Yalom.&lt;br /&gt;A situação em comum dos casos é o querer. Todos “apresentam problemas comuns da vida cotidiana: solidão, enxaqueca, auto desprezo, impotência, compulsão sexual, obesidade, hipertensão, tristeza, obsessão amorosa consumidora, oscilações de humor, depressão” e querem resolver seus problemas. Assim, todos esses “probleminhas” têm raiz no querer e se elevam à temida “dor”. É essa “dor existencial” que, segundo o autor, é a base da psicoterapia. Porque através dela temos consciência de até onde poderemos ir com nossos anseios. “As lutas instintivas reprimidas” ou os “fragmentos imperfeitamente enterrados em um passado pessoal trágico” são, conforme explica Yalom, a angústia básica que emerge dos esforços (querer) do indivíduo em seu cotidiano.&lt;br /&gt;De maneira resumida (e talvez até limitada em detalhes) significa dizer que queremos a todo o instante. Nos esforçamos ao máximo diante de certas tarefas e mesmo assim, não são poucas as vezes que surge a angústia por não obter um resultado final de acordo com o imaginado. Essa angústia se transforma então em dor e é curada apenas com a vontade de cada um, tal como nos casos desse livro, que é técnico e extasiante ao mesmo tempo. Que pode até parecer específico demais à área da psicoterapia, mas cabível diretamente em nosso cotidiano. Por exemplo, quando o autor diz: liberdade significa que a pessoa é responsável por suas próprias ações e condição de vida. Será que isso só serve apenas a psicoterapeutas?!&lt;br /&gt;É uma boa dica para iniciarmos nós uma auto-avaliação. Por isso, arrisco dizer que esse é um livro que serve tanto para especialistas como para pessoas como eu e você. Basta querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“É possível enfrentar as verdades da existência e aproveitar o seu poder para a mudança e o crescimento pessoal”. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-668733844788005454?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/668733844788005454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=668733844788005454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/668733844788005454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/668733844788005454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2009/01/carrasco-do-amor.html' title='Carrasco do amor'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6898449884668131305</id><published>2008-11-18T14:12:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:50:36.240-07:00</updated><title type='text'>O silêncio dos amantes</title><content type='html'>&lt;blockquote style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já disse Bethoven: “Não interrompa o silêncio se não for para melhorá-lo”. Foi nisso que pensei quando comecei a ler o livro de Lya Luft, “O silêncio dos amantes”. Primeiro, porque me instigou o que seria esse silêncio “apaixonado” e segundo porque o que seria melhor que o silêncio? Foi com esses dois pensamentos que passei as 159 páginas de histórias fantasiosas criadas pela autora. São contos de pessoas comuns, pessoas como eu e você, que não entendem nada (ou pouco) da vida, mas que mesmo assim vivem com vigor todos os dias. Pessoas que, por vezes, não percebem o silêncio, aquele que vem de dentro, que apazigua, que eleva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foi pensando também nos vários momentos de silêncio que temos que supus existirem várias formas de calar. Há o silêncio tristonho, ofegante, decrépito, apaixonado, esperançoso, momentâneo, incrédulo e perpétuo (e com certeza poderiam ser citados tantos outros). Para cada um deles um lugar, uma feição, um sentimento. Assim, cada silêncio revela uma emoção, ou a falta dela. Mas, antes que o nosso pensamento se perca, a autora lembra: “silêncio demais vira lamento”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É dessa forma que Lya Luft apresenta histórias de pessoas apaixonadas, ora pela vida, ora pelos filhos, marido, pais e mães. Fala dessa paixão que mantém vivas pessoas felizes. A autora fala também da morte dessas pessoas e foi aí que ative meus pensamentos. Afinal, como parece injusto quando “algumas” pessoas morrem não é verdade? Surge uma raiva, um rancor, algo como inquietação e discordância dessa opinião da qual não somos consultados. Não interessa se éramos pessoas realmente próximas: a morte chega e pronto. Depois dela restam riscos de uma memória por vezes fantasiosas, resta a saudade, a amargura e a nostalgia de “ter ficado”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez por isso a autora fale tanto em silêncio. Talvez, então, a morte não seja nada mais que um silêncio prolongado. Desses que tememos alcançar e que só sabe quem viveu. Desses onde só “a dor faz parte” e onde os olhos não alcançam. Um silêncio que só quem fica para saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“Entre o sim e o não é só um sopro, entre o bom e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos – e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna tão simples e tão indiferente”.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6898449884668131305?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6898449884668131305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6898449884668131305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6898449884668131305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6898449884668131305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/11/blog-post_18.html' title='O silêncio dos amantes'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3253381737236719851</id><published>2008-11-18T14:09:00.000-08:00</published><updated>2010-08-12T05:50:58.196-07:00</updated><title type='text'>O diamante do tamanho do Ritz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dizem que a primeira impressão é a que fica.... Bom, se assim for tenho mais um vício de leitura: o irlandês Francis Scott Fitzgerald. Os motivos que me levam a esta dedução (ou conclusão) não são poucos: a indicação “conceituada” de quem recebi o livro, a bela maneira como escreve o autor e, simplesmente, por ter um brilho idêntico ao de diamantes (mesmo sem nunca ter visto o mesmo). Por falar em diamantes, até aonde vai a tua ambição? O que faria para proteger um tesouro, o teu tesouro, desses tipo filme de navio pirata? Nós que trabalhamos todos os dias para sustentar necessidades básicas humanas (e algumas coisinhas a mais), para manter aquilo que podemos chamar de “inspiração” ou “amor à profissão” sabemos bem o que é buscar e proteger um tesouro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há quem diga que uma pessoa sem ambição não vai a lugar algum. E, como todo mundo vai a algum lugar um dia, poderíamos dizer que essas ambições fazem parte da racionalidade humana geradas por algo como a “loucura química” de que somos acometidos, pela embriaguez divina, e pelo tão natural e simples egoísmo. Diariamente mantemos uma rotina abarrotada de tarefas, por vezes, tempestuosa e árdua. Por isso, o autor sugere em determinado trecho do livro “O diamante do tamanho do Ritz, e outros contos”: “foi um grande pecado a invenção da consciência” e complementa dizendo: “o sono é o refúgio da loucura e insensatez”. Talvez, o que o autor quer nos dizer é que acordados, sonhamos de acordo com nossas possibilidades e limitações e dormindo extrapolamos. Já dizem os psicólogos que o sonho é a manifestação do inconsciente, daquilo que, conscientemente, reprimimos. Confuso? Talvez. Afinal, a vida o é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Porém, enquanto não temos diamante, sugere Francis Scott Fitzgerald, nos alimentamos de uma embriaguez divina acessível a todos: o amor e a desilusão. Talvez, trabalhemos em intensa proteção do nosso tesouro diariamente, mesmo sem percebê-lo. Porque afinal o que é o nosso tesouro? Falamos apenas de dinheiro ou entram aí ideais, planos, memórias e recordações? É, quem sabe, guardemos nós também um tesouro ao qual protegemos diariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É assim, como se estivesse protegendo um tesouro, que o autor nos apresenta três contos. Em cada um deles uma história distinta e instigante. Dessas que nos fazem dormir tarde e acordar cedo para terminá-las de uma vez só. Dessas que nos fazem sentir a vontade de comprar (ou ler) todos os livros do autor. É, talvez seja essa a minha ambição. E a tua, conseguiste descobrir ou irá esperá-la no próximo sonho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3253381737236719851?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3253381737236719851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3253381737236719851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3253381737236719851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3253381737236719851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='O diamante do tamanho do Ritz'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-6399296167921386819</id><published>2008-10-30T03:46:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:51:09.713-07:00</updated><title type='text'>A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Muito se fala em consumismo, marca e o valor que damos a ela. Não são poucas às vezes que pagamos caro por ela (e em muitos casos é só por ela mesmo!). Falando em pagar caro, qual o maior valor que você investiu em algo ou qual a sua maior dívida? Quantos foram os dígitos que por dias te atormentou e o levou à lotérica (ou qualquer banco) para saldar a conta? Talvez seja melhor nem lembrar... É claro que esse cálculo (de o que é bastante ou pouco) depende da condição social e do poder aquisitivo de cada um. Mas e sua dignidade, por quanto venderia? Sem preço? A de Cândida Erêndira custou um dia de cansaço, equivalente a 872.315 mil pesos.&lt;br /&gt;No caso de Erêndira, dignidade tem preço sim, mas este pode variar de 250 a 50 pesos, dependendo da proposta do comprador. Quem é Erêndira? É a bastarda de 14 anos criada por Gabriel García Márquez em “A incrível e triste história da Cândida Erêndida e sua avó desalmada”. Essa bastarda (que azar!) teve a infelicidade de, após um dia exaustivo de trabalho, deixar queimar toda a fortuna de sua avó (desalmada). Sem outro recurso, paga com a única coisa que tinha passível de venda: o sexo. Mas calma lá! O livro não é pornô gente! O que o autor nos fala é que, sem perceber, aos poucos Erêndira vendia mais. Vendia sua esperança, sua juventude e, principalmente, vendia aquilo que caracteriza a todos como seres humanos. Com isso ele nos faz pensar: será que também ela se tornaria desalmada como a avó?&lt;br /&gt;É assim, dando nó na cabeça, que Gabriel García Márquez nos apresenta mais uma história. Destas que nos fazem pensar, delirar sobre o que nós mesmos fazemos, ou deixamos de fazer. Pensei, por exemplo, até que ponto somos capazes de “nos vender” ou, ainda, qual o preço de nossa vida? É possível perceber isso em números? Não sei, assim como não sei precisar de um todo o que quis nos dizer o autor. Afinal, até que ponto temos preço, somos nós também desalmados? Desalmados, de acordo com definição do dicionário Michaelis, significa “desnaturado, desumano, perverso; que não tem consciência; que mostra maus sentimentos”. Pensando bem, acho que realmente não somos desalmados. Egoístas, mesquinhos, complacentes, narcisistas, talvez. Quem sabe até gulosos e insensíveis. Mas desalmados não! Não é porque não damos a mínima às questões ambientais, ou porque pensamos apenas no dinheiro (lucro, compras), beleza, fofoca, nem tão pouco por desacreditarmos em outro modelo econômico, na paz do mundo (incluindo o Iraque...). Não é por nada disso que seríamos considerados desalmados. Isso não! Talvez bárbaro seja a palavra certa. Por enquanto, sem definição exata, fazemos de conta que o problema (que problema?) não é nosso. Assim é mais fácil. Resta mais tempo para falar do futuro (que futuro?), dos nossos planos (econômicos) e nossos objetivos. Pensando só em nós mesmos o trabalho é menor. Assim somos mais felizes e de almas puras (e não desalmados!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-6399296167921386819?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/6399296167921386819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=6399296167921386819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6399296167921386819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/6399296167921386819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/10/blog-post_30.html' title='A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1322208518201937039</id><published>2008-10-22T04:47:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:51:21.327-07:00</updated><title type='text'>Ninguém escreve ao coronel</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Por quanto tempo és capaz de esperar?&lt;br /&gt;Qualquer tipo de espera, seja em consultório, terminal rodoviário, sofá de casa, fila de banco, carteira escolar, à frente de um computador, demora! Quando esperamos por coisas que sequer sabemos se virão, pior ainda. Quer dizer, mais agoniante ainda. Às vezes esperamos por um telefonema. Outras esperamos aquele amor bonito, perfeito, sem brigas... Esperamos o emprego dos sonhos, o filho quietinho, o salário aumentar, mas também esperamos por algo que agora não me vem o nome. Aquilo que nos faz levantar todos os dias, olhar para frente e encarar tudo com o mesmo jeito esperançoso e confiante de sempre (exceto os dias em que o “pé esquerdo” prevalece). Sem saber se realmente vamos ter algo de diferente, esperamos. Esperamos por aquilo que nem sabemos se existe.&lt;br /&gt;No meio de tanta espera surgem alguns acontecimentos inesperados. Estes, por vezes, nos surpreendem de maneira positiva (a amizade feita no ônibus e que dura muito mais que uma viagem, o bate-papo que vira desabafo, o email desconhecido falando sobre algum trabalho que nem lembramos mais ter desenvolvido...). Outros, ah! Esses são melhor nem lembrar.&lt;br /&gt;Talvez, em um curto raciocínio, possamos chegar à ínfima conclusão de que é na espera que vivemos, mesmo sabendo que “a única coisa que chega é a morte”. É o coronel foi duro ao nos falar da morte. Porém, mais dura ainda é a espera dele, do coronel de que nos conta Gabriel García Márquez, em “Ninguém escreve ao coronel” (no título original: “Coronel no tiene quien le escriba”). Todas as sextas-feiras ele vai até o porto e espera. Passam-se décadas e ninguém escreve ao coronel.&lt;br /&gt;O que o coronel espera que lhe escrevam o autor não descreve em apenas uma linha. Isso nos leva a pensar que talvez ele espere apenas por uma boa notícia como a aprovação de sua aposentadoria, um novo lance de valor para o seu galo, o resultado de uma loteria que ele nem sequer apostou, ou simplesmente ele espere que lhe escrevam. Pouco? É, pode ser que pareça pouco diante da grande miséria em que vive o coronel. Mas talvez tenhamos que sentir esta pobreza para pensar no que nós esperamos que nos escrevam. Ou ainda (e isso é só um devaneio) talvez seja simplesmente para nos fazer pensar em como esperamos. Incrédulos, apáticos, mesquinhos, covardes, ou como o coronel: esperançosos e confiantes. Talvez também eu tenha esperado muito para dizer tão pouco ou, quem sabe, dizer quase nada. Mas enfim, o que ficou foi o pensamento de que é preciso esperar com fervor, determinação e, é claro, sem pressa. Talvez, a espera seja mais profícua. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1322208518201937039?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1322208518201937039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1322208518201937039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1322208518201937039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1322208518201937039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title='Ninguém escreve ao coronel'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8370620429271281177</id><published>2008-09-30T18:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:51:35.546-07:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a cegueira</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;br /&gt;Diariamente abrimos os olhos e vemos. Vemos ao nosso lado o filho que desfruta o sono profundo, o namorado a acordar, o relógio a apontar as horas, vemos o dia claro, escuro, chuvoso, quente, frio. Vemos a janela bater, as folhas caírem... O que tem de mais nisso? Aparentemente nada, afinal, todos, sem distinção de raça, credo ou gênero podem aproveitar este gozo da vida (a parte aqueles que por algum motivo perderam a visão). Por ser tão naturalmente praticado que o “poder” da visão nem sempre é tido como algo realmente glorioso. E, assim, vamos usufruindo desse bem.&lt;br /&gt;Somos dependentes da visão para o desempenho de simples tarefas, como a leitura de um livro, por exemplo, virando página por página, atentos a informação de cada linha. Mas, e se de repente fossemos acometidos por uma cegueira repentina?! Tudo bem, sei que a probabilidade de isso acontecer é, praticamente, nula. Mas pense! Se, de repente, está você a ler um livro (como o fiz recentemente) e, sem mais nem menos, surgisse uma “treva branca” em sua frente. Ou tomando banho, levantando-se da cama para arrumar o café, na rodoviária a espera de um amigo, ou no carro, em frente ao semáforo que até o momento estava vermelho impedindo a tua passagem e que você, pacientemente e rotineiramente, espera passar à luz verde. Se nesse momento tudo sumisse dos teus olhos e visses apenas uma luz branca. O que faria? É este o afrontamento que nos coloca o brilhante escritor português José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira. De repente, na cidade inventada por Saramago ninguém mais vê. Tudo começa aos poucos, um ou outro caso isolado de cegueira. O desespero no início aflige apenas os “amaldiçoados” que perderam a visão e logo se espalha a praticamente todos os outros moradores da cidade. Cegas, essas pessoas precisam redescobrir o mundo. Mais do que isso precisam se reconhecer sem a imagem refletida no espelho. Confesso, e muitos leitores hão de concordar, que a angústia surge como algo natural em meio às páginas. Como se fosse nós mesmos, tentamos tatear, sentir, ouvir e perceber as coisas que à visão já não cabe. Angustiamo-nos porque pensamos que poderia ser conosco. Poderíamos nós estar ali, sem ver, num mundo novo e incerto. Embora o auto alerte que “só num mundo de cegos as coisas são como são”, temos medo. Medo do que está a nossa frente que não conseguimos ver. Em entrevista a algum jornalista o autor diz: “Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida”. Se a intenção era nos fazer sofrer, mais uma vez o conseguiu o autor. Mas não sofremos apenas pela possibilidade de, talvez, sermos nós os próximos a cegar. Sofremos pela maneira grosseira que levamos a vida e, principalmente, pela semelhança que temos com eles, os bichos. Bichos que matam para comer. Seres capazes de tudo pela sobrevivência. É esse homem sujo e nojento que conhecemos. Mas, além disso, o autor fala que “cegueira também é viver em um mundo que tenha acabado a esperança”. E afinal, se somos todos cegos, qual foi a última coisa que vimos? Qual foi a última rua pela qual passamos? O que guardaremos para sempre na memória? Ou será que somos nós também cegos que mesmo vendo, não vemos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Boa Leitura!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8370620429271281177?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8370620429271281177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8370620429271281177' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8370620429271281177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8370620429271281177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/09/blog-post_30.html' title='Ensaio sobre a cegueira'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-2300145804623920236</id><published>2008-09-25T04:26:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:51:55.613-07:00</updated><title type='text'>Lembrança de velhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;br /&gt;Que o tempo passa muito rápido, não há dúvida, acho até que estou me tornando uma chata no assunto, tamanha a inquietação em “não ter tempo pra nada”. Passamos dias e até meses sem perceber a nova ruga adquirida no rosto, o convencionismo de que “sempre foi assim” e então é melhor não arriscar, a apatia diante de alguns assuntos... Enfim, levamos um susto ao olhar para o calendário e perceber que, por falta de tempo, nem a paginazinhas foram viradas. Nesse momento temos, então, a nítida noção de quantos dias passaram e quantos ainda faltam até o “ano novo”. Um pouco de susto, um pouco de medo são naturais neste instante, mas continuamos.&lt;br /&gt;Por falar em tempo, que idade você tem? 14, 19, 21, 28, 33? Nenhuma das datas apresentadas? É, não ando muito bem no “chute”. Mas, te pergunto a idade para questionar qual a imagem que você tem de “velhos”? Cabelos brancos, memória fraca, sabedoria, bons conselhos, pensamentos antiquados? Como você percebe pessoas velhas? Provavelmente tenha uma distinção de alguém com 25 anos, por exemplo. Mas o que é?!!&lt;br /&gt;A palavra velho simboliza, dentre tantas outras coisas, uma pessoa que viveu muito e que tem história para contar (seja ela atrativa, ou não). Estas histórias são narradas ao redor do fogão à lenha, em uma noite que a TV, o rádio e o computador são esquecidos, ou em um dia com a família reunida. Mas, histórias assim também podem ser contadas em livros. Tudo bem, não terá o mesmo calor que emana do fogo, mas a intensidade com que é narrada se assemelha, e muito, às histórias da “vovó”. Um exemplo: “Lembranças de Velhos”, de José Luiz Zambiasi. A obra traz cinco histórias distintas de imigrantes descendentes de italianos, oriundos do Rio Grande do Sul, com destino ao Oeste Catarinense com intuito único de construírem as suas trajetórias de vida.&lt;br /&gt;O livro apresenta de maneira simples um pouco da história de luta, coragem e força desta gente e se diferencia de tantos outros que tratam do período colonizatório da região através dos depoimentos destes “velhos”. Com eles a história ganha vida, cor, forma e deixa de ser apenas um período no passado. Com os depoimentos, o autor os deixa ativo nos relatos e nos faz pensar na memória que temos e nas histórias que um dia vamos contar. Se é que temos alguma, afinal o tempo passou tão rápido que, por vezes, fazemos apenas aquilo que somos “obrigados”, sem tempo pra historinhas. Talvez, foi pensando nisso, e chutando melhor do que eu, que o autor coloca que nos situamos, cotidianamente, entre o ato de lembrar e o ato de esquecer. Entre versões oficiais de nossa vida e o nosso desejo de como ela deveria ser. Entre o que fizemos, o que pretendíamos ter feito e o que continuamos a fazer. É entre tudo isso que está a nossa vida, marcada por situações bizarras, cômicas, trágicas e normais, que podem até (imaginem só!) virar uma história no futuro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-2300145804623920236?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/2300145804623920236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=2300145804623920236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2300145804623920236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2300145804623920236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/09/lembranas-de-velhos-que-o-tempo-passa.html' title='Lembrança de velhos'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8944448820298779600</id><published>2008-09-17T07:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:52:04.904-07:00</updated><title type='text'>Crônica de uma morte anunciada</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O ser humano é por si só insatisfeito. Busca sempre mais, e de variadas maneiras. Nunca nos contentamos com o almoço do dia, o elogio do chefe (ou do namorado). Como diz a música: queremos sempre mais. Esta busca insaciável também nos torna inconstantes. Nunca somos os mesmos, porque nossos objetivos também não são. Claro, não falo aí das posturas adotadas como empregado, “patrão”, líder, mas sim de nossa inconstância psíquica e emocional. Desenvolvemos nossas atividades rotineiras tal como devem ser feitas. À noite paramos para pensar e nos vem a sensação que nada foi feito. Por quê? Arrisco uma resposta: porque, na maioria das vezes, não fazemos aquilo que gostaríamos de fazer. Fazemos o que DEVE ser feito. E, como os dias passam depressa, em alguns momentos somos até incapazes de perceber isso. Deixamos então, ao inconsciente que “cuide” do nosso desejo recalcado e continuamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A falta de tempo é, além de uma boa desculpa quando não se quer visitar a sogra, um prejuízo à criatividade e à emoção humana. Olhamos nossa lista de coisas a fazer e comparamos com o tempo: deixamos de lado o livro e o CD, também a viagem e a visita ao velho amigo (mesmo porque o dinheiro está curto). Fazemos o que é realmente necessário. Mas e se, de repente, você soubesse que morreria amanhã? O que você faria nas próximas 24 horas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Como exercício, tentei pensar em algumas coisas. Se não for parecer petulância, sugiro o mesmo a quem lê esta resenha. Então, em meio aos meus devaneios “decidi” que se morresse amanhã acordaria mais cedo, veria o nascer do sol, encontraria pessoas distantes, falaria o que está engasgado na garganta, faria coisas que nem sequer posso imaginar, enfim, faria tudo o que fosse possível para não partir desta para uma melhor sem ter aproveitado um pouquinho. O sentimento é de desnorteio. São tantas coisas que não consigo citar mais que estas. Talvez, os leitores tenham encontrados muitas outras “atividades” para este dia fúnebre e definitivo. E, somente talvez, isso seja uma prova de quão somos mesquinhos com nossas vidas. Porque pensar em “coisas assim” somente próximo ao fim? Ok. A resposta já surgiu: precisamos trabalhar, cumprir funções e obrigações, em suma, devemos dançar conforme a música. E, pensando assim, até que seria bom se tivéssemos alguém que nos falasse desse dia. Alguém que nos dissesse: “aproveita que amanhã não tem mais”, talvez assim, a nossa listinha de “afazeres” diminuiria. Mas, talvez tenhamos o mesmo azar que Santiago Nasar e percebamos a morte perto demais para que seja possível fazer algo de diferente. Quem é Santiago Nasar? Ele é aquele que todos sabiam que iria morrer, mas que não tiveram coragem de avisar. Ele é o personagem criado por Gabriel García Márquez em “Crônica de uma morte anunciada” para nos chamar a atenção de que nem sempre somos informados de coisas assim, relevantes. A morte dele foi anunciada para quem quisesse saber. Apenas ele não soube o fim que teria. Gabriel García Márquez nos avisou, e agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8944448820298779600?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8944448820298779600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8944448820298779600' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8944448820298779600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8944448820298779600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/09/blog-post_6763.html' title='Crônica de uma morte anunciada'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-5870509632257986620</id><published>2008-09-17T07:03:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:52:18.584-07:00</updated><title type='text'>Retratos de exclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nada como ter liberdade. Poder decidir o que quer e o que não quer. Sentir o gostinho de decisão nas pequenas coisas, realmente, é extasiante. Este “poder” de decidir nos torna mais astutas e influentes, mesmo que a resolução a ser tomada diga respeito apenas a nós mesmos.&lt;br /&gt;Ok! Até aí o relato (desabafo?) não trouxe novidade alguma a estas poucas linhas. Por quê? Porque tudo vai muito bem até o momento em que passamos a decidir pelo outro. Tanto faz se na vida a dois, três, quatro, ou o escritório inteiro. Decidir por outra pessoa é tornar obsoleto o sentimento de “liberdade” acima mencionado. É anular vozes que surgem ao nosso redor. Poderia até dizer que é “etnocentrismo puro”, se é que a expressão existe.&lt;br /&gt;Isso, sem falar no julgamento. Ahh, como somos severos, por vezes até carrascos conosco, com amigos, irmão, pai, mãe, etc.. Somos peritos em julgar, dar sentenças e prever punições. Punições estas que, é claro, indicamos conforme a “atrocidade” que nós (puros e sábios) julgarmos incoerentes. E, em alguns momentos, quando percebemos fomos longe demais. A tendência é que estes julgamentos piorem quando tratamos de algo desconhecido, ou algo que tenha um forte grau de preconceito. Exemplo? HIV/Aids.&lt;br /&gt;A doença existe há três décadas. No início, era conhecida como “peste gay”, por ter sido detectada em homossexuais americanos, sendo a ser considerada uma punição por tal prática (eis o JULGAMENTO). Na década de 90, a doença esteve associada à promiscuidade ou ao convívio de situações de risco, como o uso de drogas injetáveis e o compartilhamento de seringas.&lt;br /&gt;Cansado de ouvir falar em HIV/Aids? Então, preste atenção nos dados abaixo e pense, realmente, se este é um “problema” penas de quem tem o vírus.&lt;br /&gt;De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 40 milhões de pessoas possuem a enfermidade, das quais 20 milhões já morreram. A cada segundo acontecem 14 novas infecções. As mulheres representam 43% do universo de adultos. Desde o início da epidemia, mais de quatro milhões de crianças com menos de 15 anos já adquiriram o vírus em todo o mundo. Acrescentamos a esta lista, os familiares e a rede de convívio de pessoas com a doença, que de alguma forma sofrem com os seus reflexos.&lt;br /&gt;Como pôde ser observado, são muitas as pessoas envolvidas pelo vírus. E, foi para da um “chacoalhão” no preconceito relegado a estas pessoas que, em 2004, Silvia Regina Mendes lançou “Retratos de Exclusão”. Trabalho que faz uma síntese da história da doença, da criação do Grupo de Apoio e Prevenção à Aids de Chapecó, Gapa, em 1985, e, mais ainda, sobre a discriminação aos portadores da doença. Para isso, Silvia usou de depoimentos de pessoas que convivem com o vírus, familiares e voluntários. Se a intenção era chocar e emocionar. Funcionou.&lt;br /&gt;Talvez, lendo o livro possamos ter uma vaga idéia do que um pré-julgamento pode causar na vida de uma pessoa. Aqui foi citado o caso de HIV/Aids, mas quantos outros julgamentos terão de ser feitos até que respeitemos a diferença, escolhas, modos e vida enfim, até que respeitemos a vida dos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“É muito fácil falar de preconceito, mas muito difícil ser vítima dele. Para saber o que se passa, é preciso ser um paciente e carregar no sangue o estigma de uma doença, cuja única certeza é ter que conviver com ela até a morte&lt;/i&gt;”, Silvia Regina Mendes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-5870509632257986620?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/5870509632257986620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=5870509632257986620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5870509632257986620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/5870509632257986620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/09/blog-post_17.html' title='Retratos de exclusão'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3942186621622064440</id><published>2008-09-11T04:54:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:52:34.894-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div align="center" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;"Me busco em músicas que dão ritmo ao que sinto de forma silenciosa, e me busco em trechos de livros que revelam idéias que mantenho ainda embaralhadas... Então, escrevo e me busco em frases feitas e frases inventadas, colocando uma palavra atrás da outra na tentativa de construir uma lógica, um atalho, uma emoção que eu consiga sustentar e repartir. Depois que fecho o computador me busco no sono, nos sonhos, no inconsciente, no meu lado noturno, sombrio e, por vezes, perco a coragem e tudo me amedronta, a começar pelo fato de que o dia terminou e a busca não se encerrou, nem irá, porque esse tipo de busca não se encerra", Martha Medeiros.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3942186621622064440?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3942186621622064440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3942186621622064440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3942186621622064440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3942186621622064440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/09/blog-post_11.html' title='...'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-2561026318762641123</id><published>2008-09-04T05:40:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:52:48.162-07:00</updated><title type='text'>O livro dos sustos</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Falamos sobre a correria diária, os trilhões de coisas que temos para fazer, as promessas que insistimos em mencionar tentando administrar o tempo (algo como: ler o livro comprado há dois meses, enviar aquele email ou fazer uma ligação a um amigo de longa data, enfim, promessas não nos faltam), mas pouco falamos sobre nossos medos. Talvez, por medo de que eles se tornem mais poderosos, ou, talvez, porque nem para isso mais tenhamos tempo. Talvez...&lt;br /&gt;Pensar nos medos apenas quando os sentimos. E por falar em o sentir, abro a porta do banheiro e lá está ela: poderosa, astuta, pronta para a guerra. Quem? A dona barata. Ah, quantos tipos diferentes de pavores me causa aquela coisa que ora voa, ora é rápida, ora anda em círculos (ou em qualquer direção). Ela que é ágil o suficiente para fugir sem que eu me de conta para que lado ela foi, o que, na verdade, não muda muito, já que após este encontro, encosto a porta do banheiro e evito o máximo possível precisar daquele cômodo da casa.&lt;br /&gt;Mas, o que tem a ver a barata inoportuna da minha casa com o medo que propus nas primeiras linhas? Num primeiro olhar, apenas o objeto que nos leva a este sentimento. No entanto, se nos deixarmos levar por 05 minutos de flerte percebemos que surgem mais alguns elementos, como por exemplo, o fato de deixarmos de fazer alguma coisa por medo de que não dê certo, de não agradar as pessoas ao nosso redor, medo da frustração, medo de não conseguir fazer, aprender, ou ensinar. Medo de magoar, temos medo até de ser feliz (se para isso for preciso ousar muito além do que costumamos fazer, então, nem se fala). Isso tudo sem falar nos medos da nossa infância: bicho papão, o monstro embaixo da cama (ou dentro do armário), alienígenas, vampiros, múmias, barulho da máquina do dentista, cães brabos, e uma série de outros temores que são brilhantemente descritos na obra infantil de Rosana Rios, “O livro dos sustos”. Foi ao ler sobre estes medos que lembrei de tantos outros. Medos de gente grande? Não sei. Sei apenas que hoje eu ri lendo o livro e pensando em como temia por tudo aquilo. Isso me faz pensar se daqui a algum tempo também darei boas risadas dos meus medos atuais. O que, de certa forma, preocupa, porque me faz pensar que o medo sempre existirá. E isso não me agrada. Mas, talvez, como proponha a autora ao falar de “medos infantis”, devamos enfrentar estes medos para aniquilá-los. Para isso, uma boa dose de coragem e talvez um pouco de audácia ajudem. Afinal, se conseguíamos quando criança, porque não pegar o inseticida e sair às catas da senhora barata. Talvez funcione!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-2561026318762641123?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/2561026318762641123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=2561026318762641123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2561026318762641123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/2561026318762641123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title='O livro dos sustos'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1547706127897637589</id><published>2008-08-27T09:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T05:53:23.840-07:00</updated><title type='text'>Coisas da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;br /&gt;Os dias passam de pressa. Não nos questionam sobre quantas coisas queremos e precisamos fazer. Eles têm exatamente 24 horas. E temos 24 horas para trabalhar, dormir, comer, ser simpática, bem humorada, relaxar, ler um livro, estudar, dançar, namorar, viajar, conversar com os amigos, tomar um chimarrão (um café, ou uma cerveja), ir ao banco, pagar as contas, fazer outras e até ficar sem fazer nada. Ufa! Pouco tempo para tanta coisa... Então temos que escolher apenas algumas delas e deixar outras para as próximas 24 horas. E o que escolhemos? Primeiro as obrigações relacionadas a prazos, é claro, porque embora exista a máxima de que brasileiro deixa tudo para última hora, alguns, e não são poucos, mantém com firmeza os prazos estabelecidos por outros que também têm prazos a cumprir.&lt;br /&gt;Voltando ao assunto, afinal o tempo urge, realizamos atividades que estejam relacionadas às obrigações diárias. Trabalhamos e continuamos com nossos afazeres. Nosso escape é o sono. Este sim pode ser reduzido para que outras coisas possam ser feitas. Reduzindo o sono, reduzimos também os sonhos, sejam eles profanos, delicados, imorais ou até mesmo desprezíveis. Reduzimos nossa capacidade de sonhar e nos permitimos cada vez menos a extrapolar e fugir das regras. Buscamos apenas o certo, em oposição do errado, sem perceber que existe todo o resto.&lt;br /&gt;Neste “todo resto” estão as delícias, os abraços, beijos, carícias e uma infinidade de outros sentimentos. No entanto, é neste todo resto que estão as coisas que deixamos para outro dia. Torcemos, então, para esse dia realmente chegue e assim possamos voltar a sonhar, afinal, devaneios são agora luxo de quem consegue organizar o tempo e definir ele próprio a sua rotina, sem perder os prazos, nem os amigos e muito menos a namorada.&lt;br /&gt;O tempo passou tão rápido que nem percebi que deveria apenas falar do livro que me levou a delírios como esse, em um dia que a pressa coordena minhas atitudes. E afinal, qual é o livro? Sim. “Coisas da vida”, um livro de crônicas de Martha Medeiros. Uma ótima pedida para quem deseja distrair e parar um pouco para pensar em coisas “fúteis”, como a nossa influência no cotidiano, ou vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1547706127897637589?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1547706127897637589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1547706127897637589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1547706127897637589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1547706127897637589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/08/de-7-em-7-dias.html' title='Coisas da vida'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-1937185656907723974</id><published>2008-08-20T10:14:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:07:27.813-07:00</updated><title type='text'>Devaneios...</title><content type='html'>&lt;div align="center" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;"O amor é certo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;o ódio errado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;e o resto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;é uma montanha de outros sentimentos",&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt; Martha Medeiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-1937185656907723974?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/1937185656907723974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=1937185656907723974' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1937185656907723974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/1937185656907723974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/08/devaneios_20.html' title='Devaneios...'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-4549948091592974114</id><published>2008-08-20T10:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:01:34.456-07:00</updated><title type='text'>Memórias de minhas putas tristes</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Aniversários geralmente são dias de festas, presentes e muita alegria. Geralmente! Há também os aniversários carregados de nostalgia, desassossego, inquietude e, às vezes, frustração. Cada um concebe este dia de formas bem particulares, ou conforme o estado de espírito em que se encontra. Agora, multipliquem estes presentes, estas festas, a nostalgia e a frustração por noventa anos. É isso que faz o célebre Gabriel García Márquez em “Memória de minhas putas tristes”.&lt;br /&gt;“Também a moral é uma questão de tempo”, alerta o autor ao narrar a primeira (e única?) história de amor do cronista e professor aposentado. Este que, no dia do seu aniversário de 90 anos, resolve se dar de presente uma noite extasiante com uma virgem. Foi a partir do insólito telefonema à velha conhecida Rosa Cabarcas que surge uma nova vida “numa idade em que a maioria dos mortais está morta”. E, após acertadas algumas formalidades, só restava esperar que a noite chegasse para degustar. Surgia com a noite um desejo cada vez mais intenso e perigoso. O encontro aconteceu. Ela dormindo, ele trêmulo pelo desejo de vê-la ali, desprotegida e pura. Na memória, ficou aquele corpo transpirando desejo e sedução. No corpo a sensação de “quero mais”.&lt;br /&gt;Levado por um princípio que nem ele mesmo consegue explicar, este ‘senhor’ nunca se deixou apaixonar. Nunca se permitiu sentir aquela ansiedade antes de algum encontro, as noites mal dormidas pensando no outro, os desejos e a inquietude que só o amor consegue fazer. A isso ele nunca se entregou, até o dia em que conheceu Delgaldina. O fruto vivo da imaginação. Lá estava ela desde o seu aniversário, sempre a espera. De olhos fechados e corpo a mostra. Perfeita amante!&lt;br /&gt;O desejo dessa conquista traz cor ao mundo criado por Gabriel García Márquez, que lembra sem perdão: “os fatos reais são esquecidos, mas também alguns que nunca aconteceram podem estar na lembrança como se tivessem acontecido”. E, assim, como algo incerto, Degaldina transforma este velho amante. Sem palavra alguma, nem mesmo uma carícia, provoca o nascimento de um outro homem.&lt;br /&gt;Degaldina o fez perceber que “o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança”. Ah! O amor! Sentimento capaz de nos revelar um mundo cheio de graças, delicadezas e também ciúmes. Amor impalpável e desconhecido. Amor capaz de criar personagens e colocá-los em nosso caminho sem consulta prévia. É sobre esse amor que o autor nos diz: “por mais que lidemos com esse sentimento como se fosse um paletó dois números acima do nosso, apenas ele e tão somente ele, o amor, nos faz humanos”.&lt;br /&gt;E, não importa a idade que tenhamos, o amor se aconchega ao nosso lado e fica. Fica a espera de um minuto de atenção, um momento em que possamos perceber tantos “perfeitos amantes” dispersos e sozinhos pelo mundo. Talvez, não seja preciso esperar nossos 90 anos, mas se assim tiver que ser que seja sem pudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“A gorda do Tiki Bar”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Provavelmente muitos leitores, assim como eu, já riram sozinhos enquanto se deliciavam com algum livro, indiferente do lugar onde a leitura era feita. Mas, quem destes leitores já sentiram a face esquentar, ocasionando o temido e inconveniente rubor por ler algum livro “excitante”?&lt;br /&gt;Para aqueles que não experimentaram esta situação e não perdem uma boa oportunidade a dica é “A Gorda do Tiki Bar”, de Dalton Trevisan. Uma série de contos carregados de amor, desejo e erotismo. Sem meias palavras o autor descreve sentimentos provocantes e sedutores; pensamentos ousados e peculiares.&lt;br /&gt;São histórias vividas por pessoas com diferentes idades, diferentes profissões e diferentes desejos. Mas, estas pessoas são ligadas por uma mesma intenção: aproveitar vontades que surgem sem hora certa ou lugar adequado. Afinal, desejo que é desejo não pede permissão, nem autorização para chegar. É este desejo louco e destemido que Dalton Trevisan descreve de maneira caricata e extasiante. E quando menos percebemos, lá estamos nós com as mãos nas bochechas tentando disfarçar a mudança de cor.&lt;br /&gt;O livro é capaz de levar a pensar se para viver é necessário fazer algumas loucuras, conhecer muitas pessoas, ou simplesmente imaginá-las da maneira que bem entendemos, sem peso na consciência. Estas inquietações, da maneira como são descritas pelo autor, revelam um sentimento impregnado nos pensamentos de cada indivíduo que varia apenas na maneira como são manifestados. Pela perspectiva presente no livro, um dia ou outro este sentimento aparece voraz, tentador e insaciável, tal como surgiu na vida dos personagens.&lt;br /&gt;E, como se o autor estivesse atento ao nosso “deslize” no exato momento em que nos deleitamos num desejo pervertido e louco, as cenas são descritas sem censura. Para não deixar dúvida. O livro é objetivo, claro e direto. É essa característica do autor que faz a obra se diferenciar. Quando pensamos que o autor vai fantasiar uma cena ele chega de supetão e pronto. Está tudo ali, descrito nas páginas e seguidas de algumas ilustrações. Não importa se com a professora, com a bela menina de 15 anos ou mesmo com a Gorda do Tiki Bar. De alguma maneira e em algum momento esse desejo surge em cada um, basta o sentir.&lt;br /&gt;Para aqueles que aceitam um desafio fica a dica. E, se preferirem, deguste o livro em pequenos goles, assim despertará ainda mais a imaginação e garantirá por mais dias avantajados rubores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="color: #990000;"&gt;“Pequenos delitos e outras crônicas”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de romance, nem tragédia. Esta semana o Guia do Leitor traz o bom humor em primeiro lugar com “Pequenos delitos e outras crônicas”, de Walcyr Carrasco.&lt;br /&gt;O livro é a resultado da junção de 66 crônicas publicadas pela revista Veja São Paulo (2004) e fazem um apanhado geral do cotidiano. Desde o “truque do assaltante” ao “turista de imobiliária”, ou de “promessas angelicais” aos “pequenos delitos” cometidos diariamente por todo cidadão que se preze. É essa característica, de tratar de coisas simples do dia-a-dia (como faxinas, compras em supermercados, um final de semana com amigos, dar ou não gorjeta, etc) que fazem do livro encantador e divertidíssimo.&lt;br /&gt;“A imaginação ainda é a melhor arma para enfrentar as dificuldades da vida moderna”, coloca Carrasco. E, é através dessa imaginação que o autor nos faz pensar e ilustrar cada ação, cada passo, cada atitude descrita. Em tom irônico, ou com um toque de nostalgia e muito sarcasmo, Carrasco revela um mundo de comédia em cada tragédia.&lt;br /&gt;“Surrupiar um queijinho no supermercado parece não ter sequer importância. Mas os pequenos delitos, quando somados, tornam a vida na cidade grande ainda mais selvagem”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="color: #990000;"&gt;“Pornopolítica”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não sente saudade de um tempo que às vezes parece remoto? Ou quem não lembra com carinho das coisas vividas no passado? Lá, no tempo que ficou, tudo parece perfeito. Algumas falhas até podem ser percebidas, mas ahhh o passado, “esse não volta mais”.... E, é relembrando o passado que Arnaldo Jabor se mostra nostálgico e sem esperança com o presente e futuro (se é que ainda sonhamos com algum) em Pornopolítica: paixões e taras na vida brasileira, lançado pela editora Objetiva em 2006.&lt;br /&gt;Ao falar da extraordinária capacidade humana de absolver atrocidades e, ao mesmo tempo, atear fogo em bruxas em plena praça pública, Jabor comenta, na crônica “Uma noite de sexo que mudou o Ocidente”, o caso de Bill Clinton e a estagiária Monica Lewinsk. A resposta (moralista e conservadora) que o acontecimento teve se contrapõe ao silêncio (quase sagrado) frente às atrocidades e loucuras de Bush. E, é esta espantosa divergência de reações tidas pelo ser humano que choca e 'paralisa' Jabor.&lt;br /&gt;Assim, sem papas na língua, Arnaldo Jabor nos deixa estarrecido com sua imensa capacidade de falar aquilo que estávamos pensando, mas que por algum motivo não nos dispusemos. Tal como a frase: “A gente só vai para o céu que acredita”, ou “A derrota é um grande momento de verdade. Só diante da vergonha que entendemos nossa miséria. Num primeiro momento, queremos encontrar uma explicação para o fracasso, mas o fracasso não se improvisa – é uma obra calculada, caprichada durante meses, anos até”.&lt;br /&gt;Não importa se falando de futebol, a saudade de um futuro planejado e que não chegou, ou da horrenda situação política do país, Jabor se coloca estarrecido, tal como no trecho abaixo:&lt;br /&gt;“A crise nos ensina a ver a verdade de cabeça para baixo. Ensina que a verdade é o contrário de tudo que dizem os depoentes, testemunhas e réus. A verdade é tudo que os políticos negam”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="color: #990000;"&gt;“O linchamento”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Linchamento - que muitos querem esquecer”, lançado no ano de 2003, revisado e ampliado em 2007 pela editora Argos, apresenta a história de uma cidade que, de um lado, tinha 200 pessoas clamando por “justiça” e pela preservação de seus valores e, de outro, quatro homens a espera de uma única decisão, sem direito a resposta, nem ao menos a defesa.&lt;br /&gt;Escrito por Monica Hass, “O Linchamento” narra a história oficial e, também, a história não-oficial sobre o linchamento (espancamento e morte) de quatro homens na cidade de Chapecó no ano de 1950.&lt;br /&gt;Presos por perturbar a tranqüilidade da então pacata cidade e por atear fogo à Igreja local, Ivo de Oliveira Paim e Romano Ruani, juntamente com os irmãos Orlando e Armando Lima, foram condenados não pelo poder judicial e seus representantes, mas pela população local. Segundo a autora, existia entre os moradores “uma predisposição em fazer justiça com as próprias mãos”, pois assim acreditavam defender os padrões comportamentais e normativos até então estabelecidos e, por isso, classificaram (e muitos ainda classificam) como “justo o crime cometido”.&lt;br /&gt;Na noite de 18 de outubro, Chapecó se fez conhecer nacionalmente por meio de um ato vergonhoso de violência. Organizado por um grupo de pessoas, os chapecoenses invadiram a prisão local e, com golpes de paus, facadas e tiros, mataram os quatro homens presos. Depois, os arrastaram para fora da cadeia e atearam fogo nos corpos estendidos ao chão.&lt;br /&gt;Este ato até hoje é pouco comentado na cidade. Seja por vergonha de algumas pessoas ou pelo fato de envolver figuras de nomes conhecidos e importantes. É também por isso, que a obra de Monica Hass se torna ainda mais contagiante e estarrecedora. Este é um livro que choca e revolta muitos dos seus leitores, principalmente porque o fato narrado aconteceu aqui, na cidade de Chapecó.&lt;br /&gt;Conforme trechos do livro, “as motivações de um linchamento, quando as pessoas, carregadas de ódio ou medo punem com suas próprias mãos, sem que a vítima tenha oportunidade de provar sua inocência, são difíceis de compreender, ainda mais com o envolvimento de tantas questões, como no caso de Chapecó”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-4549948091592974114?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/4549948091592974114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=4549948091592974114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4549948091592974114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/4549948091592974114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/08/atuais.html' title='Memórias de minhas putas tristes'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-8128351255146422544</id><published>2008-08-20T10:09:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:04:44.654-07:00</updated><title type='text'>“Casamento, amor e desejo no ocidente cristão”</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;br /&gt;Quem nunca sonhou com a marcha nupcial? Festa, convidados e amor eterno? A esperança de ser feliz a dois, ter companhia e alguém para trocar o que se tem de melhor?&lt;br /&gt;Desde que o conhecemos, o casamento é um sacramento a ser realizado por todos os homens de bem, independente de sua religião. Um sacramento abençoado por Deus. Mas, será que foi sempre esse o conceito dado à união de duas pessoas?&lt;br /&gt;A resposta pode parecer curiosa, mas, é não. Nem sempre o casamento foi visto como algo positivo à sociedade. “Casamento, amor e desejo no ocidente cristão”, de Ronaldo Vainfas, revela o porquê de o ato conjugal ser tomado como pecado por, aproximadamente, onze séculos. Segundo o autor, o casamento feria a moral cristã, que estava longe de ser mero rosário de apologias e condenações. Conforme pregavam os cristãos, os perigos da vida conjugal eram enormes, desde as dificuldades de convivência diária à escravidão de se submeter ao outro carnalmente. Toda essa repúdia vinha do fato de que se a virgindade correspondia à verdade e à liberdade, o casamento equivalia à mentira e à escravidão.&lt;br /&gt;Longe de ser sacramento ou mandamento divino, o ato conjugal era um remédio, também conhecido como a “terapêutica do desejo”. Melhor seria que todas as pessoas vivessem castas, mas se não podiam conter-se deveriam casar. Afinal, homens e mulheres se uniam de algum modo e era preciso regularizar a situação. A partir daí, o casamento passou a ser uma prática menos indesejada. Conforme o autor, “voltado exclusivamente para a procriação, o casamento era um bem, embora fosse o pior dos bens”.&lt;br /&gt;O amor conjugal não se impôs como valor ideal do casamento antes do século XIX. Amar, conforme é citado, significava entregar-se a Deus com a alma piedosa e o corpo imaculado, ou seja, não se concebia o amor entre um homem e uma mulher, mas sim o amor a Deus, somente a Ele. E esse amor era o mesmo que obediência, adoração e desencarnação.&lt;br /&gt;Elevado ao mundo do sagrado, redimido enquanto instituição, o casamento foi aceito como espaço legítimo para o uso dos prazeres, desde que voltado para o seu fim natural de reprodução. Mas a concepção do sexo como um mal em si persistiu, e ainda persiste, como um dos sete pecados capitais: a luxúria. E, luxuriosos, segundo Vainfas, eram todos os que, fora do casamento, recusavam a castidade e os que, no seu interior, buscavam o prazer.&lt;br /&gt;“Os cônjuges deveriam querer o bem um do outro, deveriam até manter alguma amizade, desde que no âmbito da caridade”, cita o autor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“As intermitências da morte”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem, por um dia sequer, ou algumas poucas horas não sentiu medo da morte? Um pavor que vem do nada, ou surge do simples despertar da imaginação que acaba em tristes pensamentos de o que seria do amanhã sem a existência de cada um de nós. Um sentimento que cada um alimenta a sua maneira e que o escritor português José Saramago descreve muito bem em “As intermitências da morte”, lançado pela Companhia das Letras no ano de 2005.&lt;br /&gt;Em um badalar do relógio ninguém mais morreu na pacata cidade criada por Saramago. Uma cidade que se vê envolta pela ‘mão’ gelada e cálida da morte. E são todas as peripécias do que um acontecimento como este pode gerar que o autor explora neste pequeno romance. Com sarcasmo e ironia, deixa claro sua crítica às reações da Igreja, do Governo, dos filósofos, dos economistas, das funerárias, da máfia (e etc) diante de uma nova realidade.&lt;br /&gt;Em algumas poucas páginas pode-se dialogar com a tão temida morte. Ela que nunca falha e que nunca dorme. Que nunca se deixa levar por nada, mas que de repente ‘resolve’ dar uma trégua aos pretensiosos mortais que tentam, a todo o custo, dar explicações para tudo o que acontece neste mundo como se nada estivesse fora de seu alcance.&lt;br /&gt;É a morte desnuda e tácita que Saramago descreve. A morte como ela é. E, ao final, sem que seja possível perceber ou, simplesmente, sem que seja necessário desejar, nos encontramos envolvidos por um ar que não é mais tão frio como antes.&lt;br /&gt;Ganhador do Premio Nobel de Literatura em 1998, Saramago tem uma vasta obra. Dentre alguns de seus livros estão: “A bagagem do viajante”, “A caverna”, “Todos os nomes”, “O que farei com este livro”, “o Evangelho segundo Jesus Cristo”, “A maior flor do mundo” e “Ensaio sobre a cegueira”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“Assassinatos na Academia Brasileira de Letras”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Quem é vivo sempre aparece, às vezes morto!”.&lt;br /&gt;Pitadas de humor e graça como esta fazem parte do enredo criado pelo comediante, dramaturgo e escritor Jô Soares em “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras”. Publicado em 2005 pela Companhia das Letras o livro é o best seller do autor.&lt;br /&gt;A obra, embora apresente grande pesquisa histórica, é extremamente ficcionista. Misturando realidade e sátira à nostálgica imaginação do autor, “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” proporciona boas risadas aos leitores que se vêem rodeados por mistérios, intrigas e, por mais estranho que soe, assassinatos de imortais.&lt;br /&gt;É assim, brincando com as palavras, que o autor reconstrói o Rio de Janeiro de 1924; descreve personagens bizarros (Machado Machado, Galatea, Camilo Rapozo, dentre outros) e prende a atenção dos leitores do início ao fim de cada uma das 252 páginas.&lt;br /&gt;Jô Soares é autor de “O flagrante”, “O astronauta sem regime” e “O humor nos tempos de Collor”. Como romance, também escreveu “O Xangô de Baker Street” que foi publicado no ano de 1995, lançado em 12 países e adaptado para o cinema em 2001 e “O homem que matou Getúlio Vargas”, de 1998, que teve sete edições estrangeiras. Juntas, só estas duas últimas obras venderam 1,3 milhão de exemplares no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“Dicionário nada convencional”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dicionários, na maioria das vezes, são chatos e grandes. Grandes de mais para que possa ser absorvido o conteúdo apresentado. Por isso, são usados em casos específicos de procura. Geralmente são construídos por um rol de verbetes e possíveis conceituações. Mas não o “Dicionário nada convencional” da antropóloga Arlene Renk.&lt;br /&gt;O “Dicionário nada convencional”, lançado no ano 2000, como o próprio nome sugere, foge de qualquer padrão de dicionários com conceitos conservadores e meras significações. O “Dicionário nada convencional” não segue a seqüência alfabética, ao invés, coloca os termos encadeados, de modo que o último vocábulo invoque o seguinte. Além desta particularidade, o dicionário traz temas contextualizados, ligados uns aos outros e, como cita a própria autora na apresentação do livro, “a ludicidade do texto está em não querer atribuir-lhe um ranço de sisudez, para que os verbetes possam ser degustados com calma e sorvidos em pequenos goles. Ao leitor, fica a liberdade de pulá-los, se assim quiser”.&lt;br /&gt;O livro apresenta 54 verbetes, o primeiro tema abordado é “negro”, cuja definição atribuída é: “designação da população africana”, onde a cor da pele indicava a que raça pertenceriam determinados indivíduos. “Raça é uma criação da história da expansão colonialista européia” e segundo esta denominação, aqueles que não eram brancos e cristãos eram diferentes. “E ser diferente era sinônimo de atrasado e inferior”. E, assim segue o livro. Alguns dos outros temas são: outro, etnocentrismo, racismo, mitologias, contra-história, oeste catarinense, religião, etc.&lt;br /&gt;As fotos que seguem a contextualização feita no livro são da jornalista e fotógrafa, Eliane Fistarol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“Eu sei que vou te amar”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt;“Você vai entrar pela porta que eu deixei entreaberta,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; há uma hora que eu não descolo os olhos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; da luz de néon do hall que se filtra como um prenúncio da tua chegada.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; Antes de você chegar, você já chega&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; como uma nuvem que vem na frente...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; “Você me chamou por telefone.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; Não te vejo há três meses...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; seis anos juntos e agora sem te ver...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; pela tua voz no telefone sei que você&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; está controlando uma emoção,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; querendo bancar o homem seguro de si...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; e fico desesperada....”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Os trechos acima dão início ao intrigante (e excitante) diálogo criado por Arnaldo Jabor em “Eu sei que vou te amar”, lançado em 1986. Depois de um casamento de seis anos, depois de muitas mentiras, mas também muito amor, uma conversa. Uma conversa difícil em que se pretende falar a verdade como nunca antes. A verdade forjada em sorrisos e carinhos despropositados de um casamento que acabou. Na busca dessa verdade incondicional surgem lágrimas, lembranças e sentimentos controlados para não transparecer tudo. Tudo o que realmente sentiam...&lt;br /&gt;Depois de horas de intenso diálogo, a porta volta a ficar entreaberta, dessa vez para ela sair. Mas nem um nem outro queriam que a porta fosse ultrapassada. Tanta coisa a ser dita... talvez não fosse realmente o fim... talvez fosse a hora de esperar o momento certo.&lt;br /&gt;De maneira esplendida, Jabor nos deixa inteiramente envolvidos pelo destino destes dois apaixonados a procura da verdade do amor. E por isso, Jabor faz questão de lembrar que “a vida só é vida no limite da loucura...e que você só está vivo na beira da morte... só assim vale viver”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“A genealogia da moral”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“As minhas idéias acerca da origem dos nossos preconceitos morais hão de achar a sua primeira expressão lacônica, e provisória, na coleção de proposições rotuladas, onde tudo que se chamou de moral nada mais foi que um envenenamento da vida”. Assim inicia “Genealogia da moral” de Friedrich Wilhelm Nietzsche, escrito em 1887 como um complemento de sua obra anterior intitulada "Além do bem e do mal”, de 1886. O livro é composto por três ensaios que tratam de temas como a separação dos valores entre bem e mal – bom e mau; a má consciência e o ideal ascético que acompanha o ser humano.&lt;br /&gt;“A genealogia da moral” aponta o surgimento e o real significado do que é valor ou juízo de valor. Para isso, o autor busca na história elementos que justifiquem o porquê adotamos determinados conceitos como certos, ou porquê assumimos determinada posição diante de algum fato que “surpreenda a nossa moral”. Durante todo o livro, o que Nietzsche procura é esclarecer a verdade: a verdade do existente, das ciências e da metafísica. A verdade sobre os valores morais tradicionais. Para Nietzsche, “o problema da moral, é, definitivamente, um problema de verdade, da conformidade à vontade de domínio enquanto essência de vida (...), pois só há valores à medida que a própria vida os estabelece”.&lt;br /&gt;Nietzsche coloca a importância de perceber que os valores que temos hoje como moral foram construídos por seres humanos, com todas as suas fragilidades e intenções. Ou seja, o valor defendido por estes não correspondem aos mesmos defendidos por pessoas com atividades e pensamentos diferentes. Assim, é necessário perceber o verdadeiro valor intrínseco em cada um destes conceitos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-8128351255146422544?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/8128351255146422544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=8128351255146422544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8128351255146422544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/8128351255146422544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/08/um-pouco-mais-atuais.html' title='“Casamento, amor e desejo no ocidente cristão”'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-3328907036065034801</id><published>2008-08-20T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:09:32.478-07:00</updated><title type='text'>“Cazuza: Só as mães são felizes”</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;br /&gt;Na maioria das vezes, quando somos questionados sobre algumas coisas buscamos, da melhor maneira possível, responder de imediato e com alguma certeza. Mas, e se lhe perguntasse qual é a cor do amor, por exemplo, o que me responderia? Ou, qual é a cara da morte? Paciente, injusta, pálida, cruel, taciturna? Qual é a cara da morte?! Talvez a resposta esteja nas mãos de um poeta.&lt;br /&gt;Um poeta chamado Cazuza, que não tardou em dizer que a cara da morte estava viva. Viva a ponto de levá-lo para junto de si. E, assim, o poeta se foi. Mas, deixou a quem quer que deseje ouvir verdadeiros poemas transcritos em notas musicais de sentimentos rebeldes, apaixonados e, também, sedutores.&lt;br /&gt;Carinhoso e desafiador. Sensível e ousado. Assim é descrito Cazuza em “Só as mães são felizes”, um depoimento de Lucinha Araújo à jornalista Regina Echeverria. No livro, é possível conhecer não só o poeta, mas o menino, o garoto que queria mudar o mundo. Um menino que buscava uma ideologia capaz de fazê-lo viver; que o permitisse sentir o prazer do risco da vida; de sentir o prazer do rock’n roll. No livro, não conhecemos apenas o “ídolo” Cazuza, conhecemos o “Caju” sedutor, apaixonado, frágil e inquieto. Cazuza afrontou, com suas letras e músicas, uma década de 80 conservadora, autoritária e hipócrita e se entregou ao mundo.&lt;br /&gt;Este mesmo poeta seguiu a sua estrela, o seu brinquedo de estar. Continuou inquieto, descobrindo que país é esse e pedindo para que o Brasil mostrasse a sua cara. O Brasil não mostrou, mas ele sim. Em 1990, vimos o Cazuza nu, envolto apenas pela luta de viver, de gozar um pouquinho a mais os acasos desta vida “tão desconhecida e mágica”. Nem que para isso fosse preciso fantasiar “segredos ao ponto aonde se quer chegar”.&lt;br /&gt;Incontáveis são as frases de Cazuza que poderiam ser aqui citadas. Incontáveis também são os sentimentos que transpiram a cada fala, a cada toque, a cada som dos amores inventados por ele.&lt;br /&gt;Talvez, por tantos atributos, seja possível dizer que o poeta não morreu. Ficou na lembrança. O ousado sedutor. O sensível atrás de amor, prazer e liberdade. É por este Cazuza que Lucinha Araújo diz: “nem todas as mães são felizes”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;“O corpo fala”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Olho para o lado, tem uma pessoa na fila de espera. Ela parece tensa. Mexe no cabelo, balança o pé num ritmo simétrico. Enquanto aguardo a minha chamada fico imaginando o que esta pessoa está sentindo: medo? Ansiedade? Desejo? Nostalgia? O que passa na cabeça deste indivíduo? Nesse momento, paro e penso: será que estes sinais (mexer no cabelo, balançar o pé...) realmente revelam alguma informação? Os autores Pierre Weil e Roland Tompakow afirmam que sim. Existe muita informação transmitida pela linguagem do corpo. No livro “O corpo fala: a linguagem silenciosa da comunicação não-verbal” conhecemos um corpo que irradia informações, por vezes inconscientes. O corpo revela a todos os instantes aquilo que nem sequer falamos ou mesmo desejamos pensar. E, de repente, como algo automático, lá estão eles, carregados de significação. Às vezes os sinais são tão discretos que só uma pessoa muito atenta pode perceber. Outros, no entanto, saltam aos olhos. Mas, o que nos falta, além de percebê-los, é entender o que essa linguagem quer nos dizer. De maneira descontraída os autores tentam nos “abrir os olhos” para estas manifestações corporais. São dicas que nos levam a conhecer outro lado da comunicação. É o roer de unha, o trançar o cabelo, um corpo inclinado, outro retraído, a boca que se movimenta, as mãos no bolso (para eles), as mãos no cabelo (para elas), enfim, cada um destes movimentos dizem algo mais que nossos olhos não vêem. Primeiro os autores nos levam a conhecer separadamente cada parte do corpo: a águia (cabeça), o tigre (tronco) e o boi (membros inferiores). Tendo em mente esta divisão, passamos a conhecer alguns sinais, como por exemplo: quando um casal está sentado, um ao lado do outro, e os pés e joelhos estão virados no mesmo sentido significa a afirmação de que estão realmente unidos; e quando estamos tristes e nos colocamos a chorar sentadas num canto, encolhidas, o que significa? Isso demonstra, segundo os autores, um sentimento de desproteção, ou “ainda não nasci”: preciso de atenção; o ato de roer unhas, tão comum e inevitável para algumas pessoas, significa nada mais que “estou me roendo por dentro”. Muitas vezes acontece que, numa conversa, não podemos ou não queremos externar nossos sentimentos. Isso também é expresso pelo corpo: lábios presos significa: prefiro não me comunicar; lábios presos entre os dentes: não quero entrar nessa conversa; mão escondendo a boca: um sinal para esconder a indecisão de falar. Estas e muitas outras explicações de como se mostra nossa linguagem não-corporal pode ser aprendida em uma leitura rápida, de fácil acesso e instigante. Quando menos percebemos estamos loucos de vontade de imaginar o que esses sinais significam e passamos, então, a observar com outros olhos as coisas que acontecem ao nosso redor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;“A cidade do sol”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando ouvimos falar em guerra nos surge uma vaga idéia de cidades destruídas, famílias separadas e um futuro incerto. Assim são nossas concepções sobre guerras, geralmente distantes. Distantes o suficiente para que possamos continuar nossas vidas do mesmo jeito, com a mesma rotina. Mas a guerra pode mudar e muito a vida daqueles atingidos por suas mãos cálidas e impiedosas. E, é por estas falamos sobre “A cidade do sol”, de Khaled Hosseini, lançado no ano de 2007. O livro apresenta um retrato da vida em guerra no Afeganistão, desde 1980 aos anos de 2003, tratando também da questão dos refugiados afegãos que se instalam em regiões vizinhas como o Paquistão e o Irã.&lt;br /&gt;É essa guerra que mudou a vida de Mariam. Uma pessoa que desde muito cedo entendia que sua existência não tinha nenhuma importância. Que sua vida não passava de um peso, uma desonra para sua “pobre mãe”. Mas Mariam acreditava ter um pai que a via de maneira carinhosa e amável. Não tardou a entender que este mesmo pai, gentil e bondoso, poderia levá-la a um caminho nunca antes imaginado e quando pode perceber se encontrava, aos 14 anos, casada com Rashid. Mariam aos poucos percebia qual era o seu destino e seguiu com seu esposo para Cabul, capital do país.&lt;br /&gt;Na mesma cidade de Cabul viviam Laila e Tariq. Duas crianças criadas bem diferentes de Mariam, mas que se encontraram unidas pelo desespero trazido com a guerra. Tariq e Laila não conseguiam esconder uma grande paixão. Mas, a guerra não tem ouvidos para histórias de amor, sonhos e esperanças. E, assim, sem esperança alguma Mariam e Laila estavam juntas. Juntas sofreram e desacreditaram na possibilidade de verem campos verdes e jardins. Mas, um dia “A cidade do sol” reapareceu e a história, enfim, poderia ser diferente. O sol talvez voltasse a brilhar e aquecer. E a guerra? Esta continuava barulhenta, insensata e covarde.&lt;br /&gt;Khaled Hosseini nasceu em Cabul, Afeganistão, e mudou para os Estados Unidos em 1980. É autor do best-seller “O caçador de pipas”, lançado em 2006.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;"Amor é prosa, sexo é poesia"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nostálgico, exaltado, corriqueiro... Assim se apresenta “Amor é prosa sexo é poesia: crônicas afetivas” de Arnaldo Jabor, lançado em 2004, pela Editora Objetiva. O mesmo incansável cineasta e crítico político apresenta, nas 193 crônicas do livro, textos recheados de bom humor e sarcasmo.&lt;br /&gt;Seja nas crônicas sobre bumbuns, chatos, ou ainda sobre os hippies e os dias melhores que nunca vem, Jabor se inclui na história em questão e transforma tudo em um relato pessoal. E assim, participando do enredo, transforma as crônicas em muito mais que um texto bem escrito e com boas sacadas, mas principalmente dá vida e forma ao conteúdo descrito.&lt;br /&gt;De maneira audaciosa, o autor apresenta o que é o amor e o que é o sexo na vida destes indivíduos carentes de atenção e de valores. Assim, segue abaixo um pequeno trecho da crônica, também intitulada, “Amor é prosa, sexo é poesia”:&lt;br /&gt;“O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo. Sexo é contra a lei. O amor vem depois. O sexo vem antes. O amor sonha com grande redenção. O sexo só pensa em proibições. Amor é casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; o sexo é o MST. Amor é um texto. Sexo é esporte. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval”.&lt;br /&gt;São obras do autor: “Sanduíches de Realidade”, “A invasão das Salsichas Gigantes”, “Pornopolítica” e “Eu Sei Que Vou Te Amar”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;"Desarmando o Iraque"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nem ficção, nem romance. Esta semana apresentamos o relato do chefe dos inspetores na ONU, Hans Blix. Ex-diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica e atual presidente da comissão Internacional de Armas de Destruição em Massa, Hans Blix coordenou todo o processo de inspeção realizado no Iraque no período de 2000 a 2003. São as experiências adquiridas nestes trabalhos que Blix descreve em “Desarmando o Iraque: inspeção ou invasão?”. Uma narração carregada de tensão e diplomacia.&lt;br /&gt;Lançado em 2004 pela editora “A Girafa”, a obra de Blix oferece minuciosas informações das decisões tomadas nos bastidores do Conselho de Segurança da ONU no processo de inspeção realizado no Iraque. Todo este processo de inspeção realizado e instigado após os ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos, surge a fim de apontar a existência ou não de armas de destruição em massa no país.&lt;br /&gt;Muitos são os questionamentos expostos pelo autor sobre a necessidade dos Estados Unidos (e alguns países aliados) organizarem e efetivarem a invasão nas terras iraquianas. Dúvidas estas alimentadas durante as 397 páginas do livro.&lt;br /&gt;“Desarmando o Iraque: inspeção ou invasão?” revela um mundo ditador, cheio de temores e incertezas. Um mundo à espera de (apenas) uma confirmação: guerra ou paz? E, como cita o autor: “a guerra não era inevitável, mas uma clara possibilidade”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;“Meninos em guerra”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Esta não é uma história fácil de ouvir, nem de contar. Mas é uma história que precisa tanto ser ouvida como contada”.&lt;br /&gt;O trecho acima faz parte do livro “Meninos em guerra: história de amizade e conflito na África” escrito pelo consultor da ONU (Organizações das Nações Unidas) Jerry Piasecki e lançado em 2006 pela editora Ática.&lt;br /&gt;O livro narra à história de Thomas e Deng, adolescentes africanos seqüestrados e obrigados a guerrilhar em nome da Frente de Resistência Democrática – FRD. Adolescentes que, assim como muitas outras pessoas de diferentes partes do mundo, vivem em guerra, muitas vezes sem saber o porquê. Guerra por vezes intitulada de “Santa”, mas que deixa marcas de sangue em pessoas inocentes, vítimas da ambição e do descaso social.&lt;br /&gt;Através de Thomas e Deng o autor nos leva a conhecer outras crianças e adolescentes que perderam suas famílias e amigos e partiram para a guerra. Guerra sem restrição de idade, que não perdoa e não dá descanso. Guerra que transforma vidas e pessoas.&lt;br /&gt;E, é essa guerra cruel e fria que Jerry Piasecki relata tão bem em “Meninos em guerra”. Impossível não temer e não sentir dor em meio ao relato no livro.&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Nós temos de fugir! – disse Thomas a Deng enquanto olhava o teto, tentando lembrar e esquecer de algumas coisas. – Se a gente ficar, vamos ter de morrer lutando ou de matar mais gente&lt;/i&gt;!”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-3328907036065034801?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/3328907036065034801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=3328907036065034801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3328907036065034801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/3328907036065034801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/08/nem-to-antigas-assim.html' title='“Cazuza: Só as mães são felizes”'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7350357367176233208.post-7049775551235493009</id><published>2008-08-20T09:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T06:07:07.250-07:00</updated><title type='text'>Rota 66</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira resenha que me atrevi a escrever foi sobre um clássico nacional e, como não poderia ser diferente, um clássico estudado e aplaudido nas aulas de jornalismo: “Rota 66”, do jornalista Caco Barcellos, lançado em 1992 pela editora Record. Com uma narrativa contagiante, o livro aborda a atuação da polícia militar, Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar, mais conhecida como ROTA, e o seu envolvimento com o assassinato de 4.200 pessoas ocorridos entre as décadas de 1970 e 1980. Em meio a leitura, impossível não pensar (ou desejar) que se trata apenas de uma obra ficcional, mas não. A violência, a covardia e a falta de respeito aos direitos humanos relatados pelo jornalista revelam uma realidade cruel e mascarada. Uma realidade que não perdoa e não pede licença. Simplesmente, invade casas, carros, “fuscas azuis” e condena.&lt;br /&gt;Ganhadora de oito prêmios de direitos humanos e do Prêmio Jabuti de Literatura, um dos mais prestigiados do país, a obra de Caco Barcellos retrata as ações do “esquadrão da morte oficial”, onde as vítimas eram quase sempre jovens pobres, pardos e negros e, em muitos casos, sem antecedentes criminais.&lt;br /&gt;O livro é resultado de oito anos de pesquisa do jornalista que, entre as 350 páginas, traduz a realidade de um país violento, preconceituoso e medíocre. Não é difícil imaginar porque “Rota 66” é considerado um dos melhores livros de jornalismo investigativo do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;“A noção de cultura nas ciências sociais”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando falamos em cultura ou identidade cultural logo nos vem à cabeça um leve sentimento de confusão. Afinal, entender e explicar estes conceitos merece cuidado. A parte o senso comum, dificilmente ouvimos o conceito de cultura, por exemplo, tal como propõe alguns autores. Isto se dá por uma distorção que temos desta conceituação. Por vezes falamos, ou ouvimos falar, que “tal pessoa tem cultura”, afirmando assim a cultura como algo que se conquiste com estudo e em livros, tal como o conhecimento. Esta inversão de conceitos torna o tema ainda mais pertinente. Por isso, a dica: “A noção de cultura nas ciências sociais”, de Denis Cuche.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Conforme o autor, o conceito de cultura obteve, há algum tempo, um grande sucesso fora do círculo estreito das ciências sociais ganhando espaço em outros debates. E, para discutir cultura é necessário ter em mente seu processo dinâmico, onde ela pode ser classificada como um conjunto de significações comunicadas pelos indivíduos de um dado grupo através da interação com outro. Cuche destaca que existe uma estreita relação entre a concepção que se faz de cultura e a concepção que se tem da identidade cultural. Mas o que é esta “identidade”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Segundo o autor, no âmbito das ciências sociais, o conceito de identidade cultural se caracteriza por sua polissemia e sua fluidez. Ou seja, suas variadas significações. A “recente moda da identidade” de que fala o autor é o prolongamento do fenômeno da exaltação da diferença que surgiu nos anos setenta e que levou tendências ideológicas muito diversas e até opostas: de um lado os que fazem apologia da sociedade multicultural e, de outro, a exaltação da idéia de “cada um por si para manter sua identidade”. Esta dualidade de conceituações leva a pensar a identidade como resultante das diversas interações entre o indivíduo e seu ambiente social, próximo ou distante. E, é através deste ambiente que o indivíduo se localiza e é localizado. Assim, “a identidade social de um indivíduo se caracteriza pelo conjunto de suas vinculações em um sistema social: vinculação a uma classe social, a uma classe de idade, a uma nação, etc”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pensando a cultura como algo dinâmico, suscetível a mudanças, é possível perceber que as manifestações culturais também o são. Isto é, se em determinada época alguns valores e atividades eram praticados por determinado grupo, estes podem mudar com o passar do tempo e com o contato de outros grupos. Assim, perceber fatores intrínsecos nas manifestações culturais requer avaliar de maneira detalhada dos fatores que particularizam determinados grupos, tais como a língua (linguagem), hábitos alimentares, organização social, etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;“Jornalismo na era virtual”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há quem afirme que hoje as redações jornalísticas são mais silenciosas, com o uso de computadores ao invés da máquina de escrever; mais femininas e com menos fumaça, pela diminuição do número de jornalistas fumantes. Estas expressões são utilizadas para ‘distanciar’ o jornalismo atual daquele praticado no início da profissão. O chamado jornalismo de boteco, romântico ou de bico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Este “velho jornalismo” se contrapõe ao “novo” carregado de novas tecnologias, relações de poder e, também, novos interesses. É sobre o novo e o velho jornalismo que Bernardo Kucinski trata em “Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Conforme o autor, os jornalistas eram marcados pela “vocação profissional”, também chamada de “dom”. Esta era a marca registrada dos jornalistas que, na época da ditadura militar, buscavam com fervor solidificar e valorizar a profissão. Com ou sem medo, os jornalistas ousavam e mostravam para a sociedade que os caminhos a serem seguidos poderiam ser outros que não a ditadura. O jornalismo (“romântico”?) praticado naquele período delimitou as características da profissão: ousada, irreverente e inquieta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Segundo o autor, com a chegada da democracia, a responsabilidade atribuída aos jornalistas foi ainda maior. No entanto, ao invés da democracia abrir mais interfaces de conflito entre o jornalismo e o Estado e aumentar o espaço e a profundidade da crítica, tornou-se ainda mais superficial. Pois, os veículos de comunicação despertam interesses e aguçam a vontade de muitos em fazer parte deste grupo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Kucinski também reflete sobre a dualidade de opiniões quanto a formação acadêmica mediante a técnica oferecida pelas redações e o conhecimento adquirido nos bancos universitários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Existe, conforme o autor, o chamado “vazio ético” que denomina a falta de uma concepção idealista de ética, ou seja, a ética formada pelo “imperativo categórico da verdade”. Este “vazio ético” é reforçado por mecanismos diversos: a fusão mercadológica de notícia, entretenimento e consumo; a concentração de propriedade na indústria de comunicação; a crescente manipulação da informação por grupos de interesse, e, principalmente, a mentalidade pós-moderna que celebra o individualismo e o sucesso pessoal, muitas vezes caracterizado como a espetacularização da informação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No livro, o autor também alerta para a falta de pluralismo na mídia brasileira. Esta que se diz extremamente modernista e, no entanto, ainda carrega fortes traços de conservadorismo. Onde a lógica do mercado se baseia na manipulação dos desejos e das carências individuais da população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para Kucinski, vivemos uma era discursiva, marcada pela negação das utopias e pela ausência de um padrão ético hegemônico. Isto é, a ética da pós-modernidade é caracterizada pelo ceticismo, cinismo, sucesso pessoal e liberdade individual. E, é por tudo isso o autor afirma: “o bom jornalista é, necessariamente, um jornalista ético, que sabe ser alérgico ao mau jornalismo e à manipulação desonesta da informação”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;“11 de setembro”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem não lembra da gritaria, das feições de horror e do sentimento de desamparo deixado pelos ataques de 11 de setembro? Mais do que ataques às torres gêmeas (até então desconhecidas por muitas pessoas), o atentado de 11 de setembro mostrou à grande parte do mundo uma nação fragilizada, perplexa e atônita: os Estados Unidos da América. E, a partir destes atentados foi possível perceber também que nem só de ‘fragilidade’ vivem os Estados Unidos, mas sim de uma vasta história de repressão e autoritarismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“11 de setembro”, de Noam Chomsky, traz uma série de entrevistas do autor a jornalistas de diversos lugares do mundo no período de um mês após os atentados ao World Trade Center e ao Pentágono. O livro apresenta uma série de entrevistas sobre a questão política, econômica, social e histórica desta nação que hoje é uma das maiores potências do globo. Segundo o autor, “as horripilantes atrocidades cometidas no 11 de setembro são algo inteiramente novo na política mundial, não em sua dimensão, mas em relação ao país atingido”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Noam Chomski coloca que a história dos EUA é recheada de atitudes sanguinárias em relação a países subalternos em questão política, econômicas, sociais e culturais cultivadas. Por isso, os ataques após o 11 de setembro se explicam mais facilmente: eles não eram tão novidade como se imaginava. Já haviam sido praticados em outros séculos, outras décadas, outras sociedades. Assim, coloca o autor, é normal que toda a Europa em si sinta-se imensamente surpresa com os atentados. “Pela primeira vez na história moderna, a Europa e seus agregados foram vítimas, em solo pátrio, da mesma espécie de atrocidades que, rotineiramente promoveram no exterior”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;“A sociedade do espetáculo”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esta semana o Guia do Leitor apresenta a teoria crítica de Guy Debord à sociedade do espetáculo. Lançado em Paris no ano de 1967, o livro foi relançado no Brasil em 1997, pela editora Contraponto sob a tradução de Estela dos Santos Abreu, “A sociedade do espetáculo” traz 237 páginas de intensas e bem estruturadas críticas sobre a chamada “sociedade espetacular” e suas representações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;De maneira clara, mas não simplista, o autor coloca alguns dos fatores que transformam (transformaram) a sociedade atual em um conglomerado de pessoas sutilmente domesticadas sob um modelo dominante. Nesta sociedade a banalização e a generalização são a porta de entrada para grandes mercados comerciais que supervalorizam o lucro e as cordialidades de suas relações, lugar onde a mercadoria e a “ditadura da economia” ocupam totalmente a vida social das pessoas. A origem deste espetáculo, segundo o autor, vem da necessidade do mundo em participar de um mesmo bloco, de uma mesma organização consensual de mercado alienando comunidades inteiras em uma mesma necessidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já no prefácio do livro (escrito em 30 de junho de 1992) pode-se ter uma idéia de como esta teoria crítica é apresentada: “é preciso ler este livro tendo em mente que ele foi escrito com &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;o intuito deliberado de perturbar a sociedade espetacular. Não exagerou em nada”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;“Cercas e janelas”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esta semana apresento traz uma coletânea de artigos, ensaios e discursos sobre globalização. “Cercas e janelas: na linha de frente do debate sobre globalização”, de Naomi Klein, retrata inúmeras situações vivenciadas por militantes de todo o mundo contrários não, simplesmente, a globalização, mas à maneira como as propostas desta ideologia são aplicadas em diferentes sociedades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lançado em 2003 pela editora Record e traduzido por Ryta Vinagre, “Cercas e anelas” é, segundo a própria autora, um registro de seu aprendizado sobre o futuro da economia global e suas implicações não apenas econômicas, mas, principalmente, sociais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No total, são 42 artigos, ensaios e discursos divididos em cinco capítulos: “Janelas da discordância”, “Cercas na democracia”, “O mercado engole o bem comum”, “Cercas no movimento: criminalizando a dissidência”, “Tirando proveito do terror” e “Janelas para a democracia”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;São textos escritos para The Globe and Mail, The Guardian, The Los Angeles Times e muitos outros jornais. Naomi Klein, afirma que este livro é o registro de “um importante começo” na vida do movimento antiglobalização que explodiu em Seattle e que evoluiu através dos acontecimentos de 11 de setembro e suas conseqüências. Com as inúmeras experiências apontadas no livro, é possível ter uma nítida noção da atual conjuntura sócia-política e econômica de países desenvolvidos e também em desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Naomi Klein é canadense, autora do best seller “Sem logo”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;“Oroonoko”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Cézar, morto de dor, mas feliz com a nobre determinação de Imoinda, abraçou-a tomado pela paixão e pela languidez de um amante prestes a morrer, sacou de sua faca para dar fim a este prazer de seus olhos, a este tesouro de sua alma”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Escrito em 1688 por Aphra Behn, “Oroonoko ou o escravo real: uma história verdadeira” foi traduzido por Évilo Antônio Funk e relançado em 1999 pela Editora Mulheres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Romance da literatura inglesa, “Oronooko” revela uma história que, segundo a autora, é fidedigna a realidade dos fatos acontecidos na época. História protagonizada por um africano escravizado e levado ao Suriname durante a década de 1660. Nas palavras da própria autora, “Oroonoko e sua amada representam a mais absoluta idéia do primitivo estado de inocência, antes que o homem tenha aprendido a pecar”, e é toda a trajetória deste amor que pode ser vista, imaginada e sentida neste curto romance escrito a, aproximadamente, 300 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A obra foi inspirada nas viagens realizadas pela autora às colônias sul-americanas, que, além de descrever com detalhes lances deste amor, abordou situações de desumanidade e sadismo praticados com os escravos (africanos e índios) da época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;“Os Catadores de Conchas”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um romance que emociona e seduz o leitor tornando-o parte da história. Assim é “Os Catadores de Conchas” de Rosamunde Pilcher. Lançado em 1988, na Inglaterra, com a tradução de Laísa Ibañez pela editora Bertrand Brasil, ocupa hoje um dos principais lugares na lista dos mais vendidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em meio à leitura é possível sentir o cheiro das flores, o gosto das comidas, escutar o barulho das bombas caindo, sentir a lágrima escorrer. A cada página é possível conhecer e delirar com a vida dos personagens. Pessoas que vêem suas vidas moldadas pela Segunda Grande Guerra e que, ao fim da leitura, deixam saudade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ao longo das 632 páginas conhecemos Penélope: uma mulher rodeada de amigos e lembranças. Filha de um grande pintor vitoriano e mãe de três filhos. E, é através dela que podemos conhecer tantas outras pessoas que fazem desta história fascinante, encantadora e surpreendente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Rosamunde Pilcher tem o poder de fazer com que o leitor se sinta cercado por toda beleza descrita no livro. O desenvolvimento de seus personagens é tão bem elaborado que se torna impossível deixar o livro pela metade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Os Catadores de Conchas” é a 13° obra da autora que teve seu primeiro livro publicado em 1949 - Half-way to the Moon -, com o pseudônimo de Jane Fraser. Com este nome, a autora assinou outros 10 livros. Sua primeira obra com o verdadeiro nome foi A Secret to Tell, publicado em 1955.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dentre outros títulos da autora estão: “Flores na Chuva”, “Sob o Signo de Gêmeos”, “A Casa Vazia”, “O Fim do Verão”, “Um Encontro Inesperado”, “O Regresso”, “Com Todo o Amor” e “O dia da Tempestade”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa Leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;“Que corpo é esse?”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“As conceituações do corpo através da história da humanidade nos revelam características importantes do pensamento filosófico, que sempre privilegiou a mente em detrimento do corpo. [...] Durante a vida, mente e corpo formam uma unidade indissolúvel que, com a morte, é rompida, tendo a alma sua imortalidade garantida enquanto o corpo vira pó”. Mas “Que corpo é esse”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lançado pela Editora Mulheres em 2007 e escrito por Elódia Xavier, “Que corpo é esse? O corpo no imaginário feminino” traz vários textos produzidos desde o início do século XX até hoje. Através de narrativas de diferentes autoras, o livro contextualiza as representações do corpo feminino. Um corpo que pode ser invisível, subalterno, disciplinado, envelhecido, imobilizado, refletido, violento degradado, erotizado e liberado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em cada texto escolhido por Elódia Xavier é possível perceber as características destes diversos corpos em mulheres distintas. Características que por vezes revoltam, chocam, emocionam e aproximam mulheres de todos os tipos. Indiferente do motivo que leva uma ou outra a se encaixar em qualquer das categorias elaboradas, todas são mulheres que, em algum momento, padeceram em silêncio. Mulheres que por alguns instantes, obedeceram a regras sem sentir, sem desejar e, muitas vezes, sem ao menos perceber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;As autoras escolhidas por Elódia Xavier são: Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector, Fernanda Young, Helena Parente Cunha, Heloísa Seixas, Júlia Lopes de Almeida, Lya Luft, Lygia Fagundes Telles, Márcia Denser, Marilene Felinto, Marina Colasanti, Martha Medeiros, Nélida Piñon, Raquel de Queiroz, Rachel Jardim e Wanda Fabian.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;i&gt;“Ser mulher, desejar outra alma pura e alada para poder, com ela, o infinito transpor; sentir a vida triste, insípida, isolada; buscar um companheiro e encontrar um senhor... Ser mulher, e oh! Ficar na vida qual uma águia inerte, presa nos pesados grilhões dos preceitos sociais!” (Gilka Machado).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7350357367176233208-7049775551235493009?l=resenhandoaqui.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/feeds/7049775551235493009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7350357367176233208&amp;postID=7049775551235493009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7049775551235493009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7350357367176233208/posts/default/7049775551235493009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhandoaqui.blogspot.com/2008/08/algumas-resenhas-mais-antigas.html' title='Rota 66'/><author><name>Sil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06945845631325547105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jfkkl-Q--LM/TMc__RPIbHI/AAAAAAAAAC4/CKBGvcOzfdE/S220/_MG_0048-2-2-2+c%C3%B3pia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
